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Órgão Especial abre terceiro PAD por baixa produtividade no TJ-SP

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Por unanimidade, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou a instauração de um procedimento administrativo disciplinar contra o desembargador Theodureto de Almeida Camargo, da 8ª Câmara de Direito Privado, por baixa produtividade e excesso de acervo. TJ-SPÓrgão Especial …


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Inflação para famílias com renda mais baixa fica em 0,15% em janeiro

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O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação de preços da cesta de compras para famílias com renda de até 2,5 salários mínimos, teve inflação de 0,15% em janeiro deste ano. A taxa ficou abaixo da registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil, que mede a inflação para todas as faixas de renda e que ficou em 0,27% no mês. A informação foi divulgada hoje (5) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em 12 meses, o IPC-C1 acumula taxa de inflação de 5,87%. Nesse caso, a taxa ficou acima da observada pelo IPC-BR no período: 4,84%.

Segundo FGV, seis das oito classes de despesa medidas pelo IPC-C1 registraram inflação em janeiro: alimentação (1,19%), saúde e cuidados pessoais (0,22%), transportes (0,64%), educação, leitura e recreação (0,68%), despesas diversas (0,38%) e vestuário (0,52%).

Por outro lado, dois grupos de despesa tiveram deflação (queda de preços): habitação (-1,37%) e comunicação (-0,07%).


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Handebol: covid-19 causa terceira baixa na Seleção antes do Mundial

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A Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) informou, através de nota oficial, que o ponteiro esquerdo Felipe Borges testou positivo para covid-19, após a realização de testes PCR, na chegada da delegação verde e amarela ao Egito para participar no 27º Campeonato Mundial da modalidade. O atleta está assintomático e cumprindo todos os protocolos estabelecidos pela organização do evento. O médico da confederação, Alexandre Paiva, acompanha diariamente o estado do jogador.

Antes desse caso, o Brasil já tinha perdido o goleiro Leonardo Terçariol e o lateral esquerdo Thiagus Petrus. Além dos jogadores, cinco membros da comissão técnica, entre eles, o técnico Marcus Tatá, também testaram positivo nos últimos dias. A estreia da Seleção Brasileira no Mundial será nesta sexta-feira (15), às 14h, contra a Espanha.

O Mundial, que tem a participação de atletas de 32 países, está seguindo o sistema de bolha sanitária para evitar evitar ao máximo a propagação da covid-19, como está ocorrendo em diversos eventos esportivos ao redor do mundo, como a NBA e o Aberto da Austrália de tênis. A organização definiu determinados hotéis do Egito como sedes exclusivas das equipes participantes. Todos os participantes do torneio, para viajarem ao país africano, devem apresentar um teste negativo do tipo PCR até 72 horas antes do embarque. Na chegada, as delegações passam por medição de temperatura e um novo teste PCR. Dentro da bolha sanitária, todas as pessoas passam por novos testes PCR a cada três dias.


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Rede de esgoto é ampliada, mas cobertura ainda é baixa, diz ministério

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Cerca de 2,6 milhões de brasileiros que vivem em centros urbanos tiveram suas residências interligadas à rede de esgoto durante o ano de 2019. Embora este número represente um aumento de 2,5% da população urbana atendida pelo serviço em comparação a 2018, a cobertura de esgotamento sanitário ainda é baixa no país, beneficiando apenas 61,9% da população das cidades.

“É muito baixa”, disse, hoje (15), o coordenador-geral de gestão integrada da Secretaria Nacional de Saneamento, do Ministério do Desenvolvimento Regional, Luiz Antônio Pazos, durante a apresentação do diagnóstico dos dados do último ano recolhidos pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis).

“Só atingimos pouco mais da metade da população”, acrescentou Pazos, frisando que, consideradas as pessoas que vivem distantes dos centros urbanos, o índice médio geral de atendimento por rede de esgoto cai para 54% da população – percentual 0,9% superior ao registrado em 2018.

Além da abrangência da cobertura, um outro problema do serviço é o tratamento dispensado ao que é gerado e coletado. Apenas 49% do esgoto produzido é tratado. No segundo caso, 78,5% do que é coletado recebe o tratamento apropriado. Isto considerando que, entre 2018 e 2019, o volume de esgoto tratado passou de 4,30 bilhões de metros cúbicos (m³) para 4,52 bilhões de m³ – um incremento de 5,1% que não deixa o coordenador-geral menos preocupado.

