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Startup brasileira ganha prêmio WSA na categoria saúde e bem-estar

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A startup brasileira Phelcom Technologies, ligada ao Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto, foi a vencedora do prêmio World Summit Awards (WSA) na categoria saúde e bem-estar. A premiação ocorreu em dezembro, em Viena, na Áustria. O prêmio tem como objetivo reconhecer tecnologias que promovam a resolução de problemas da sociedade e é dirigido pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ONU).

Os finalistas foram julgados nos quesitos de sustentabilidade, objetivos, técnica e estratégias. Apoiada pela Financiadora de Inovação e Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (Finep), a Phelcom Technologies desenvolveu o Eyer, um retinógrafo portátil – instrumento que permite a realização de exames oculares, de frente e fundo de olho. 

O equipamento funciona acoplado a um aparelho celular, tem a mesma qualidade de um retinógrafo de mesa, e é capaz de diagnosticar doenças que afetam a visão como a retinopatia diabética, glaucoma, e a degeneração macular relacionada à idade. 

“A solução desenvolvida pela empresa permite democratizar o acesso a exames de retina e ajuda na prevenção da cegueira e deficiência visual grave, que atinge cerca de 250 milhões de pessoas, e mais de 75% dos casos poderiam ser evitados. São doenças que muitas vezes, se não tratadas, podem levar à cegueira.”, disse o sócio e CEO da Phelcom Technologies, José Augusto Stuchi. 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos casos de cegueira no mundo são evitáveis. “O aparelho é portátil, leve e de fácil operação, o que significa que qualquer profissional de saúde minimamente treinado pode usá-lo para realizar exames de retina em menos de um minuto. Os exames são automaticamente sincronizados com a internet, habilitando o diagnóstico remoto”, explicou. 

O Eyer está há um ano e meio no mercado e conta com a aprovação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


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Estudante brasileira descobre asteroide

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O céu de 7 de janeiro de 2021 não passou desapercebido para Micaele Gomes, de 16 anos, que faz o terceiro ano do ensino médio na rede pública de São Paulo.

Em imagens captadas pelo telescópio do projeto Pan-STARRS1, que fica no alto de um vulcão inativo de cerca de 3 mil metros de altitude no Havaí, um corpo celeste com trajetória em linha reta chamou a atenção ds Micaele.

Era um asteroide que foi, provisoriamente, identificado como P11bEV1.

A estudante faz parte do Projeto Caça Asteroides, ligado à Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), que foi selecionado por um programa da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), o IASC (International Astronomical Search Collaboration). A proposta da Nasa é contar com a cooperação de cientistas e cidadãos do mundo inteiro para descobertas sobre o universo.

Micaele Gomes, que já participou da Olimpíada Brasileria de Astronomia e Astronáutica (OBA) diz que se orgulha de representar estudantes de escola pública e que espera inspirar outras meninas. ''Poder contribuir para a ciência desta forma representa muito a realização de um sonho. É muito legal ter um pouco dos meus sonhos registrados no espaço.'

A estudante integra um grupo, de cinco alunos, organizado pela graduanda em Física da Unesp, Helena Ferreira Carrara, como parte do projeto de iniciação científica da graduação e do Observatório de Astronomia de Bauru.

Os achados do projeto Caça Asteroides vão contribuir para os estudos de astrônomos profissionais, que nem sempre têm tempo para analisar as imagens capturadas pelos telescópios, destaca Helena.

Ela explica que a criação do projeto foi inspirada na filosofia da ciência cidadã e na inclusão de alunos, especialmente da rede pública, que enfrentam desafios para aprofundar pesquisas, mas que podem ajudar as agências espaciais, como é o caso de Micaele.

O asteroide descoberto por Micaele Gomes agora terá as características e rota analisadas por astrônomos profissionais, trabalho que pode levar até cinco anos.

Após esse período, o estudo será catalogado pelo Minor Planet Center (Harvard) e então poderá ser batizado pela descobridora. A proposta será então levada à União Astronômica Internacional, órgão que designa oficialmente essas identificações.

Sobre o nome, Micaele diz que, com calma, nos próximos dias ou meses, pensará em algo especial que represente bem este momento.

