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Taxa de empréstimo pessoal tem pequena alta em abril, aponta Procon-SP

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A taxa média de empréstimo pessoal apresentou uma leve alta no mês de abril, apurou a Fundação Procon-SP. A taxa média de empréstimo pessoal encontrada em abril foi de 6,10% ao mês, aumento de 0,02 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando a taxa estava em 6,08%.

Nesse período, apenas dois bancos aumentaram suas taxas de empréstimo pessoal, o Bradesco, que passou de uma taxa de 7,16% para 7,22% ao mês; e o Itaú, que alterou sua taxa de 5,91% para 5,97%. As demais instituições financeiras, segundo o Procon, mantiveram suas taxas. A menor taxa de empréstimo pessoal encontrada na pesquisa foi a da Caixa Econômica Federal, fixada em 3,89% ao mês.

Já a taxa média do cheque especial para pessoa física se manteve igual ao mês anterior, fixada em 7,96% ao mês. A menor taxa encontrada foi a do Banco do Brasil, de 7,73% ao mês, enquanto nos demais bancos era de 8%. Desde o ano passado, há um limite de cobrança de 8% ao mês para a taxa de juros do cheque especial para pessoa física, estabelecido pelo Banco Central.

Os especialistas do Procon-SP orientam o consumidor para que sempre avalie seus rendimentos e despesas para tentar economizar e evitar gastos desnecessários. Segundo os especialistas, o controle das finanças pessoais é a melhor forma de se livrar do endividamento.

A pesquisa de taxa de juros foi feita no dia 5 de abril no Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander.


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Fecomércio RJ aponta pandemia como causa da piora dos negócios

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Empresários do comércio de bens, serviços e turismo do estado do Rio de Janeiro apontaram o agravamento da pandemia da covid-19 como o motivo da piora dos negócios no estado. Em pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ) entre os dias 1º e 4 de abril, 51,8% dos entrevistados indicaram que a situação das suas atividades se agravou bastante nos últimos três meses. Em março o percentual foi 23,2%.

Entre os empresários, 31,5% revelaram que houve uma piora, mas para 11,5% a situação do seu empreendimento permanece igual. Somente 3,8% disseram que houve uma melhora e 1,4% sinalizaram uma melhora significativa. Segundo a Fecomércio RJ, o indicador que analisa a informação caiu de 58,7 pontos em março para 21,9 pontos em abril.

A pesquisa, com a participação de 558 empresários, quis saber dos que relataram piora na situação de seus negócios se essa redução tem relação com o agravamento da pandemia e o aumento das medidas de restrições. “Para 95,7% dos empresários esse é o principal motivo. Apenas 4,3% não associam essa perda à pandemia”, apontou o estudo.

Expectativas

A pesquisa apurou ainda as expectativas dos empresários para os próximos três meses. Em abril, entre os ouvidos, 46,4% esperam melhora nos seus negócios, o que significa percentual menor que no mês anterior, quando ficou em 48,8%. Ainda neste mês, 19,4% acreditam em uma grande recuperação, enquanto para 17% dos entrevistados a situação não deve mudar. Já 10,5% creem em uma queda da receita de suas empresas, e 6,7% se mostraram bastante pessimistas. 

“O índice apresentou redução de 165,5 [pontos] em março para 148,6 [pontos] em abril. Os dois indicadores já refletem possivelmente o resultado da demora no retorno do auxílio emergencial e o cenário de incerteza sobre a economia fluminense”, disse a Fecomércio.

Entre os que acreditam que os seus negócios serão prejudicados nos próximos três meses, a maioria, 92,4%, relacionou a situação ao agravamento da pandemia e apenas 7,6% não concordam com a afirmação.