“Isto é um grande problema que vai rebater lá no Ministério do Meio Ambiente. Eu coleto, não trato e volto com este esgoto. Ou seja, na verdade, estamos deteriorando os corpos hídricos; a qualidade do nosso mar. Por isso dizemos que tratar do saneamento é o maior projeto ambiental que podemos ter no país”, destacou Pazos.

Como nem todas as prefeituras dos 5.570 municípios brasileiros fornecem dados integrais ao Snis, os resultados relativos à coleta e ao tratamento de esgoto podem divergir em algum grau da realidade nacional. Ressalva válida também para outras ações analisadas no âmbito do sistema nacional, como o tratamento da água; a destinação dos resíduos sólidos e o manejo das águas das chuvas nas cidades.

Para aumentar a confiabilidade dos dados, o Ministério do Desenvolvimento Regional estuda fazer uma parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Ministério da Saúde, para obter dados das cidades que ainda não respondem aos formulários do Snis. Além disso, segundo o secretário nacional de Saneamento, Pedro Ronald Maranhão, uma auditoria será contratada para se debruçar sobre os dados já coletados a fim de atestar a credibilidade dos resultados.

“Estamos, ainda, na época Medieval em questão de saneamento”, disse o secretário, acrescentando que a área é considerada “o patinho feio da área de infraestrutura”. Maranhão enfatizou a importância do diagnóstico do setor e ressaltou que estudos apontam que, a cada R$ 1 investido em saneamento básico, são economizados R$ 4 em gastos com a saúde da população.

Resíduos

Além de traçar um panorama do serviço de água e esgoto no país há 25 anos, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento há dezoito anos vem reunindo dados sobre o tratamento dispensado aos resíduos sólidos. Nos últimos quatro anos, as prefeituras e os técnicos do ministério passaram também a reunir informações sobre os sistemas de drenagem das cidades.

Entre 2018 e 2019, o número de lixões identificados diminuiu de 1.302 para 1.114 unidades. No entanto, aqui vale a ressalva feita anteriormente, sobre o universo de prefeituras que participaram da coleta de informações: 3.712, ou seja, 66,6% do total de municípios existente no país que, pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), pretendia erradicar estes espaços até o fim de 2014 – prazo que, com o novo marco do saneamento básico, foi postergado para, no limite, 2024, de acordo com o tamanho da população das cidades.

“Isto precisa acabar”, frisou Pazos, destacando que, das 65 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos coletados em 2019, quase 13% do total, ou 8,4 milhões, foram despejados em lixões. De acordo com os dados do Snis, regionalmente, o maior volume de resíduos (28,23 milhões de toneladas/ano, ou 43% do total) foi coletado no Sudeste do país, e a menor fração (4,82 milhões ton/ano, ou 7,4% do total) no Norte.

Por outro lado, enquanto 26,6% das mais de 18 milhões de toneladas de resíduos sólidos coletados na região Nordeste foram parar em lixões, no Sul, apenas 1,6% das quase 8 milhões de toneladas foram descartadas nestes espaços. No Norte, este percentual ultrapassou os 26%; no Centro-Oeste chegou a 25,6%, enquanto, no Sudeste, atingiu 2,1%.

“As prefeituras gastam em torno de R$ 25 bilhões ao ano para ter este tipo de tratamento. É dinheiro que sai dos cofres públicos municipais para tratar este lixo. O equivalente a uma média de aproximadamente R$ 140 por habitante”, complementou Pazos, chamando a atenção para a necessidade de dar um melhor aproveitamento aos resíduos.

Desperdício

As publicações com as informações que o Ministério do Desenvolvimento Regional disponibilizou esta manhã também apontam as perdas no abastecimento de água. Classificado, no relatório, como “ineficiências técnicas”, o desperdício preocupa os especialistas, principalmente diante do que o relatório do Snis aponta como “um cenário de escassez hídrica e de altos custos”.

