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Assembleia da Petrobras aprova destituição de Castello Branco

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A Petrobras anunciou, em comunicado ao mercado na noite desta segunda-feira (12), a destituição de Roberto Castello Branco do cargo de membro do Conselho de Administração, o que acarretou na sua saída também da presidência da companhia. O nome indicado pelo presidente Jair Bolsonaro como novo presidente da estatal é o do general Joaquim Silva e Luna. O anúncio ocorreu após Assembleia Geral Extraordinária da estatal.

“Em decorrência da vacância na presidência da companhia, o presidente do Conselho de Administração nomeou como presidente interino da companhia o diretor executivo de Exploração e Produção, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, até a eleição e posse de novo presidente”, informou a companhia.

No comunicado ao mercado, a Petrobras agradeceu à gestão de Castello Branco, por sua liderança e contribuição, à frente da companhia desde janeiro de 2019.

“Roberto teve um papel fundamental para desalavancagem da companhia, melhoria da alocação de capital, com foco nos investimentos em ativos de classe mundial, e aceleração de desinvestimentos de ativos não prioritários. Através da implementação dos cinco pilares estratégicos, custos foram reduzidos e configurados para permanecerem em trajetória descendente, houve aumento da produtividade, aceleração da transformação digital, lançamento de compromissos de baixo carbono e sustentabilidade, e foco na meritocracia e criação de valor”, destacou a Petrobras no comunicado.


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Ex-jogador Branco comemora aniversário em casa após receber alta

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Um dia após receber alta do hospital em que estava internado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o ex-jogador Branco comemorou o aniversário de 57 anos com a família. A esposa, Cleo Pozzebon, celebrou a recuperação nas redes sociais com uma foto do ex-lateral já em casa.

Branco foi internado no dia 17 de março e chegou a ser intubado devido ao coronavírus. O coordenador das seleções de base da CBF deixou ontem a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e vai passar por dias de repouso para continuar se recuperando.

No Twitter, o Fluminense, clube em que Branco mais se destacou, publicou hoje uma homenagem ao ídolo.


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Após internação por covid-19, ex-lateral Branco tem piora e é intubado

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Campeão mundial pela seleção brasileira de futebol em 1994, o ex-lateral Branco precisou ser intubado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Copa Star, na zona sul do Rio de Janeiro, após piora da covid-19, na noite de ontem (18). Segundo o último boletim médico, divulgado nesta sexta-feira (19), o ex-jogador, atualmente com 56 anos, teve “piora clínica” na última quinta-feira (18) e necessitou “de ventilação mecânica por aparelhos”. Branco deu entrada no hospital na noite da última quarta (17).

Ainda conforme o boletim, o ex-atleta e atual coordenador das seleções masculinas de base na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está “sob monitoração contínua, sedado” e o quadro “está evoluindo de maneira estável nas últimas 24h”, sem previsão “de quando vai poder respirar por meios próprios”. .

No início de março, Branco integrou o grupo da seleção sub-18 que realizou uma etapa de preparação no centro de treinamento do clube pernambucano Retrô, em Recife, finalizada há duas semanas. No retorno, alguns membros da delegação testaram positivo para a covid-19 – entre eles, o ex-lateral.

Além da Copa de 1994, entrou para a história do futebol nacional ao selar a vitória do país sobre a Holanda, por 3 a 2, com um gol de falta, coloando o escrete canarinho nas semifinais. Branco também defendeu o Brasil nas edições de 1986 e 1990. No país, destacou-se atuando por Internacional e Fluminense, passando também em Grêmio, Corinthians e Flamengo. Na Europa, foi jogador de Brescia, Genoa (ambos Itália) e Porto (Portugal) O ex-lateral se despediu dos gramados em 1998, pelo Tricolor carioca.

Confira o boletim médico:

“O paciente Claudio Ibraim Vaz Leal, 56 anos, também conhecido como Branco, foi internado no Hospital Copa Star em 16 de março com quadro grave de acometimento pulmonar por Covid 19. Recebeu toda assistência intensiva de suporte respiratório-fisioterápico e medicamentosa, evoluindo ontem com piora clínica, necessitando de ventilação mecânica por aparelhos. No momento, encontra-se em leito de terapia intensiva, sob monitorização contínua, sedado e respirando por aparelhos. O quadro está evoluindo de maneira estável nas últimas 24h e ainda não há previsão de quando vai poder respirar por meios próprios.