Demanda

O percentual de empresários que relataram que diminuiu ou diminuiu muito a demanda pelos serviços e bens de suas empresas cresceu de 59,6% em março, para 83,6% em abril. Para apenas 10,6% dos entrevistados a demanda se manteve igual. Em março era de 22,7%. Para 4,1%, houve uma melhora, enquanto no mês anterior eram 15,7%, seguidos por 1,6% que afirmam que a procura aumentou consideravelmente. Conforme o estudo, o indicador que captura a informação caiu de 58,2 pontos em março para 22,1 pontos em abril.

Já para as demandas nos próximos três meses, as expectativas de que haja algum tipo de aumento atingem 39,4% dos entrevistados e 30,6% acreditam numa estabilização. No entanto, 18,2% esperam um recuo na busca por produtos e serviços de suas empresas, seguidos por 11,8% que creem numa grande redução. Apenas 6,7% esperam ter uma alta demanda no próximo trimestre. Esse também foi um indicador a registrar queda, saindo de 129,5 pontos em março para 109,4 pontos em abril.

Empregos

A pesquisa avaliou ainda que 37,8% afirmam que o quadro de colaboradores diminuiu bastante nos últimos três meses, enquanto 26,7% dos entrevistados disseram que fizeram demissões no período. O número de empregados foi estabilizado para 32,7% e somente 2,8% informaram aumento das contratações. “O resultado mostra que houve diminuição do indicador que mede a contratação nos últimos 3 meses: 52,7 em março para 38,2 em abril”, disse a Fecomércio.

A pesquisa mostrou, neste mês, que 49,5% esperam manter o número de colaboradores nos próximos três meses. O percentual dos que devem demitir cresceu de 26,4% para 36,7%. As contratações nos próximos meses devem ocorrer para apenas 13,9% dos empresários. Esse indicador caiu de 95,6 pontos em março para 77,2 pontos em abril.

Preço

A maior parte dos comerciantes – 91%) – disse que os preços dos fornecedores subiram bastante em relação ao mês anterior, seguidos por 5,3% que acham que houve estabilização e para apenas 3,7% o preço foi reduzido. O abastecimento dos estoques no último trimestre ficou abaixo do planejado para 62,8%, a ponto de fazerem novos pedidos. Já 23,9% revelaram que a quantidade se manteve em relação ao esperado e apenas 13,2% ficaram com estoque acima do planejado. O indicador que analisa o estoque registrou queda de 54,4 pontos em março para 50,4 pontos em abril.

Inadimplência

O índice de inadimplentes ou muito inadimplentes entre as empresas cresceu de 33,9% para 47,2% em abril. No entanto, o percentual das empresas que ficaram pouco inadimplentes caiu de 22,5% para 20%. O número de empresários que não ficaram com restrições também recuou, passando de 43,6% para 32,7%. Os que ficaram inadimplentes indicaram que os gastos são associados a fornecedor (42,8%), aluguel (42,4%) e luz (36,5%).

Crédito

Se for criada uma nova linha de crédito específica para os empresários do setor, 65,6% estão dispostos a buscar em alguma instituição financeira. Já 34,4% dos entrevistados disseram que não devem pedir o crédito. Entre os que pretendem recorrer ao empréstimo, 49,2% optaram por capital de giro, 28,9% para formação de estoque, 28,9% para refinanciamento de dívidas e 26,6% para pagamento de contas com luz, telefone e gás.

Outra informação que a pesquisa buscou foi sobre o impacto do reajuste pelo IGP-M nos contratos de aluguel e nos tipos de negociação dos valores: 41,1% afirmam que ainda discutindo um acordo, 22% disseram que não trocaram de índice e não conseguiram reduzir o valor e para 19,6% por não conseguirem negociar, estão mudando de local ou fechando o negócio. Os que não trocaram de índice, mas conseguiram rever os valores foram 13,9% dos entrevistados e 3,3% relataram ter trocado de referência.