De acordo com o coordenador-geral de gestão integrada da Secretaria Nacional de Saneamento, 39,2% da água potável disponibilizada no país durante o ano passado se perdeu na distribuição. “Este é um indicador que nos preocupa muito. Principalmente porque esta é uma perda que está aumentando”, comentou Pazos, explicando que, em 2018, o desperdício foi da ordem de 38,5% da produção.

“É uma grande deficiência que se desdobra em muitos outros [reflexos], inclusive econômicos, já que é preciso produzir mais, gastando mais, sem ter, com isso, o devido retorno para as empresas [prestadoras do serviço]. Além do risco de stress hídrico, já que é necessário captar mais água para compensar as perdas no fornecimento”, disse Pazos. Segundo o relatório, cada brasileiro consumiu, em média, 153,9 litros de água durante o ano passado – uma redução de 0,6% em comparação a 2018.

Em 2019, verificou-se um crescimento positivo, com 1,9 milhão de novas ligações à rede de abastecimento de água. Com isso, a população urbana atendida pelo serviço chegou a 162,2 milhões de pessoas, o que representa um crescimento de 0,9%, em comparação a 2018. No geral, apesar de persistentes desigualdades regionais, a média nacional de atendimento a áreas urbanas chegou a 92,9%, com destaques para as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, com índices médios de, respectivamente, 98,7%, 97,6% e 95,9%.


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Inflação de famílias de renda mais baixa sobe 1%, diz Ipea

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A inflação para as famílias de renda mais baixa, que são as com rendimento familiar mensal menor do que R$ 1.650,50, teve alta de 1% em novembro. Em outubro, tinha sido 0,98%. É o que mostra o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda para o mês, divulgado hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 

Segundo a pesquisa, a única faixa de renda que registrou desaceleração inflacionária foi a das famílias de renda mais alta. Para elas, que têm rendimento domiciliar superior a R$ 16.509,66, a variação de preços caiu de 0,82% em outubro para 0,63% em novembro.

Desde março deste ano o comportamento dos preços dos alimentos no domicílio provoca pressão na inflação das classes mais pobres. O grupo alimentos e bebidas foi responsável, sozinho, por 75% da inflação nessa classe de renda em novembro. Os destaques foram os aumentos no arroz (6,3%), batata (29,7%), frango (5,2%), óleo de soja (9,2%) e carnes (6,5%).

Já no grupo transportes, a alta foi causada pelos reajustes dos transportes por aplicativo (7,7%), gasolina (1,6%) e etanol (9,2%), que impactaram, principalmente, as famílias mais ricas.

Acumulado

No acumulado do ano, a inflação das famílias de renda alta (1,68%) foi bem menor que a registrada pelas famílias de menor poder aquisitivo (4,56%). A pesquisa apontou também que, nos 11 primeiros meses de 2020, as famílias de maior poder aquisitivo foram beneficiadas com a desaceleração nos preços dos serviços, enquanto a alta nos alimentos permaneceu impactando o custo de vida dos mais pobres. 

“Neste ano, o cenário inflacionário combinou forte aceleração de preços de alimentos com uma alta desaceleração da inflação de serviços, o que explica o diferencial da inflação entre as faixas de renda mais baixa e mais alta”, indicou a análise do Ipea.

Entre janeiro e novembro, a cesta de consumo dos mais pobres teve altas que mais pesam no cálculo, como o arroz (69,5%), feijão (40,8%), leite (25%), óleo de soja (94,1%), carnes (13,9%) e frango (14%). 

Ao contrário, os itens de maior peso para as famílias com renda mais alta tiveram deflação, a exemplo da passagem aérea (-35,3%), do transporte por aplicativo (-16,8%), da gasolina (-1,7%) e das despesas com recreação (-1,1%).

De acordo com o Ipea, na comparação com novembro de 2019, a taxa de inflação da renda muito baixa aumentou 85%, enquanto que para o grupo de renda alta a alta foi menos acentuada (48%). A inflação das famílias mais pobres passou de 0,54% para 1,0%, enquanto as famílias mais ricas registraram uma pressão inflacionária de 0,43% para 0,63%. 

Conforme a pesquisa, no acumulado em 12 meses, entre dezembro de 2019 e novembro de 2020, houve aumento na inflação de todos os segmentos, mas a taxa de inflação da faixa de renda mais baixa (5,8%) “mantém sua trajetória de aceleração em ritmo superior àquela apontada na classe de renda mais alta (2,7%)”.