Dr. João Pantoja – Médico Assistente e Diretor Geral do Copa Star

Dr. Bruno Celoria – Diretor Técnico do Copa Star”


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Cianorte e Rio Branco-ES surpreendem favoritos pela Copa do Brasil

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Os times que atuam como visitantes na primeira fase da Copa do Brasil são aqueles mais bem colocados no ranking de clubes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na teoria, são os favoritos e ainda têm a vantagem do empate nos confrontos. Na prática, não foi o que aconteceu em dois dos jogos desta quarta-feira (10). O Cianorte, que disputará a Série D do Campeonato Brasileiro em 2021, bateu o Paraná, da Série C. Já o Rio Branco-ES, que também estará envolvido na quarta divisão nacional, eliminou o Sampaio Corrêa, da Série B.

No estádio Albino Tubay, em Cianorte (PR), o gol da vitória do time da casa saiu dos pés do volante Sávio, de fora da área, aos 39 minutos do segundo tempo. O Leão do Vale terá pela frente, na segunda fase, o classificado entre Ypiranga-AP e Santa Cruz, que se enfrentam na próxima quarta-feira (17) no estádio Zerão, em Macapá, às 17h (horário de Brasília).

Em Cariacica (ES), no estádio Kleber Andrade, o Rio Branco teve o volante Esley expulso ainda no primeiro tempo. Para dificultar a missão dos capixabas, o Sampaio saiu na frente com o volante André Luiz, de cabeça, aos 29 minutos da etapa final. Só que dois minutos depois, o atacante Edu Capetinha deixou tudo igual. Aos 41, após cobrança de escanteio, o zagueiro Petróleo garantiu a inédita classificação do Capa-Preta à segunda fase. O próximo adversário será o Vitória, que eliminou o Águia Negra na terça-feira (10).

A vaga na segunda fase da Copa do Brasil assegura aos dois clubes uma premiação de R$ 675 mil. Como outros R$ 560 mil assegurados pela participação, o torneio já rendeu R$ 1,235 milhão aos cofres de Cianorte e Rio Branco.


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Rio Branco terá mais 14 profissionais do Mais Médicos

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O Ministério da Saúde publicou, no Diário Oficial da União de hoje (5), uma portaria que amplia, por um ano, o número de vagas para médicos que atenderão o município de Rio Branco, no Acre. A contratação tem caráter emergencial e temporário.

De acordo com a portaria, serão abertas 14 vagas no âmbito do programa Mais Médicos, em razão da situação de emergência ocasionada pela pandemia do novo coronavírus. A contratação não poderá ser prorrogada.

Nota da prefeitura

Em nota recente, a prefeitura de Rio Branco lamentou as mais de mil mortes no estado pela covid-19. A capital contabiliza 619 mortes e 26 mil casos confirmados da doença, desde o início da pandemia.

Na nota, a prefeitura reafirma a importância da ciência na luta contra a pandemia e diz ser “imprescindível reconhecer o valor de nossos pesquisadores e dos profissionais que atuam na linha de frente contra a pandemia”.

O cenário pandêmico tem se agravado com as cheias e os alagamentos que afetaram mais de 130 mil pessoas no estado, além de casos de dengue. Diante da situação, foi reconhecida, pelo governo federal, a situação de calamidade pública em dez cidades do estado.


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Judô brasileiro passa em branco na estreia do Grand Slam de Tel Aviv

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O judô brasileiro passou em branco no primeiro dia do Grand Slam de Tel Aviv (Israel). Nesta quinta-feira (18), seis judocas do país subiram no tatame, mas somente Allan Kuwabara (até 60 quilos) e William Lima (até 66 quilos) avançaram à segunda rodada nas respectivas categorias, caindo nas oitavas de final. As disputas podem ser acompanhadas ao vivo no site da Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês).

