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Hamilton Mourão está sem febre e se recupera bem, diz assessoria

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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, recupera-se bem após ter sido diagnosticado com covid-19. Segundo nota divulgada nesta terça-feira (29) pela assessoria da Vice-Presidência, ele tem dores leves no corpo e não apresenta febre.

Mourão foi diagnosticado no último domingo (27) e segue em isolamento no Palácio do Jaburu.

“Conforme boletim médico expedido nesta manhã, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, diagnosticado com covid-19 no último domingo, segue com bom estado de saúde. O vice-presidente da República está sem febre, com leves dores no corpo e recuperando bem”, diz a nota.


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Ex-deputada Cristiane Brasil se entrega à polícia

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Ex-deputada Cristiane Brasil se entrega à polícia

A ex-deputada Cristiane Brasil se entregou à polícia, no meio da tarde desta sexta-feira (11). Segundo o Ministério Público (MP), ela se apresentou na Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Cristiane Brasil teve a prisão preventiva decretada em operação desencadeada no início da manhã, que também levou à prisão o secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes

No caminho para se apresentar, Cristiane gravou, no carro, vídeos para uma rede social, dizendo estranhar que a operação seja referente a fatos de 2013 e que aconteça justamente a poucos meses das eleições municipais.

Mais cedo, a ex-deputada, que é filha do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, por meio de nota se defendeu das acusações, afirmando se tratar de uma clara perseguição política. “Tiveram oito anos para investigar essa denúncia sem fundamento, feita em 2012 contra mim, e não fizeram pois não quiseram”, diz a nota.

O caso

Segundo o MP, as investigações que levaram à prisão da ex-deputada constataram fraudes em contratos para diversos projetos sociais na Fundação Leão XIII, entidade estadual voltada para o atendimento a populações de baixa renda e moradores de rua do Rio de Janeiro, e também nas secretarias municipais de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida e de Proteção à Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro, de 2013 a 2018.

Ainda de acordo com o MP, a organização criminosa era composta por três núcleos, o empresarial, o político e o administrativo, atuando para que fossem direcionadas licitações no município do Rio e no estado, visando à contratação fraudulenta das empresas Servlog Rio e Rio Mix 10, mediante o pagamento de propinas a servidores públicos, que variava de 5% a 25% do valor do contrato.

Com o apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE), constatou-se que as fraudes licitatórias efetivamente causaram danos aos cofres públicos em contratos que, somados, chegam a R$ 117 milhões.





Fonte: Ex-deputada Cristiane Brasil se entrega à polícia

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Brasil perde 4,6 milhões de leitores em quatro anos

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Brasil perde 4,6 milhões de leitores em quatro anos

O Brasil perdeu, nos últimos quatro anos, mais de 4,6 milhões de leitores, segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. De 2015 para 2019, a porcentagem de leitores no Brasil caiu de 56% para 52%. Já os não leitores, ou seja, brasileiros com mais de 5 anos que não leram nenhum livro, nem mesmo em parte, nos últimos três meses, representam 48% da população, o equivalente a cerca de 93 milhões de um total de 193 milhões de brasileiros.

As maiores quedas no percentual de leitores foram observadas entre as pessoas com ensino superior – passando de 82% em 2015 para 68% em 2019 -, e entre os mais ricos. Na classe A, o percentual de leitores passou de 76% para 67%.

O brasileiro lê, em média,  cinco livros por ano, sendo aproximadamente 2,4 livros lidos apenas em parte e, 2,5, inteiros. A Bíblia é apontada como o tipo de livro mais lido pelos entrevistados e também como o mais marcante.

Esta é a 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró Livro em parceria com o Itaú Cultural.

Foram feitas 8.076 entrevistas em 208 municípios entre outubro de 2019 e janeiro de 2020. A coleta de dados foi encomendada ao Ibope Inteligência. A pesquisa foi feita antes da pandemia do novo coronavírus, não refletindo, portanto, os impactos da emergência sanitária na leitura no país. 

Internet e redes sociais 

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Zoara Failla, a internet e as redes sociais são razões para a queda no percentual de leitores, sobretudo entre as camadas mais ricas e com ensino superior.

“[Essas pessoas] estão usando o seu tempo livre, não para a leitura de literatura, para a leitura pelo prazer, mas estão usando o tempo livre nas redes sociais”, diz.