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Inflação para famílias de renda mais baixa sobe 0,95% em novembro

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O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1 – de novembro, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), registrou alta de 0,95%. Com isso, ficou 0,24 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de outubro, quando atingiu taxa de 0,71%. O indicador que mede a inflação para as famílias que ganham até 2,5 salários-mínimos por mês acumula elevação de 4,85% no ano e de 5,82% nos últimos 12 meses.

Em novembro o IPC-BR, que mede a inflação das famílias com renda mensal de 1 a 33 salários, variou 0,94%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 4,86%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.

Despesas em alta

De outubro para novembro, seis das oito classes de despesa componentes do índice tiveram elevação nas taxas de variação. O setor de transportes passou de 0,29% para 0,90%, educação, leitura e recreação de 1,33% para 2,56%, saúde e cuidados pessoais de 0,05% para 0,23%, habitação de 0,28% para 0,39%, alimentação de 2,08% para 2,18% e despesas diversas com queda de 0,01% para alta de 0,11%.

Os destaques ficaram para gasolina, que subiu de 0,31% para 2,36%, passagem aérea de 15,63% para 27,16%), medicamentos com queda de 0,17% para alta de 0,34%, tarifa de eletricidade residencial, que tinha recuo de 0,19% e passou para elevação de 0,20%), hortaliças e legumes de 3,91% para 12,15% e cigarros, em queda menor de 0,59% para 0,30%.

Em queda

A favor das famílias dois grupos apresentaram recuo em suas taxas de variação: vestuário (0,24% para -0,04%) e comunicação (0,14% para 0,12%). Roupas tiveram redução de 0,20% para 0,02% e o item tarifa de telefone residencial diminuiu de 1,65% para 0,29%.

O IPC-C1 é calculado com base em preços coletados em sete capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife e Salvador. A próxima divulgação do indicador será no dia 7 de janeiro de 2021.


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Instituto atende crianças de baixa renda com tumor cerebral

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Laura Gomes tem 8 anos, e neste sábado (28) completam dois anos desde que passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor cerebral. O pai, o professor de matemática Rafael Gomes, 36 anos, disse que até chegar à cirurgia foram dias angustiantes à procura de um tratamento para a filha, que, em princípio, tinha sido diagnosticada com uma virose. A família mora em Macapá, e lá, segundo o professor, não havia mais nada a ser feito diante da falta de equipamentos e da condição financeira da família.

“As pessoas já tinham desenganado a minha filha. Os médicos já tinham me falado que se fizesse a retirada do tumor, ela tinha 10% de chances de sobreviver e ia ficar como um vegetal”, disse.

Rafael pesquisou na internet algo que apontasse um caminho de um novo diagnóstico para Laura. Foi assim que o professor chegou a notícia de uma criança de 12 anos que havia sido operada no hospital do Instituto de Neurologia de Curitiba (INC). Ele conseguiu um contato com a criança, hoje com 26 anos.

“Ela me falou que o tratamento era caro, mas que eu tinha que dar um jeito de ir e me mandou o link do hospital”, contou.

Na época do contato, o hospital ia começar o projeto INC Neuro Kids 2018, para atender gratuitamente crianças e adolescentes de até 15 anos, já diagnosticados com algum tipo de tumor cerebral. Inicialmente o atendimento seria destinado a pacientes do Paraná. Com a indicação de que em Barretos, São Paulo, havia tratamento do câncer cerebral, a família seguiu viagem com o apoio de amigos e do Programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD), do governo estadual, quando se verifica que não pode ser feito o tratamento no estado. “Lá em Barretos foi a mesma coisa. Falaram que a cirurgia era muito complexa”.

Rafael não desistiu, escreveu uma carta para o INC e acabou tendo como resposta que a sua filha ia ser recebida na unidade para uma avaliação. “Minha filha fez a cirurgia, hoje vive bem, não teve sequelas”, disse emocionado. “Eu não tinha fé e hoje tenho. Eu olhava para a minha filha e já via o luto na minha cabeça. Digo para os pais que enfrentam a mesma dificuldade para não demonstrarem fraqueza, a criança percebe. Tem que lutar e não desistir. Procurar um programa. Eu não conhecia ninguém no hospital e nem no sul. Hoje temos amigos”, completou, acrescentando que os amigos se juntaram para pagar a passagem da outra filha, Laise, de 15 anos, para que ela estivesse no hospital no dia da cirurgia da irmã.