Allan estreou com um ippon (golpe perfeito, em que o atleta derruba o adversário de costas, vencendo a luta) sobre Otar Bestaev, do Quirquistão. Na luta seguinte, estourou o limite de punições diante do cazaque Gusman Kyrgyzbayev – que levou a medalha de bronze da categoria – e deu adeus à disputa. Pela mesma categoria, Phelipe Pelim foi superado no primeiro combate pelo georgiano Temur Nozadze (que conquistou a prata).

Já William estreou derrotando o búlgaro Bozhidar Temelkov por ippon. Em seguida, foi batido pelo israelense Baruch Shmailov, número cinco do mundo até 66 quilos, graças a um wazari (golpe em que o judoca cai com parte das costas no tatame e rende um ponto) que sofreu nos segundos finais do embate.

No feminino, destaque à luta entre Ketelyn Nascimento e a tcheca Vera Zemanova, na primeira rodada da categoria até 57 quilos. A europeia levou a melhor depois da brasileira receber uma punição por falta de combatividade aos sete minutos e 46 segundos de tempo extra. Ao todo, foram mais de 12 minutos de enfrentamento.

Na mesma chave de Ketelyn, Jéssica Pereira também sofreu uma punição no golden score (ponto de ouro, na tradução literal do inglês) e foi derrotada pela eslovena Kaja Kajzer na primeira luta em Tel Aviv. Já na categoria até 52 quilos, Eleudis Valentim excedeu o limite de punições contra Gultaj Mammadaliyeva, do Azerbaijão, e foi outra brasileira a cair na estreia.

Na sexta-feira (19), Maria Portela será a representante do judô feminino no Brasil, pela categoria até 70 quilos. Os demais judocas competem nas chaves masculinas: Eduardo Katsuhiro, David Lima (ambos até 73 quilos), Victor Penalber e João Pedro Macedo (ambos até 81 quilos). As fases preliminares começam às 5h30 (horário de Brasília) e as finais estão previstas para a partir das 12h.

Corrida olímpica

A competição distribui mil pontos ao campeão no ranking olímpico da Federação Internacional de Judô (IJF, sigla em inglês). Segundo critérios da Confederação Brasileira da modalidade (CBJ), os judocas que estão fora da zona de classificação nas respectivas categorias precisam chegar à disputa por medalhas para seguirem com chances de ir à Olimpíada de Tóquio (Japão).

Dos seis atletas que foram ao tatame nesta quinta, somente William Lima (29º) está na zona de classificação da categoria até 66 quilos, mas é o segundo brasileiro mais bem colocado no ranking – Daniel Cargnin aparece em oitavo, cerca de 2,2 mil pontos a frente. Cada país pode levar somente um judoca por peso.

Phelipe Pelim é o 31º entre os judocas homens até 60 quilos, dez posições à frente de Allan Kubawara, mas aproximadamente 1,7 mil pontos atrás de Eric Takabatake, 13º do ranking olímpico, atual número um do Brasil na categoria e que figura na zona olímpica. Já Eleudis Valentim (35ª) precisava ser campeã em Tel Aviv para se aproximar de Larissa Pimenta, judoca do país mais bem colocada até 52 quilos (11ª) e, por enquanto, classificada à Tóquio.

Eliminada precocemente em Israel e cerca de 2,1 mil pontos atrás da compatriota, Eleudis reconheceu, em postagem no Instagram, que está fora da briga.

Na categoria até 57 quilos, o Brasil corre risco de não ter representantes na Olimpíada. A campeã olímpica Rafaela Silva, que ocupa o 15º lugar do ranking,  na zona de classificação olímpica, foi suspensa por doping. Na 43º posição, Ketelyn Nascimento está pouco mais de mil pontos atrás da norte-coreana Jin A Kim – que, por enquanto, é dona da última vaga do peso em Tóquio. Jéssica Pereira aparece em 56ª, com aproximadamente 400 pontos a menos que Ketelyn.