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Artigo brasileiro aponta eficácia de 50,7% da CoronaVac

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Um artigo enviado hoje (11) para revisão de pares e publicação na revista científica The Lancet aponta que a CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac contra a covid-19, tem eficácia de 50,7% para casos sintomáticos da doença, podendo chegar a 62,3% de eficácia quando há um intervalo maior entre as duas doses da vacina. A CoronaVac é uma das vacinas que vêm sendo aplicadas no Brasil por meio do Plano Nacional de Imunizações (PNI).

O valor é pouco maior do que já havia sido divulgado anteriormente pelo governo paulista. Em janeiro, o governo havia anunciado que a eficácia da vacina girava em torno de 50,38%.

Segundo o estudo que embasou o artigo, a eficácia global da vacina chegou a 62,3% quando a segunda dose foi aplicada em um intervalo superior a 14 dias da primeira dose. A segunda dose pode ser aplicada em um intervalo entre 14 e 28 dias.

Outro resultado divulgado no artigo é que a vacina tem uma eficácia entre 83,7% e 100% para os casos que requerem assistência médica. O dado superou o que o governo paulista havia anunciado anteriormente de eficácia para casos moderados, que girava em torno de 77,96%.

“Esse estudo corrobora o que já havíamos anunciado há cerca de três meses e nos dão ainda mais segurança sobre a efetiva proteção que a vacina do Butantan proporciona. Não resta nenhuma sombra de dúvida sobre a qualidade do imunizante”, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, por meio de nota.

O artigo também aponta que a vacina, que é produzida com vírus inativado, protege contra as variantes P.1 (de Manaus) e P.2 (Rio de Janeiro).

O estudo com a vacina e que embasou o artigo foi feito entre os dias 21 de julho e 16 de dezembro de 2020, envolvendo 12.396 participantes voluntários de 16 centros de pesquisa no Brasil. Todos eles receberam ao menos uma dose da vacina ou placebo. Desse total, houve 9.823 participantes que receberam as duas doses. O estudo agora será revisado pelos pares.


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Pesquisa aponta eficácia da vacinação em profissionais de saúde no CE

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A vacinação no Ceará teve efeito direto na redução dos casos de covid-19 entre profissionais de saúde. A conclusão é de uma pesquisa realizada pela Escola de Saúde Pública Paulo Marcelo Martins Rodrigues, vinculada ao governo do estado.

A imunização dos trabalhadores na linha de frente do atendimento a pacientes com covid-19, diz o estudo, contribuiu para evitar uma nova onda de contaminações entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde.

Enquanto no pico da pandemia, em 2020, na chamada 1ª onda, as contaminações dos trabalhadores de saúde tiveram intensidade maior do que na população em geral, neste ano, o movimento foi diferente.

De dezembro de 2020 a janeiro de 2021, a evolução das curvas era semelhante. A partir do início da vacinação, elas vão em sentido distinto. No início de março, os casos positivos de covid-19 bateram a marca de mais de 1,2 mil por dia na população em geral. Já entre trabalhadores da saúde, que começavam a ser imunizados, o número ficou na casa dos 300.

“O gráfico mostra uma mudança na curva bem interessante e é um dado ilustrativo dos primeiros benefícios da vacinação, já que essa população dos profissionais de saúde tem tido acesso à vacinação mais rapidamente”, explica a infectologista Keny Colares.

A pesquisa consistiu em uma análise de dados do sistema de informações IntegraSUS.

De acordo com o governo do estado, foram aplicadas, até o momento, 494,2 mil doses de vacinas contra a covid-19 em profissionais da saúde. Deste total, 237,6 mil já receberam duas doses da Coronavac. Outros 260 mil ganharam a primeira dose do imunizante da Oxford/AstraZeneca.

O médico cirurgião Ramon Rawache, que atua no Ceará, foi um dos profissionais vacinados. Ele conta que o processo foi confuso, nas primeiras semanas, mas que depois houve um ajuste da dinâmica.