“A gente nota que a principal dificuldade apontada é tempo para leitura e o tempo que sobra está sendo usado nas redes sociais”, completa.

O estudo mostra que 82% dos leitores gostariam de ter lido mais. Quase a metade (47%) diz que não o fez por falta de tempo. Entre os não leitores, 34% alegaram falta de tempo e 28% disseram que não leram porque não gostam. Esse percentual é 5% entre os leitores. 

A internet e o WhatsApp ganharam espaço entre as atividades preferidas no tempo livre entre todos os entrevistados, leitores e não leitores. Em 2015, ao todo, 47% disseram usar a internet no tempo livre. Esse percentual aumentou para 66% em 2019. Já o uso do WhatsApp passou de 43% para 62%. 

Dificuldades de leitura 

A pesquisa mostra ainda uma série de dificuldades de leitura. Entre os entrevistados, 4% disseram não saber ler, outros 19% disseram ler muito devagar; 13%, não ter concentração suficiente para ler; e, 9% não compreender a maior parte do que leem.

Há ainda entraves para acesso aos livros. “O Brasil está vivendo uma crise na economia, vemos dificuldade para o acesso, para a compra [de livros]. As pessoas estão frequentando menos bibliotecas”, diz Zoara.

Segundo a pesquisa, 5% dos leitores e 1% dos não leitores disseram não ter lido mais porque os livros são caros; e, 7% dos leitores e 2% dos não leitores não leram porque não há bibliotecas por perto.   

Incentivos

Um dos fatores que influencia a leitura, de acordo com o estudo, é o incentivo de outras pessoas. Um a cada três entrevistados, o equivalente a 34%, disse que alguém os estimulou a gostar de ler.

Os professores aparecem em primeiro lugar, apontados por 11%. Em segundo lugar está a mãe ou responsável do sexo feminino, apontado por 8%, e, em seguida, está o pai, responsável do sexo masculino ou algum outro parente apontado por 4%.

“É fundamental investir na formação desse mediador. O professor, mediador de leitura, o bibliotecário que também assuma de alguma forma esse papel. A gente viu a importância desse mediador quando é assumido por uma família, mas que é uma família de classe alta, de nível superior. E as crianças que vêm de famílias mais vulneráveis? Eu acho que a escola tem que suprir esse papel”, avalia Zoara. 





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TSE recebe pedidos de tropas federais para eleições de 15 de novembro

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TSE recebe pedidos de tropas federais para eleições de 15 de novembro

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, informou hoje (11) que recebeu três pedidos de envio de tropas federais para garantir a segurança do primeiro turno das eleições municipais de novembro. Até o momento, foram recebidos pedidos da Justiça Eleitoral do Amazonas, Mato Grosso do Sul e do Maranhão para 106 municípios, ao todo. Cabe ao presidente analisar as requisições. 

Os pedidos para atuação de militares das Forças Armadas são comuns em todos os pleitos e são formulados pelos tribunais Regionais Eleitorais (TREs), com a finalidade de garantir a normalidade da eleição, o livre exercício do voto e o bom andamento da apuração dos resultados. A atuação está prevista no Código Eleitoral.

Após receber o pedido de requisição de tropas federais, o TSE costuma deferir a medida. Em seguida, a autorização é encaminhada ao Ministério da Defesa, pasta responsável pelas ações desenvolvidas pelas Forças Armadas. 

Nas eleições gerais de 2018, o TSE autorizou o envio de tropas para 510 municípios em 11 estados. Nas eleições municipais de 2016, foram 467 municípios de 14 estados. 

Devido à pandemia da covid-19, o Congresso promulgou emenda constitucional que adiou o primeiro turno das eleições deste ano de 4 de outubro para 15 de novembro. O segundo turno, que seria em 25 de outubro, foi marcado para 29 de novembro. 

Os eleitores vão às urnas para eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.





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Minas e Sesi Bauru abrem temporada 2020 com amistoso em Belo Horizonte

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Minas e Sesi Bauru abrem temporada 2020 com amistoso em Belo Horizonte

O Itambé/Minas e o Sesi Bauru abrem neste sábado (12), às 9h30 (horário de Brasília), a temporada do vôlei feminino brasileiro. Os dois times se enfrentam em amistoso na Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte (MG). A partida não terá presença de torcedores. Este será o primeiro teste da equipe mineira, que vem treinando desde o início do mês passado. 