Uma possibilidade de classificação é por meio de uma cota continental, uma espécie de repescagem para cem atletas que estão fora da classificação direta. O Brasil tem direito a uma dessas cotas. No momento, conforme o ranking da IJF, a vaga seria de Eduardo Katsuhiro, número um do país e 30º do mundo na categoria até 73 quilos. Se for medalhista de ouro em Tel Aviv, ele pode entrar na zona olímpica, o que liberaria a cota brasileira para a categoria até 57 quilos.


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Rio Branco decreta situação de emergência devido à cheia do Rio Acre

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A cheia do Rio Acre já prejudica ao menos 13.700 pessoas em Rio Branco (AC). Cerca de 200 pessoas tiveram que ser levadas para abrigos provisórios. O transbordamento do rio – o segundo registrado este mês – já atingiu pelo menos 2.900 residências de 24 bairros da capital, agravando a crise sanitária decorrente da pandemia do novo coronavírus (covid-19) e o surto de dengue que a cidade já vinha enfrentando.

Ontem (16) à noite, o prefeito Tião Bocalom decretou situação de emergência. O decreto permite ao Poder Público agilizar a aquisição de produtos e serviços necessários ao atendimento às populações afetadas, permitindo à prefeitura contratar serviços temporários e efetuar compras consideradas essenciais sem precisar de licitação. Além disso, o reconhecimento da gravidade da situação possibilita aos gestores municipais pedir recursos emergenciais aos governos estaduais e federal para ações de assistência e de restabelecimento e manutenção de serviços essenciais.

Até a noite desta terça-feira, ao menos 24 bairros de Rio Branco já tinham sido afetados pela cheia do rio. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Cláudio Falcão, ao menos 2.740 residências foram atingidas. “É uma situação grave que justifica a decretação de situação de emergência pela inundação do Rio Acre”.

A prefeitura montou “módulos habitacionais” provisórios dentro do Parque de Exposições Wildy Viana, onde algumas famílias desabrigadas começaram a ser instaladas ontem à tarde. 

Conforme o Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Acre, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), no fim da tarde de ontem o nível do Rio Acre atingiu, às 18h, 1,74 metros acima da cota de transbordamento do curso d´água, que é de 14 metros – o alerta de risco de transbordamento é disparado quando a água chega a 13,50 metros.

O boletim da CPRM aponta para uma redução gradual do volume d´água no Rio Acre a partir de hoje (17).

Emergência

O governador do Acre, Gladson Cameli, a também declarou situação de emergência em áreas afetadas por inundações e enxurradas em Rio Branco e em mais nove cidades acrianas (Cruzeiro do Sul; Feijó; Jordão; Mâncio Lima; Porto Walter; Rodrigues Alves; Santa Rosa do Purus; Sena Madureira e Tarauacá).

Também por decreto, o governo estadual criou um gabinete de crise para integrar os esforços de diversas secretarias e órgãos de governo para atender não só às pessoas prejudicadas pelas enchentes e enxurradas, mas também pela covid-19 e pela dengue.


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Rio Acre transborda e famílias estão desabrigadas em Rio Branco

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O nível do Rio Acre alcançou 15,07 metros nesta segunda-feira (15), mais de um metro acima do nível de transbordamento, de 14 metros. De acordo com a Defesa Civil de Rio Branco, as cheias já atingem dez bairros da capital e, até o momento, oito famílias estão desabrigadas e quatro desalojadas. “Essa é a quantidade de família removidas pela Defesa Civil municipal, mas temos um número bem maior de famílias atingidas, mas que não precisaram ainda de remoção”, explicou o coordenador do órgão, major Claudio Falcão.

Desde o início do mês a corporação trabalha nas ocorrências geradas pelas fortes chuvas e rápido aumento do nível dos igarapés e do Rio Acre, em Rio Branco. De acordo com o major Falcão, nas últimas 24 horas, o nível do rio subiu 99 centímetros e a tendência ainda é de aumento, podendo chegar ao nível total de 16 metros nos próximos dias.

Nesse caso, a previsão é de que 100 a 200 famílias fiquem desalojadas ou desabrigadas. “A previsão é de muitas chuvas, trabalhamos com rios de mais cinco municípios que deságuam na capital e temos outros rios afluentes do Rio Acre que colocam muita água dentro da bacia do Rio Acre na capital, por isso esse aumento muito grande”, explicou o coordenador da Defesa Civil.