“Na primeira semana tivemos alguma desorganização, tivemos liberação para todos os profissionais, depois notou-se que nem todos estavam na linha de frente e depois andou na velocidade satisfatória. O problema é a limitação da quantidade de doses, o que ainda tem tornado o processo lento”, avalia.


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Especialista aponta recorte racial como prioridade de vacinação

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Estudo mostrou que as desigualdades raciais e sociais foram intensificadas pela pandemia de covid-19, levando a um número maior de mortes entre a população negra do Brasil no ano passado. Mortes por doenças – incluindo doenças respiratórias como a covid-19 – aumentaram 18% entre os brasileiros brancos no último ano, enquanto entre pessoas negras o crescimento chegou a 28%. De acordo com especialista, políticas públicas devem considerar a desigualdade racial para o combate à pandemia.

Realizado pela Vital Strategies e pelo núcleo de pesquisa Afro-Cebrap – do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento -, o estudo utilizou o excesso de mortalidade como indicador. O método é usado por epidemiologistas e especialistas em saúde pública para calcular a diferença entre o número de mortes esperadas e o número de mortes observadas em um determinado período e local.

Na análise, foi comparada a quantidade de óbitos por causas naturais esperada em 2020 e a quantidade de óbitos observada para o mesmo ano, revelando que cerca de 270 mil brasileiros morreram acima do esperado no ano passado em comparação com os anos anteriores. Dessas 270 mil, 153 mil ocorreram entre negros e 117 entre brancos, ou seja, foram 30% mais negros dentre as mortes em excesso.

“Se pensar em termos de exposição, você imagina que a população está exposta igualmente. Quando você olha por raça/cor, você vê que não é verdade, que negros – pretos e pardos – estão muito mais expostos aos perigos da pandemia e estão muito mais desassistidos em relação a seus próprios problemas de saúde”, disse Fatima Marinho, epidemiologista que conduziu o estudo e consultora sênior da Vital Strategies.

O estudo foi feito a partir de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM) e do sistema de informação da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, além de dados populacionais do IBGE.

Os dados utilizados refletem não apenas os impactos diretos da covid-19 – aumento de mortes pela doença –, mas os indiretos, devido a restrições de movimentação, superlotação de hospitais e unidades de saúde, redução da busca por atendimento médico por parte de doentes graves por medo de se infectar, além do cancelamento ou adiamento de procedimentos médico-hospitalar para doentes graves, devido ao risco de infecção pelo novo coronavírus.

A pesquisadora destaca que desde o nascimento as condições impostas à população negra no país são piores do que à população branca, o que contribui para consequências como maior mortalidade em situações como a pandemia atual. O próprio racismo, segundo a epidemiologista, é um fator estressante que pode desencadear adoecimento. “As pessoas [negras] ficam mais estressadas, elas vivem em áreas violentas, elas sofrem muito mais violência policial se for homem e, se for mulher, sofre abuso mesmo, então vai desenvolvendo nessa população um estresse que vai impactando também na saúde.”

Quando analisados por gênero, os dados mostram que morreram 23,9% mulheres negras a mais do que o esperado, enquanto esse excesso de mortalidade foi de 15,3% entre mulheres brancas. Considerando os homens, o excesso de mortes ficou em 31% para negros e 20% para brancos. Em relação a faixa etária, os dados mostram que pessoas negras até 29 anos morreram 32,9% a mais que o esperado, enquanto brancos na mesma faixa etária morreram 22,6% a mais que o esperado.

“Chamamos isso de uma sindemia, nesse sentido: já está dado para ele [pessoas negras] péssimas condições desde o nascer, na vida e até a morte, por isso ele vai viver menos. E, por isso, agora veio a covid-19 radicalizar realmente essa desigualdade racial no Brasil”, avalia Fatima. Para combater de forma eficaz a pandemia, ela acredita que o poder público deve levar em consideração não apenas o recorte etário, mas o de raça/cor.