O embate será uma boa oportunidade para a ponteira Carla, do Minas, se entrosar com as companheiras de equipe. Revelada nas categorias de base do clube, onde chegou em 2005, Carla retorna à agremiação após passar pelo Praia Clube, Fluminense e Flamengo. “É uma felicidade imensa voltar. O Minas foi a minha casa por 11 anos e me deu projeção. Estar de volta e poder jogar com todos esses grandes nomes do vôlei não poderia me deixar de outro jeito, a não ser muito feliz e cheia de gás para trabalhar bastante”, contou Carla em entrevista ao site do clube.

A equipe renovou também com o técnico Nicola Negro e outras jogadoras importantes como a levantadora Macrís, a líbero Leia, as centrais Carol Gattaz e Thaísa e a ponta Kasiley. Também reforçam o time a levantadora Priscila Heldes, as opostas Camila Mesquita e Danielle Cuttino, a central Lara Nobre e as pontas Priscila Daroit, Carla e Megan Hodge. Na temporada 2020/2021, além da Superliga, prevista para começar no final de outubro, o Minas também disputará o Mundial de Clubes. 

Sesi Bauru 

Comandado pelo treinador Anderson Rodrigues, o Sesi Bauru abre a temporada 2020/2021 mantendo a base do time e com contratações importantes. A oposta Polina Rahimova, do Uzbequistão, segue na equipe. A atleta desponta entre as melhores do mundo na posição e também foi a maior pontuadora da última Superliga. Permanecem também no time paulista a levantadora Dani Lins, as centrais Adenízia e Mayhara e a ponteira Tifanny. A líbero dominicana Brenda Castillo, outra referência internacional, está de volta à equipe. Também chegaram as centrais Mara, as ponteiras Suelle, Mari Cassemiro e Vanessa Janke, além da  levantadora Carol Leite e da oposta Pamela Sanabio.

“Acho que não tem forma melhor de tirar a ferrugem depois de tanto tempo parado. Já começar enfrentando uma equipe bem forte é bom para termos um parâmetro. Claro que ainda estaremos longe do nosso melhor, porque estamos realmente começando. Mas vai ser um teste muito bom”, disse a central Mara, contratada junto ao Osasco para essa temporada, em entrevista publicada na conta oficial do Sesi Bauru no Instagram. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Jogo rápido com a Mara!!!

Uma publicação compartilhada por Sesi Vôlei Bauru (@sesivoleibauru) em 11 de Set, 2020 às 6:00 PDT

 





Fonte: Minas e Sesi Bauru abrem temporada 2020 com amistoso em Belo Horizonte

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Pandemia: maioria dos paulistanos se dispõe a morar perto do trabalho

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Pandemia: maioria dos paulistanos se dispõe a morar perto do trabalho

Após ouvir 808 residentes na capital paulista, levantamento conduzido pelo Instituto de Pesquisas Sociais Políticas e Econômicas (Ipespe) constatou que 57% se dispõem a morar em um endereço próximo do local de trabalho ou estudo. A proporção é superior à registrada em fevereiro (50%) e demonstra que as exigências quanto à moradia mudaram com a pandemia de covid-19.

 A pesquisa foi feita no âmbito do projeto Moradia no Mundo Pós-Pandemia, que conta com a participação de especialistas da Fundação Getulio Vargas (FGV), da Universidade Columbia e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Os entrevistados foram ouvidos no período de 19 a 22 de agosto.

Para a maioria das pessoas consultadas, estar em um imóvel que atenda a necessidades específicas da fase que se vive é outro fator que ganhou importância com a crise sanitária. Segundo um dos idealizadores do projeto, Leão Serva, a taxa subiu de 55% para 60%. Apesar de a lista de desejos poder ter sofrido alterações com a pandemia, 85% afirmaram que não planejam se mudar ao longo dos próximos seis meses.

No mesmo contexto, existem outros números significativos. No total, 57% trocariam de endereço para viver em um imóvel menor, para encurtar a distância até o trabalho ou a escola. O índice chama atenção, já que somente 2% declararam que já residem próximo desses locais. Os fatores que mais pesam na hora de escolher o endereço são: estar perto do trabalho (38%) e de familiares (31%). Em seguida, vem a moradia próxima de locais de lazer, de amigos e da faculdade.