O Corpo de Bombeiros do estado também monitora outros rios e municípios que também são atingidas pelas cheias nessa época do ano.

Em Sena Madureira, o Rio Iaco transbordou e, entre os dias 10 e 14 de fevereiro, 25 famílias ficaram desabrigadas e 46 desalojadas. Em Tarauacá, a situação também é semelhante em diversos bairros e nove famílias ficaram desabrigadas no último fim de semana. O Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, e o Rio Purus, em Santa Rosa do Purus, estão em alerta.

Os bombeiros e Defesa Civil trabalham em conjunto com outras autoridades públicas para atender e conter os danos às famílias. As remoções, em Rio Branco, segundo o major Falcão, acontecem dentro do plano de contingência do município e respeitando as normas sanitárias de prevenção à covid-19.


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Janeiro Branco pede atenção para o aumento do consumo de álcool

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No mês escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reforçar a atenção para a saúde mental e prevenir as patologias, um dos principais alertas do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) é para a relação entre o uso do álcool e problemas emocionais. Segundo a entidade, o Janeiro Branco pretende chamar a atenção para o tema, principalmente no período de confinamento em decorrência da convid-19, que se estende desde março do ano passado até os dias atuais, e que vem mostrando o aumento no consumo de álcool, além do fato de que a pandemia tem desencadeado transtornos mentais ou agravamento dos existentes.

Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizada em parceria com as universidades Federal de Minas Gerais e Estadual de Campinas, no período de 24 de abril a 8 de maio de 2020, indicou que o aumento do estado depressivo pode estar relacionado ao aumento do consumo de álcool relatado durante a pandemia: 18% dos entrevistados – 18,4% entre homens e 17,7% entre mulheres – afirmaram estar ingerindo mais bebidas alcoólicas nesse período.

O maior aumento, de 26%, foi registrado na faixa etária de 30 anos a 39 anos de idade, e o menor entre idosos, de 11%. Quanto maior a frequência dos sentimentos de tristeza e depressão, maior o aumento do uso de bebidas alcoólicas, atingindo 24% das pessoas que têm se sentido dessa forma durante a pandemia, indicou a pesquisa.

“Nessa faixa etária existe um depósito muito grande de sonhos, é quando em alguns pontos da vida de cada um, nessa faixa etária, se está com energia sobrando querendo trabalhar, casar, ter filhos, ser ousado para construir metas mais interessantes. Isso tudo foi podado de forma violenta por conta da pandemia. As pessoas tiveram que ficar presas, sem os amigos, suas experiências, adiar sonhos e projetos por conta desse futuro totalmente incerto”, avaliou o médico psiquiatra e presidente do Cisa, Arthur Guerra.

Guerra lembra que apesar de as pessoas terem uma expectativa de que o ano de 2021 viraria uma chave na esperança da normalidade, isso não está ocorrendo, porque os números da covid-19 só aumentam e trazem a ideia de que o ano deve ser tão ou mais difícil do que o anterior, contribuindo para uma piora da saúde mental.

De acordo com Guerra, para entender o conceito de saúde mental, é preciso compreender que o mundo e a humanidade mudaram essa definição. No passado, isso significava a ausência de doença mental, como esquizofrenia, depressão, ansiedade, dependência química, entre outras, então, na ausência de um diagnóstico médico psiquiátrico, o indivíduo era considerado saudável mentalmente.

“Hoje o conceito evoluiu. Nós temos que saúde mental é muito mais um modelo de qualidade de vida no qual você está preocupado não só com o aparecimento da doença mental, mas, principalmente, com a prevenção, com o diagnóstico precoce, com os fatores que levariam a uma doença mental. É muito mais uma postura pró-ativa de não deixar que a doença se instale, porque muitas vezes pode ficar crônica”, explicou.

Guerra reforçou que o mundo antes da pandemia já era competitivo e favorecia o aparecimento de quadros de doença mental, com a oferta de atividades compulsivas, álcool e drogas em excesso – sejam legais ou não -, jogos, falta de exercícios, estímulos para se ter um corpo bonito, cobranças para ser bem sucedido e ganhar muito dinheiro.

