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Presidente do TST destaca uso de tecnologias para aprimorar a prestação jurisdicional em evento do CNJ

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A ministra Maria Cristina Peduzzi participou da abertura do “I Colóquio Jurídico Brasil-Organização dos Estados Americanos (OEA): Boas Práticas do Direito Brasileiro”, nesta terça-feira (18).

Participantes da mesa de abertura do  “I Colóquio Jurídico Brasil-Organização dos Estados Americanos (OEA): Boas Práticas do Direito Brasileiro”

Participantes da mesa de abertura do “I Colóquio Jurídico Brasil-Organização dos Estados Americanos (OEA): Boas Práticas do Direito Brasileiro”

18/05/21 – A presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministra Maria Cristina Peduzzi, participou, nesta terça-feira (18), da abertura do “I Colóquio Jurídico Brasil-Organização dos Estados Americanos (OEA): Boas Práticas do Direito Brasileiro”, promovido em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e com a Organização dos Estados Americanos (OEA). O tema central de seu pronunciamento foi a importância da revolução tecnológica na atuação da Justiça do Trabalho. 

“Com a revolução 4.0 invadindo o mundo do trabalho e transformando as formas de produzir, o Poder Judiciário e, em especial, a Justiça do Trabalho tiveram de se adaptar à forma como administram a Justiça para aproveitar as potencialidades que este desenvolvimento tecnológico pode oferecer para uma melhor prestação jurisdicional”, afirmou. “O Poder Judiciário tem se valido das inovações tecnológicas para cumprir a sua missão institucional e efetivar os princípios constitucionais vinculados à sua competência”.

A magistrada ressaltou que o TST tem aplicado a tecnologia para adequar a prestação jurisdicional às novas necessidades impostas pela pandemia da covid-19, com o uso de sistemas de inteligência artificial, plataformas digitais para as sessões de julgamento e de mediação, atendimento de cidadãos pelo Balcão Virtual e a adoção do Juízo 100% Digital por diversos Tribunais Regionais do Trabalho. “É esse compromisso intergeracional de cumprir os princípios constitucionais que norteia a atuação do Poder Judiciário e garante que se valha das conquistas tecnológicas de cada tempo. Temos preservado a qualidade da prestação jurisdicional, e a sociedade também tem ganhado com o aumento da eficiência na entrega dos serviços e com o crescimento dos índices de produtividade”, concluiu.

Acesse a página Justiça 4.0 da Justiça do Trabalho para saber mais sobre as iniciativas e sistemas que compõem este projeto.

Cooperação

Durante os pronunciamentos na abertura do encontro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Fux, lamentou as vítimas da covid-19 e destacou o papel de cooperação entre o CNJ e a OEA, que, mesmo no atual cenário, não estagnaram suas atividades. “Pelo contrário, ambas as instituições têm atuado de forma diligente na difícil tarefa de combater os males trazidos pela pandemia”, afirmou. 

Para o magistrado, a cooperação entre os dois órgãos fomenta o intercâmbio de boas práticas e auxilia a difusão da jurisprudência da Corte Interamericana no Judiciário brasileiro. Além disso, ele destacou que o CNJ tem trabalhado para garantir o acesso da sociedade à Justiça nesse período, com especial atenção aos mais necessitados e aos cidadãos em situação de vulnerabilidade.

O secretário-geral dos Estados Americanos, Luis Almagro, celebrou a inclusão de temas tão variados no Colóquio. “Através da cooperação jurídica entre as organizações, há fortalecimento do sistema interamericano e do marco jurídico brasileiro para propiciar um intercâmbio de boas práticas”, declarou.

Autoridades

Também participaram da mesa de abertura o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins; o presidente do Superior Tribunal Militar, ministro Luis Carlos Gomes Mattos; o procurador-geral da República, Augusto Aras; o advogado-geral da União, ministro André Mendonça; o secretário de assuntos jurídicos da OEA, Jean Michel Arrighi; representantes do Ministério da Justiça e do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; e o representante permanente do Brasil junto à OEA, embaixador Fernando Simas Magalhães.

Colóquio

O evento, que prosseguirá no dia 26/5, tem como objetivo conhecer as boas práticas jurídicas vivenciadas no Brasil nos últimos tempos e promover a troca de experiências e a disseminação da cooperação jurídica internacional no âmbito dos países membros da OEA. Confira o vídeo da abertura e do primeiro dia do evento

(VC/CF)

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