Segundo Serva, o brasileiro já vem buscando meios alternativos ao transporte público para se deslocar na zona urbana. Ele diz que os resultados apresentados pela pesquisa deixam “um alerta” para gestores públicos, já que agora a população demanda, através da habitação, mais segurança sanitária, além de qualidade de vida. 





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Enel faz mutirão de parcelamento de débitos em São Paulo

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Enel faz mutirão de parcelamento de débitos em São Paulo

A concessionária de energia elétrica Enel realiza amanhã (12), na zona oeste da capital paulista e em São Bernardo do Campo (SP), mutirões de parcelamento de débitos. Os clientes poderão realizar o pagamento em até 12 vezes sem juros no financiamento, na própria conta de energia ou no cartão de crédito.

Para serem atendidos, os interessados devem fazer o agendamento do serviço pelo site da empresa, e aguardar uma mensagem via SMS com a confirmação do agendamento e senha que deverá ser apresentada no local.

Em São Paulo, o atendimento ocorrerá das 8h às 17h, no CEU Jaguaré, na Avenida Kenkiti Simomoto, 80. No mesmo horário, ocorrerá o atendimento em São Bernardo do Campo, na Associação dos Funcionários Públicos da cidade, na Rua Vinte e Oito de Outubro, 61.

Quem participar do mutirão, poderá trocar até quatro lâmpadas incandescentes por outras de modelo Led, mais econômicas do que as convencionais.





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Órgãos falam sobre a reabertura de agências do INSS

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Órgãos falam sobre a reabertura de agências do INSS

Após cerca de 6 meses fechadas, as agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltarão a receber clientes presencialmente na próxima segunda-feira (14). O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco Leal, o secretário de Previdência, Narlon Gutierre Nogueira, o presidente do INSS, Leonardo José Rolim Guimarães e o diretor de Atendimento do INSS, Jobson Sales detalham a reabertura das agências de atendimento do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), prevista para a próxima segunda-feira (14).

Acompanhe:

 

» Apenas segurados agendados serão atendidos nas agências do INSS

 

As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vão reabrir na próxima segunda-feira (14), mas o atendimento será exclusivo para quem fizer agendamento. Para marcar hora, o segurado deve acessar o site Meu INSS e aplicativo ou ligar no 135.

Segundo o INSS, estarão disponíveis para atendimento presencial os serviços de perícia médica, avaliação social, cumprimento de exigência, justificação administrativa e reabilitação profissional.





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Indicador de Atividade Econômica aponta crescimento de 2,8% em julho

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Indicador de Atividade Econômica aponta crescimento de 2,8% em julho

O Indicador de Atividade Econômica da Fundação Getulio Vargas (IAE-FGV) – Resultado Final aponta crescimento de 2,8% da economia em julho, em comparação a junho, e retração de 4,3% no trimestre móvel, que terminou em julho, em comparação ao trimestre móvel findo em abril.

Na comparação interanual foi registrada retração de 6,3% da atividade econômica em julho e recuo de 9% no trimestre móvel findo em julho. Segundo a FGV, apesar de serem resultados muito negativos, são melhores do que as variações observadas em junho. Com esses resultados, a taxa acumulada em 12 meses até julho foi de menos 2,8% e o acumulado no ano até julho de menos 5,8%.

O IAE-FGV é um indicador que antecipa a tendência da economia brasileira a partir da divulgação de três versões com base na divulgação das principais pesquisas mensais de atividade divulgadas pelo IBGE. As principais informações para a atualização do indicador são a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF); a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).





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Centro Biotecnológico da Amazônia será transformado em fundação

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Centro Biotecnológico da Amazônia será transformado em fundação

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, informou hoje (11) que o governo estuda transformar o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) em fundação pública. Segundo Mourão, a mudança jurídica da unidade gerida pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) visa a permitir que o centro receba investimentos privados.

“Estamos buscando transformar [o CBA] em uma fundação pública de direito privado, de modo que o centro se descole da Zona Franca de Manaus e passe a ser, efetivamente, um centro de pesquisa e desenvolvimento”, disse Mourão, durante seminário virtual realizado pela Frente Parlamentar Mista da Bioeconomia da Câmara dos Deputados.