Políticas de proteção

A epidemiologista avalia que, mesmo quando se iniciou a política de proteção contra a covid-19, que abrange a vacinação e o isolamento social, as populações negra e pobre ficaram majoritariamente excluídas. “Se você fala que vai fazer um lockdown, quem é que vai pra rua trabalhar? Quem é que tem que pegar trem lotado todos os dias? São os negros principalmente. E aí eu dou mais exposição [à doença] a eles e não tem nem a solução da vacina pra eles porque eles são mais jovens.”, avaliou. 

A expectativa de vida é menor entre a população negra, o que faz com que eles acabem excluídos dos grupos prioritários atuais de vacinação, que são os idosos. “Negros são 56% da população brasileira e brancos são 43%. Se você olhar para a faixa etária de 60 anos e mais, inverte: 50% são brancos, 49% são negros. Se chegar na faixa etária de 80 e mais, 75% são brancos, só temos 25% de negros sobrevivendo até os 80 anos”, ressaltou.

Para Fatima, como a expectativa de vida de negros é menor que a de brancos, esse fator deveria ser considerado na implementação de políticas públicas, o que contribuiria para uma redução dessa desigualdade. “Todos os que tem 90 [anos] primeiro, quase não tem negro aí. Os que tem 80 primeiro, também quase não tem negro aí. Então eu [enquanto gestor público] não protejo esse grupo e essa desigualdade se reflete em um impacto muito maior de adoecimento e morte na população negra e eu não tenho nenhuma política para reduzir esse dano.”

Ela afirma que a decisão de vacinar por idade não é baseada na epidemiologia da doença e que é simplesmente uma decisão burocrática. “Se você basear na epidemiologia, você vai vacinar quem tem mais risco”, destaca. Isso significa que não é só a idade aumenta o risco de ter um caso grave ou morte por covid-19, mas também os determinantes sociais. Há também o elemento das regiões mais precarizadas, que estão mais expostas aos riscos e mortes pela doença. https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-02/estudo-indica-que-vacinacao-em-sao-paulo-deve-priorizar-periferia

“Enxergando isso, eu consigo controlar melhor a disseminação do vírus. Está errada a forma como está se fazendo, porque eu tenho que exatamente olhar para onde tem maior circulação viral. O que eu quero controlar com a vacina? A circulação viral. Quanto menos gente estiver transmitindo, eu consigo reduzir a circulação do vírus e então vou reduzir o impacto desse vírus na população em geral”, concluiu a epidemiologista. Ela acrescenta que a vacina não é um instrumento de proteção individual, mas sim instrumento de proteção coletiva.

 


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Estudo aponta eficácia de uma dose da vacina em quem já teve covid-19

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Pesquisadores da Escola de Medicina Icahn em Nova Iorque, nos Estados Unidos, desenvolveram um estudo publicado no periódico acadêmico New England Journal of Medicine apontando a eficácia da aplicação de uma dose das vacinas da Pfizer e da Moderna em pacientes que já tiveram covid-19.

O estudo, publicado na forma de carta e não como artigo revisado, analisou 110 participantes de um teste clínico, sendo que um grupo já havia tido diagnóstico positivo de covid-19 e outro que ainda não havia sido contaminada pelo vírus.

Os participantes que já haviam tido covid-19 desenvolveram mais rapidamente anticorpos com uma dose. Já os não infectados previamente tiveram baixa resposta na criação de anticorpos até o 12º dia depois da vacinação, a sua maioria após este período.

O desempenho dos previamente infectados foi superior também ao de pessoas que receberam duas doses das vacinas adotadas na pesquisa. Neste grupo, a aplicação da 2ª dose não revelou mudanças significativas no sistema imunológico contra o vírus.

Os pesquisadores também avaliaram os efeitos colaterais. Eles foram maiores nos participantes que já haviam contraído covid-19, mas em nenhum dos casos houve eventos adversos que levassem à hospitalização.