“Cada vez mais cedo os jovens tinham essas diretrizes que chamamos de fatores estressores e que favorecem os distúrbios mentais. Durante a pandemia isso se multiplicou, porque manter esses valores foi por água abaixo com o confinamento. As pessoas ficaram muito mais vulneráveis dentro desse contexto de ter menos relações sociais e de não ter uma solução para esses problemas”, disse.

De acordo com o psiquiatra, é extremamente importante ficar alerta ao menor sinal de aumento do consumo de bebida alcoólica nesse período, porque ainda que para muitas pessoas esse consumo possa ser normal, para outras pode se tornar exagerado. “É exagerado quando independente da frequência e da quantidade existe um prejuízo ou para aquela pessoa ou para quem está no entorno dela. Às vezes não é dependência, mas está no caminho para se tornar”, disse o presidente do Cisa.


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Janeiro Branco alerta para importância de cuidados com a saúde mental

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Neste mês da campanha Janeiro Branco, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) chama a atenção para a importância dos cuidados com a saúde mental, que vem sendo afetada em todo o mundo pela pandemia do novo coronavírus. Em março do ano passado, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) já advertia, em artigo internacional publicado no 'Brazilian Journal of Psychiatry', que a pandemia traria uma quarta onda relativa às doenças mentais.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) relatam que o Brasil é o segundo país das Américas com maior número de pessoas depressivas, equivalentes a 5,8% da população, atrás dos Estados Unidos, com 5,9%. A depressão é uma doença que afeta 4,4% da população mundial. O Brasil é ainda o país com maior prevalência de ansiedade no mundo (9,3%).

Esta é a 8ª edição da campanha Janeiro Branco, com o lema “Todo Cuidado Conta”. A ação deste ano busca promover um pacto pela saúde mental em meio à pandemia da covid-19. A ideia da campanha foi criada em 2014, por um grupo de psicólogos de Uberlândia (MG), e faz alusão ao início do ano, considerando janeiro como uma “página em branco” para ser preenchida com novas metas, objetivando o bem-estar da saúde mental.

Foto de Divulgação da psiquiatra Emanuella Halabi. Foto de Divulgação da psiquiatra Emanuella Halabi.

Foto de Divulgação da psiquiatra Emanuella Halabi. – André Teixeira/Divulgação

Na avaliação da psiquiatra Emanuella Halabi, a campanha é essencial para todas as pessoas, principalmente para os pacientes psiquiátricos que sofrem muito preconceito ainda com relação a isso. “É preciso incentivar cada vez mais as pessoas a procurarem ajuda, a buscarem auxílio, porque muitas vezes, também, as pessoas que possuem algum transtorno psiquiátrico sentem muita vergonha de procurar sua saúde mental, procurar se cuidar pelo estigma que isso causa”. A psiquiatra insistiu que o Janeiro Branco é importante para todos. “Foi criado em janeiro porque é um ano novo, de renovação. A gente considera como um período de renovação de projeções e uma delas é poder se cuidar, é a gente investir na nossa saúde mental, em tratamento”.

Ansiedade e depressão

De acordo com a ANS, a saúde mental provoca reflexos também na economia, constituindo causa de afastamento do trabalho e caracterizando muitas vezes a pessoa como incapaz. Pesquisa realizada pelo professor Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) sobre o comportamento dos brasileiros durante o isolamento revelou que a prevalência de pessoas com estresse agudo na primeira coleta de dados, realizada de 20 a 25 de março de 2020 foi de 6,9% contra 10,3%, na segunda, efetuada entre 15 e 20 de abril, evoluindo em junho, na sondagem mais recente, para 14,7%.

Para depressão, os números saltaram de 4,2% para 8%, caindo em junho para 6,6%. Filgueiras disse à Agência Brasil que essa retração não recuperou o crescimento inicial. O professor da Uerj acredita que exista uma tendência de queda da depressão, porque ela estava mais associada aos aspectos de isolamento social e de confinamento. No caso de crise aguda de ansiedade, o número subiu de 8,7% na primeira coleta para 14,9%, na segunda coleta, ficando em torno de 15%, em junho. “Já a ansiedade parece estar mais ligada a risco de morte, de contaminação, e às incertezas que o futuro está nos apresentando, principalmente em termos de dificuldade econômica”. Segundo Filgueiras, a questão da vacina contribui também para aumentar a ansiedade.