Ouça na Radioagência Nacional:


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Coluna – Liga Brasileira de Free Fire volta esta semana

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Uma semana depois do retorno do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL), chegou a vez de outro torneio de e-sports de grande relevância no país reiniciar as atividades. É a Liga Brasileira de Free Fire (LBFF), que começa a partir do próximo sábado (23). Pela primeira vez a competição será exibida na TV aberta: no canal Loading, por UHF, que entrou no ar em dezembro passado. A LBFF reserva ainda outras novidades. Confira abaixo:  

Equipes

Serão 18 equipes competindo pelo título, divididas em três grupos. Nesta temporada, saem Los Grandes e KaBuM!, rebaixadas no ano passado para a segunda divisão. Da Série B, vêm duas delas: a Team oNe, campeã da segunda divisão; e a Meta Gaming, que se classificou com o segundo lugar no Grupo de Acesso. Outro novo nome na tabela é o Fluxo, equipe fundada por Bruno “Nobru”, ex-Corinthians, e Lúcio “Cerol”, streamer (profissional que transmite vídeos ao vivo na Internet) de Free Fire. O novo time comprou a vaga do Santos e vai estrear direto na elite do game no Brasil.

Apesar de vender sua vaga para o Fluxo, o Santos continua na série A de Free Fire. Isso porque o Peixe fechou uma parceria com a Real eSports, vice-colocada da Série B, que também garantiu o acesso e agora vai defender a camisa santista.

Tem ainda mudança no B4 Flamengo, que no fim do ano passado anunciou o encerramento da parceria com a organização. Agora são dois times separados. A B4 herdou a vaga da antiga equipe. Já o Flamengo estreia com time próprio, depois de comprar a vaga da KPA, equipe da Série B que conseguiu subir para a Série A no Grupo de Acesso. 

As demais equipes são Black Dragons, Cruzeiro eSports, Corinthians Free Fire, FURIA, GOD Esports, INTZ, LOUD, paiN Gaming, Vivo Keyd, RED Canids Kalunga, Team Liquid e SS E-Sports, que venceu a LBFF 3.

Formato

Diferentemente do CBLoL, que adotou o modelo de franquias, a LBFF ainda segue o mesmo formato dos últimos anos, com acesso e rebaixamento para outras divisões. Uma pequena alteração foi na pontuação: agora cada abate vale um ponto na tabela. Eles valiam dois no ano passado. Os pontos conquistados em cada posição também passam a valer menos, quase metade, conforme a tabela abaixo.

1º lugar – 12 pontos

2º lugar – 9 pontos

3º lugar – 8 pontos

4º lugar – 7 pontos

5º lugar – 6 pontos

6º lugar – 5 pontos

7º lugar – 4 pontos

8º lugar – 3 pontos

9º lugar – 2 pontos

10º lugar – 1 ponto

11º lugar – 0 ponto

12º lugar – 0 ponto

A cada rodada, as equipes dos três grupos se enfrentam em seis partidas. Ao fim de 18 rodadas, as 12 melhores equipes se classificam para a grande final, marcada para o dia 20 de março. As duas piores caem para a Série B. As equipes em 13°, 14°, 15° e 16° disputam a Série de Promoção para ver quem continua na elite.

Premiação

A competição irá distribuir R$ 745 mil em prêmios, valor bem superior aos R$ 210 mil entregues pelo CBLoL. Quem levantar a taça vai faturar R$ 105 mil. Segundo e terceiro colocados recebem R$ 85 mil e R$ 75 mil, respectivamente. Já os classificados entre o quarto e o décimo segundo lugar na classificação geral levarão, aproximadamente, R$ 53 mil cada um.

Transmissão

Além da exibição no canal Loading, na TV aberta, todos os jogos seguem sendo transmitidos no BOOYAH!, plataforma de streaming da Garena (desenvolvedora do game), e no canal oficial do YouTube.

Outra novidade é a transmissão oficial em inglês nos canais globais da Garena, com direito à narração e comentários na língua inglesa. Um reflexo do sucesso do Brasil no cenário  internacional: o país já é visto por muitos como a região mais forte do game. No ano passado, a LBFF teve uma média de 349 mil espectadores simultâneos por dia. A competição também atingiu um total de 60 milhões de visualizações em todas as suas plataformas.