“Nós descobrimos que uma dose das vacinas gerou rápida resposta em participantes soropositivos [do novo coronavírus], com níveis de anticorpos similares ou superiores a participantes soronegativos que receberam duas doses. Mas se uma dose destas vacinas provê proteção efetiva em soropositivos ainda requer investigação”, concluem os autores.


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CNC aponta fechamento de 75 mil lojas em 2020

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Um levantamento divulgado hoje (1º) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que 75 mil estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios fecharam as portas no Brasil em 2020, primeiro ano da pandemia da covid-19. Esse número é calculado a partir da diferença entre o total de abertura e de fechamento das lojas.

As micro e pequenas empresas responderam por 98,8% dos pontos comerciais fechados. Todas as unidades da federação registraram saldos negativos. Os estados mais impactados foram São Paulo (20,30 mil lojas), Minas Gerais (9,55 mil) e Rio de Janeiro (6,04 mil).

Essa retração anual do comércio é a maior registrada desde 2016, quando 105,3 mil lojas saíram de cena devido à recessão econômica do período. Apesar do alto número de estabelecimentos que fecharam suas portas no ano passado, as vendas no varejo tiveram queda de apenas 1,5%. Esse percentual, segundo a CNC, foi menor do que o esperado para um momento crítico.

De acordo com a entidade, as perdas foram sentidas já em março, mas o mercado começou a mostrar uma reação a partir de maio, afastando expectativas mais pessimistas. O fortalecimento do comércio eletrônico e o benefício do auxílio emergencial, permitindo que a população mantivesse algum nível de consumo, foram listados como fatores que contribuíram para o reaquecimento do comércio.

“Na primeira metade do ano, quando o índice de isolamento social chegou a atingir 47% da população, as vendas recuaram 6,1% em relação a dezembro de 2019. Na segunda metade do ano, quando se iniciou o processo de reabertura da economia e foram registrados os menores índices de isolamento desde o início da crise sanitária, as vendas reagiram, avançando 17,4%”, diz o estudo.

O levantamento aponta, no entanto, que a população ainda manifesta algum grau de dependência do consumo presencial, o que traz desafios para 2021. A imprecisão dos prognósticos envolvendo a evolução da campanha de vacinação também gera incertezas.

Projeções

A CNC avaliou ainda as perspectivas para o setor. “A inflexão no processo de abertura líquida de lojas com vínculos empregatícios, observado até 2019, não significa necessariamente uma nova tendência de atrofia no mercado de trabalho do varejo para os próximos anos”, registra. O estudo, porém, observa que há menor capacidade de geração de vagas por meio do comércio eletrônico, cujas vendas cresceram 37% em 2020.

Ao estabelecer projeções para 2021, foram traçados três cenários conforme o nível de isolamento social da população. Em um deles, a entidade calcula que as vendas avançariam 5,9% na comparação com o ano anterior e o comércio seria capaz de reabrir 16,7 mil novos estabelecimentos. Para que isso ocorra, o índice de isolamento social precisa sofrer redução de 5% até o fim do ano.

Um cenário mais otimista, no qual sejam restabelecidas as condições pré-pandemia, o volume de vendas cresceria 8,7% e 29,8 mil lojas seriam abertas ao longo deste ano. Já o quadro mais pessimista, com a população se mantendo confinada em níveis apenas ligeiramente inferiores aos observados em dezembro de 2020, somente 9,1 mil estabelecimentos abririam as portas.

Nível de ocupação

A crise decorrente da pandemia também afetou o nível de ocupação no comércio: 25,7 mil vagas formais foram perdidas em 2020. O último ano onde houve queda nesse quesito foi em 2016, quando foi registrada retração de 176,1 mil postos de trabalho.

Conforme o levantamento, considerando o nível de ocupação, o ramo mais afetado foi o de vestuário, calçados e acessórios, com a queda de 22,29 mil vagas. Na sequência, aparecem os hiper, super e minimercados (14,38 mil) e lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (13,31 mil).