O vice-presidente disse que a “estrutura física” do centro é “muito grande, mas subempregada”. Criado em 2002 e inaugurado em 2004, o CBA ocupa uma área de 12 mil metros quadrados, em Manaus e conta com 28 profissionais (23 pesquisadores e cinco funcionários administrativos) e 26 laboratórios, além de uma central de produção de extratos, alojamentos para pesquisadores e instalações de apoio administrativo e à pesquisa.

O CBA foi criado para estimular a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias a partir do aproveitamento sustentável da biodiversidade amazônica. Há, atualmente, 23 projetos em execução, a um custo autorizado de cerca de R$ 1,4 bilhão. São pesquisas sobre as vantagens do uso de fibras naturais, o desenvolvimento de novos produtos com matéria-prima da Amazônia e o uso de micro-organismos para biorremediação e tratamento de resíduos, entre outros temas. 

A falta de identidade jurídica do centro, no entanto, tem sido um empecilho para a obtenção de recursos financeiros além dos previstos no Orçamento Geral da União – sempre passíveis de contingenciamento. Em março de 2016, o governo chegou a anunciar a transformação da unidade em uma organização social (OS), mas a proposta não vingou.

Para Mourão, que coordena o Conselho Nacional da Amazônia Legal (colegiado que reúne representantes de 15 ministérios, e ao qual compete coordenar e acompanhar a implementação de políticas públicas relacionadas à região), a transformação do CBA em uma fundação pública de direito privado permitirá maior aporte de recursos, inclusive de parte dos valores recolhidos por meio da cobrança de taxas das indústrias instaladas na Zona Franca.

Consultada sobre o assunto, a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia informou à Agência Brasil que o modelo jurídico-institucional ainda não foi definido e que, portanto, não é possível dizer se uma mudança exigirá aprovação do Congresso. “Neste momento, a Sepec/ME, juntamente com a Suframa, está estudando possibilidades/alternativas. A definição do rito – se passará ou não pela aprovação do Congresso – dependerá do modelo jurídico-institucional escolhido”.

Modelo econômico

Na quarta-feira (9), o superintendente da Zona Franca de Manaus, Algacir Polsin, falou sobre a importância do CBA em um momento de transformação global das atividades produtivas. “Queremos avançar na bioeconomia por meio da tão almejada mudança da personalidade jurídica do CBA e de investimentos neste setor”, afirmou Polsin, ao comentar as razões que inspiraram o governo federal a implantar, em 1957, a Zona Franca de Manaus. 

“Gostaria de enfatizar a razão de ser da existência deste modelo econômico, que é o desenvolvimento regional e a redução das desigualdades regionais”, disse Polsin. Ele enfatizou que a biotecnologia representa uma janela de oportunidades para os investidores, aos quais incentivou a agir “voluntariamente”.

De acordo com Polsin, não se pode esquecer, em momento algum, a razão de ser desse modelo econômico. “[Devemos] estar comprometidos em fazer voluntariamente compensações com novos investimentos em áreas como a diversificação das indústrias, bionegócios, projetos de desenvolvimento regional sustentável e de formação profissional, além de proteção do meio ambiente e sociais que busquem irradiar as riquezas do nosso polo para outras regiões da Amazônia”, acrescentou Polsin, durante encontro com representantes de empresas e acadêmicos.

Estratégico

No evento, realizado na sede da Suframa, em Manaus, o biólogo Edson Pablo da Silva, responsável pela Central Analítica do CBA, explicou que a obtenção do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) é parte de uma proposta mais ampla, que tende a priorizar a pesquisa avançada.

“A Suframa pretende reposicionar o CBA […] Seria um centro de inteligência estratégico [capaz de] auxiliar no desenvolvimento econômico da região e na melhoria de processos [produtivos] dentro das indústrias, apoiando o empreendedorismo biotecnológico e contribuindo com o aperfeiçoamento de normas, com a melhoria das políticas públicas”, explicou Silva, antes de citar os segmentos que podem se beneficiar das pesquisas em curso no centro.

Silva destacou que a região é rica e tem recursos sui generis (singulares), não encontrados em nenhum outro território. “Quando bem utilizados, tais recursos seriam um atrativo para [o estabelecimento de] um novo nicho empresarial dentro da nossa Zona Franca. Indústrias como, por exemplo, das áreas farmacêutica e alimentícia, que agreguem valor aos compostos extraídos destes frutos”, acrescentou o biólogo.





Fonte: Centro Biotecnológico da Amazônia será transformado em fundação

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