Depois da cirurgia, a família retorna a Curitiba para avaliação médica sempre no mês de julho. Este ano, mesmo com a pandemia, a consulta não foi cancelada. “Foi tudo certo”.

A diretora-executiva e administrativa do INC, Regina Montibeller, disse que desde a criação do INC Neuro Kids 2018 são feitas duas cirurgias gratuitas por mês, mas a intenção é ampliar o atendimento, que hoje é feito em pacientes de vários estados e até de fora do país, sempre por meio de comunicação boca a boca. “O foco era aqui no Paraná e isso foi se estendendo”, disse à Agência Brasil.

“Esse hospital é uma referência no mundo. Fizemos um simpósio online em que participaram 19 países, tudo focado na neurocirurgia”, disse.

A equipe de neurocirurgiões do Hospital INC já realizava cirurgias gratuitas em pacientes de baixa renda, mas com a criação do Neuro Kids o atendimento foi estendido às crianças, que contam com equipamentos modernos para procedimentos neurocirúrgicos, corpo clínico especializado, exames, internamento, acompanhamento pré e pós-operatório. Os critérios para a seleção das crianças são a gravidade do caso, a urgência e a renda familiar. Os custos são bancados pelo INC, pela equipe médica do hospital e por pessoa física ou empresas parceiras do projeto.

A diretora adiantou que o INC está preparando, ainda sem data para começar a funcionar, um projeto para atendimento a idosos nos mesmos moldes do Kid 2018. Segundo Regina, quando o hospital foi criado, a média de idade era de 50 anos e agora já está acima de 70 anos. “Toda semana a gente tem paciente aqui de até mais de 90. As pessoas estão vivendo mais. É um outro tipo de atenção. O idoso às vezes quer uma orelha. Quer ser ouvido”, disse.

INC

O Instituto de Neurologia de Curitiba (INC) é uma instituição particular de referência no atendimento de pacientes neurocirúrgicos, neurológicos e cardiológicos de alta complexidade. Além das outras áreas como oncologia, otorrino, dermatologia, cirurgia digestiva e ortopedia. O centro neurocirúrgico é pioneiro na América Latina e com tecnologias como GammaKnife, pode realizar cirurgia cerebral sem corte.


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TJ-SP abre PAD contra mais um desembargador por baixa produtividade

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Em votação unânime, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou a defesa prévia e instaurou um processo administrativo disciplinar contra o desembargador Luiz Antônio Cerqueira Leite, da 12ª Câmara de Direito Privado. Wikimedia CommonsTJ-SP instaura mais um PAD contra desem…


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Famílias de baixa renda têm inflação maior, revela pesquisa do BC

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A inflação pesou mais para as famílias com renda baixa, entre um e três salários mínimo, por conta da parcela maior do orçamento destinada à alimentação em casa. A conclusão é do estudo “Inflação por faixa de renda familiar em 2020”, divulgado hoje (12), em Brasília, pelo Banco Central (BC). A alimentação em casa é o segmento que mais tem pressionado a inflação neste ano.

Entretanto, o BC ressalta que, mesmo para este grupo, a inflação se encontra “em patamar baixo, com variação de 2,29% no acumulado do ano”.

Segundo o estudo, a pandemia de covid-19 tem influenciado a inflação e os preços relativos no Brasil desde março. “Por um lado, distanciamento social, aumento do desemprego e retração da atividade deprimiram os preços de diversos serviços. Por outro, a depreciação cambial, os programas de transferência de renda e o aumento dos gastos com alimentação no domicílio pressionaram os preços dos alimentos”, diz a pesquisa.

O estudo foi feito considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país), com base nos microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018. 

As faixas de renda familiar usadas são um a três salários mínimos, três a dez salários mínimos e 10 a 40 salários mínimos, que representam, na ordem, 46,2%, 44,0% e 9,8% da população pesquisada no IPCA.