No entanto, o saldo negativo de 2020 não reverteu a quantidade de vagas geradas entre 2017 e 2019. Nesse período, o número de postos criados foi de 220,1 mil.


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Pia aponta melhorias necessárias à seleção após torneio nos EUA

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Pia Sundhage disse, antes da estreia brasileira no torneio She Believes, há uma semana, que esperava encontrar, durante a competição, respostas para a seleção feminina que apronta para a Olimpíada de Tóquio (Japão). Terminado o quadrangular, a técnica não esmiuçou detalhes, mas afirmou que obteve parte das respostas esperadas.

“Algumas jogadoras foram bem, outras precisam ser mais competitivas em nível internacional, voltar para casa e trabalhar um pouco mais forte. O resultado [no torneio] foi ok e as respostas foram importantes”, comentou Pia, em entrevista coletiva por videoconferência, sobre a vitória do Brasil para cima do Canadá, por 2 a 0, pela terceira rodada do She Believes.

Contra as canadenses, as brasileiras dominaram o primeiro tempo, marcando alto, mostrando intensidade e balançando as redes com a meia Júlia Bianchi e a atacante Debinha. Já na etapa final, o time da América do Norte foi superior e colocou a seleção de Pia sob pressão, ainda que tendo criado somente uma oportunidade real de gol.

“Fiquei bem contente com o primeiro tempo de hoje [quarta-feira]. Não tanto no segundo tempo. Defensivamente, temos que ajustar detalhes. O Canadá colocou quatro atacantes e nos pressionou. Não reagimos bem sem a bola e temos de aprender a lidar com isso. Fomos um pouco ingênuas em alguns momentos. Tentamos jogar da mesma forma, com passes curtos. Precisamos saber nos desvencilhar da pressão na Olimpíada. Não há uma só forma para isso. Precisamos melhorar para fazer transições e contra-atacar”, argumentou a técnica.

Antes de enfrentar o Canadá, o Brasil estreou vencendo a Argentina por 4 a 1 na última quinta-feira (18). No domingo passado (21), a seleção de Pia foi superada pelos Estados Unidos por 2 a 0. As norte-americanas, atuais campeãs mundiais e líderes do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), ficaram com o título ao golearem as argentinas por 6 a 0 na última rodada e encerrarem o torneio amistoso com três vitórias em três jogos. As brasileiras ficaram em segundo lugar.

Até a Olimpíada, estão previstas mais duas datas Fifa, que são os períodos destinados a jogos entre seleções. A expectativa, portanto, é que Pia tenha, ao menos, outras quatro partidas para obter as respostas que faltam para definir as 18 convocadas para Tóquio. Em entrevistas anteriores, a técnica disse já ter 12 jogadoras definidas.

“Devemos ter dois jogos em abril e dois e junho. Não é o cenário perfeito, mas é o que temos. Podemos fazer qualquer coisa, mas temos que definir prioridades e encontrar um time coeso. Há sempre a chance para qualquer jogadora brasileira que estiver bem ser convocada. Quero não só definir o time titular nesses quatro jogos, mas saber quais atletas sairão do banco para fazer a diferença”, afirmou.

“Uma coisa importante é a parte física. Fizemos três jogos e notamos que algumas jogadoras ficaram cansadas. São circunstâncias da Olimpíada, só que com jogos a cada dois dias. Quem for, terá de estar preparada para fazer muitos jogos. A [zagueira] Rafaelle, que esteve em todas as partidas [no She Believes], é um bom exemplo. Ela foi muito bem. Se você estiver em forma, você está saudável e pronta para jogar. Isso traz confiança”, completou a treinadora.


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Ipea aponta recuo da inflação para as famílias de menor renda

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A taxa de inflação para as famílias de renda mais baixa (cujo rendimento familiar mensal é menor que R$ 1.650,50) registrou um recuo de 1,58%, em dezembro, para 0,21% no primeiro mês de 2021. A informação consta do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda referente a janeiro, divulgado hoje (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A análise mostrou ainda que, na faixa com as famílias de renda mais alta (com rendimento domiciliar superior a R$ 16.509,66), a taxa de inflação passou de 1,05% para 0,29% no mesmo período.