Para o professor da Uerj, os dados relacionados ao pico da epidemia já foram coletados. Afiançou que, agora, estamos no período de diminuição da curva.

Planos de saúde

Na avaliação da ANS, os dados comprovam a importância de se ampliar o debate e os meios para enfrentamento dos transtornos mentais, que constitui também um desafio para a saúde suplementar. Em 2019, os beneficiários de planos de saúde no Brasil realizaram cerca de 29 milhões de procedimentos relacionados ao cuidado em saúde mental, aumento de 167% contra os números apresentados em 2011.

O Mapa Assistencial da Saúde Suplementar mostra que as consultas psiquiátricas por mil beneficiários de planos de saúde subiram 80% entre 2011 e 2019, enquanto as consultas de psicologia por mil beneficiários evoluíram 199% e as consultas e terapia ocupacional também por mil beneficiários subiram 276%. Ainda no período compreendido entre 2011 e 2019, as internações psiquiátricas por 100 mil beneficiários cresceram 152% e as internacões em hospital/dia de saúde mental por 100 mil beneficiários aumentaram 383%.

Em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a ANS está fazendo pesquisa quantitativa junto a empresas contratantes de planos de saúde para abordar, entre outros temas, as ações para cuidados com a saúde mental dos trabalhadores da indústria durante a pandemia e no cenário pós covid-19.

Saúde mental x pandemia

O cenário de pandemia acentuou o sofrimento psíquico na população provocado pelo isolamento decretado em função da pandemia. Fatores que influenciam o impacto psicossocial estão relacionados à magnitude da epidemia e ao grau de vulnerabilidade em que a pessoa se encontra no momento. A ANS advertiu, entretanto, que nem todos os problemas psicológicos e sociais apresentados poderão ser qualificados como doenças. A maioria será classificada como reações normais diante de uma situação anormal. Reações comuns diante deste contexto englobam sentimento de impotência e desamparo perante os acontecimentos, solidão, irritabilidade, angústia, tristeza, raiva, salientou a Agência.

Recomendações

Em caso de sofrimento intenso, a procura por ajuda especializada é primordial. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entre um terço e metade da população exposta a uma epidemia pode vir a sofrer alguma manifestação psicopatológica, se não for feita nenhuma intervenção específica para as reações e sintomas manifestados. A própria mudança da rotina habitual contribui para o desencadeamento de reações e sintomas de estresse, ansiedade e depressão. Há ainda maior probabilidade de ocorrência de distúrbios do sono, abuso de substâncias psicoativas e ideação suicida, além do agravamento de transtornos mentais preexistentes e exposição a situações de violência para pessoas que ficam expostas à presença de agressor no domicílio, especialmente mulheres.

Uma série de cartilhas lançada pela Fiocruz faz recomendações para o enfrentamento dos desafios da saúde mental. Algumas delas sugerem que a pessoa reconheça e dê acolhimento a seus receios e medos, procurando outras pessoas de confiança para conversar; a retomada de estratégias e ferramentas de cuidado que tenham sido usadas em momentos de crise ou sofrimento e ações que trouxeram sensação de maior estabilidade emocional; investir em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse agudo, entre os quais meditação, leitura, exercícios de respiração, artesanato; estimular ações compartilhadas de cuidado, evocando a sensação de pertencimento social, como as ações solidárias e de cuidado familiar e comunitário.

A Fiocruz recomenda também que a pessoa mantenha ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas; evite o uso do cigarro, álcool ou outras drogas para lidar com as emoções; busque um profissional de saúde quando as estratégias utilizadas não estiverem sendo suficientes para sua estabilização emocional. Se a pessoa estiver trabalhando durante a pandemia, deve ficar atenta a suas necessidades básicas, garantindo pausas durante o trabalho e entre os turnos.