Consumo de serviços

De acordo com o BC, em todas as regiões do país, conforme aumenta o nível de renda das famílias, cresce a parcela do orçamento destinada ao consumo de serviços em detrimento dos gastos com alimentação no domicílio e monitorados (como energia elétrica, gasolina, gás, transporte público).

“Ademais, vale destacar os maiores gastos com alimentos no domicílio e bens industriais no Norte, em relação a outras regiões, para todas as faixas de renda; a participação de aproximadamente 50% de dispêndios em serviços para as famílias com renda entre 10 e 40 salários mínimos no Sudeste; e a grande diferença da participação no orçamento de gastos com alimentação no domicílio entre as famílias da faixa de renda mais baixa (22,5%) e as de renda mais alta (9,4%) no Nordeste”, acrescenta o Banco Central.

Segundo o estudo, a inflação de alimentos é mais elevada no Norte e no Nordeste, inclusive para a faixa de renda mais baixa. “[Isso] sugere algum efeito do auxílio emergencial a pessoas em situação de vulnerabilidade, mais significativo nessas regiões, sobre a demanda desses produtos”, afirma o BC.

Por outro lado, acrescenta o estudo, “a inflação de serviços é mais baixa para a faixa de renda mais alta e, principalmente, no Sul e Sudeste, em parte, pela maior participação de itens como passagem aérea, transportes por aplicativos e hospedagem, que foram impactados pela menor mobilidade”.

As principais contribuições para alta da inflação das famílias com renda entre 10 e 40 salários mínimos foram automóvel novo, em todas as regiões, e plano de saúde e alimentação fora do domicílio, no Brasil, com exceção do Norte. Entre os itens que mais pressionaram a inflação das famílias com rendimentos entre um e três salários mínimos no ano de 2020 estão cereais, leguminosas e oleaginosas e leites e derivados, em todas as regiões, e carnes.

Cartões de débito

Em outro estudo, com base em dados da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) de vendas com cartão de débito, o BC avalia que, “após o período de maiores restrições decorrentes da covid-19, a recuperação dos serviços mostra-se heterogênea tanto em relação aos segmentos como regionalmente”.

A média diária das vendas com cartão de débito nesse segmento caiu de R$ 342 milhões em janeiro e fevereiro (período pré-pandemia) para R$ 102 milhões em abril, o pior mês da crise.

Desde então, há crescimento em todos os meses, explica o BC. Todavia, em outubro, a média diária, R$ 316 milhões, ainda é 7,6% menor que a dos dois primeiros meses do ano.

“A atividade com recuperação mais rápida foi a de cabeleireiro, lavanderias e outros serviços pessoais, que no mês de setembro já reverteram ao faturamento pré pandemia. A atividade de alimentação, que tem o maior peso no setor, está em trajetória crescente, mas, em outubro, ainda se encontra aproximadamente 7% abaixo do observado no primeiro bimestre”., observa a pesquisa.

O BC acrescenta que as atividades culturais, de recreação e lazer possuem a retomada mais lenta (faturamento 53% abaixo do nível pré-pandemia), uma vez que grande parte desses serviços ainda não está funcionando normalmente na maioria dos estados.


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Inflação para famílias de renda mais baixa fica em 0,71% em outubro

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O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação da cesta de compras de famílias brasileiras com renda de até 2,5 salários mínimos, teve inflação de 0,71% em outubro deste ano. A taxa ficou abaixo da registrada em setembro (0,89%).

De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com o resultado de outubro, o IPC-C1 acumula taxas de inflação de 3,86% no ano e de 4,54% em 12 meses.

Apesar da queda da taxa de setembro para outubro, o IPC-C1 ainda está situado acima do Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda e que registrou taxas de 0,65% em outubro e de 4,38% em 12 meses.

Cinco das oito classes de despesa que compõem o IPC-C1 tiveram queda em suas taxas de variação de setembro para outubro: habitação (que caiu de 0,54% para 0,28%), educação, leitura e recreação (de 2,44% para 1,33%), transportes (de 0,61% para 0,29%), alimentação (de 2,23% para 2,08%) e despesas diversas (de 0,26% para -0,01%).

Por outro lado, três grupos de despesas tiveram alta em suas taxas: saúde e cuidados pessoais (que subiu de -0,10% para 0,05%), comunicação (de 0,04% para 0,14%) e vestuário (de 0,12% para 0,24%).