Segundo a pesquisa, em janeiro, embora a pressão no preço dos alimentos ainda tenha sido registrada, esse impacto foi menor do que em dezembro. Onze dos 16 itens que compõem o subgrupo de alimentação apresentaram desaceleração da inflação, com destaque para arroz (recuo de 3,84% para 0,24%), carnes (3,58% para -0,08%), frango (2,75% para -0,07%), leite (157% para -1,35%) e óleo de soja (4,99% para -1,08%).

Para o Ipea, o principal alívio para o segmento mais pobre da população foi a redução dos preços de energia elétrica: a deflação de 5,6% das tarifas conseguiu anular as altas de aluguel (0,55%) e do gás de botijão (3,19%).

A energia elétrica não contribuiu tanto para desacelerar a inflação na faixa de renda mais alta da população, pois esse item tem peso menor na cesta de consumo dessas famílias. Ao mesmo tempo, elas foram mais atingidas pelo aumento de 2,17% da gasolina. O impacto do grupo de transportes sobre essa faixa de renda só não foi maior graças à deflação das passagens aéreas (-19,9%) e dos transportes por aplicativo (-12,1%).

Além dos combustíveis, os reajustes de 0,66% dos planos de saúde e de uma série de serviços, como costureira (1,32%), depilação (1,28%) e cartório (7,82%), ajudaram tornar a desaceleração inflacionária menos intensa para as famílias mais ricas em janeiro. 

Em comparação com janeiro de 2020, somente as famílias de renda muito baixa e renda média alta (com rendimentos entre R$ 8.254,83 e R$ 16.509,66) apresentaram taxas de inflação um pouco menores, com redução de 0,23% para 0,21% e de 0,28% para 0,27%, respectivamente.

De acordo com o Ipea, a classe com a maior variação nesse período foi a de renda mais alta, passando de 0,18 % em janeiro de 2020 para 0,29% no primeiro mês de 2021. No entanto, entre fevereiro de 2020 e janeiro de 2021, a inflação das famílias mais ricas (2,9%) segue bem abaixo da observada no segmento mais pobre (6,2%).


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Secretário aponta irregularidades no processo de vacinação no Rio

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O secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Chaves, apontou hoje (5) irregularidades no processo de vacinação contra a covid-19 no estado que devem ser coibidas pelos órgão de fiscalização. Segundo ele, entre as irregularidades observadas está o uso indiscriminado da segunda remessa da vacina CoronaVac por alguns municípios fluminenses.

O secretário disse estar preocupado com o fato de algumas prefeituras não terem garantido a segunda dose da CoronaVac para vacinar os primeiros imunizados e estarem vacinando um novo público com essas doses. Para ter eficácia, a segunda dose da CoronaVac precisa ser aplicada entre duas a quatro semanas após a primeira imunização.

“Isso coloca em risco todo um esquema de vacinação. Os municípios têm autonomia para conduzir a vacinação, mas têm que seguir o programa nacional”, afirmou, sem especificar as cidades.

Na terça-feira (2), a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro começou a distribuir a segunda dose da vacina CoronaVac aos 92 municípios fluminenses. São 244 mil doses que deverão ser aplicadas como reforço da primeira dose, entregue às prefeituras em janeiro deste ano.

Carlos Alberto Chaves também citou caravanas que buscam vacinação fora do domicílio declarado e a aplicação de doses excedentes em pessoas que não pertencem aos grupos prioritários como irregularidades a serem coibidas.

“Não podemos omitir o que está acontecendo de errado. Isso é muito grave. Não podemos desfragmentar a vacinação. O Brasil é um dos líderes em termos de vacinação, mundialmente famoso.”