Divisões de acesso

A Série B começa no dia 4 de fevereiro, reunindo 36 equipes, incluindo E-Galo e Line Sky, que subiram da Série C em 2020. A terceira divisão ainda não tem data para começar em 2021, mas as inscrições devem abrir nas próximas semanas. No ano passado, mais de 50 mil times se inscreveram na terceira divisão. 


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Maior evento de base da vela brasileira define campeões no RJ

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O fluminense Lucas Freitas, de 13 anos, e a gaúcha Melissa Paradeda, de 12, foram os campeões masculino e feminino, respectivamente, da edição deste ano do Campeonato Brasileiro de Optimist, classe de iniciação à vela e conhecida por introduzir crianças e adolescentes na modalidade. O evento terminou neste domingo (17), no Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ).

O torneio, considerado o principal da vela brasileira na base, reuniu mais de 150 jovens entre seis a 15 anos. Lucas ganhou oito das 12 regatas realizadas e garantiu o bicampeonato da categoria. Em 2020, o garoto venceu a edição disputada em Porto Alegre.

“Durante esse ano [2020], mesmo com a pandemia, treinei muito e tive a oportunidade de correr o Campeonato Europeu na Eslovênia. Tudo isso me ajudou a melhorar tecnicamente”, comentou Lucas, que representou o próprio ICRJ, campeão do torneio por equipes.

Melissa, por sua vez, concluiu o Brasileiro na décima posição geral e foi a melhor competidora entre as meninas. A jovem da Escola de Vela de Ilhabela (SP) é filha do velejador olímpico Alexandre Paradeda, campeão mundial e pan-americano na classe Snipe.

''No Optimist, o resultado é o que menos importa, mas acompanhar a preparação dela nos últimos seis meses, focada e concentrada em evoluir no nosso esporte foi emocionante”, disse o pai de Melissa. A mãe, Priscila Paradade, orgulhosa da conquista da pequena, postou uma imagem da filha no pódio.

A próxima edição do Brasileiro de Optimist será entre 4 a 18 de janeiro de 2022 no Cabanga Iate Clube de Pernambuco, em Paulista (PE).

O barco de Optimist tem 2,34 metros e é utilizado para crianças e adolescentes aprenderem as principais funções de um monotipo. O veleiro suporta até 60 quilos e seu formato impede que a embarcação atinja uma velocidade considerada elevada, o que o torna mais seguro para a modalidade. Entre os velejadores que começaram nesta categoria, estão os campeões olímpicos Robert Scheidt e Martine Grael.


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Enfermeira de São Paulo é primeira brasileira vacinada contra covid-19

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Logo após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter aprovado o uso emergencial da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, o governo paulista aplicou a primeira dose no país. 

A primeira pessoa vacinada fora dos estudos clínicos foi Mônica Calazans, de 54 anos, enfermeira, negra e moradora da zona leste da capital. Ela, que atua na linha de frente contra a covid-19 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, foi vacinada no fim da tarde no Instituto Butantan. Até então, as únicas pessoas do país que haviam tomado a vacina faziam parte dos testes clínicos.

Mônica tem perfil de alto risco para a covid-19. Além de trabalhar diretamente na linha de frente, ela é obesa, hipertensa e diabética. É viúva e mora com o filho, de 30 anos. Nenhum dos dois, até este momento, se infectou com a doença, mas o seu irmão caçula, um auxiliar de enfermagem de 44 anos, chegou a ficar internado por 20 dias. Antes de ser vacinada, Mônica chorou, emocionada, e agradeceu.

Mônica foi vacinada por Jéssica Pires de Camargo, 30 anos, enfermeira de Controle de Doenças e Mestre de Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo. Após ser vacinada, Mônica recebeu um selo simbólico onde estava escrito “Estou Vacinado pelo Butantan” e uma pulseira com a frase “Eu me Vacinei”.

Em entrevista coletiva, a enfermeira disse que está feliz por ter tomado a vacina. “Hoje fui a primeira a ser vacinada. E tenho muito orgulho disso, dessa grande oportunidade. E, como brasileira, eu falo, vamos nos vacinar! Não tenham medo. É isso que estamos precisando, que a gente estava esperando, a vacina, para a gente poder voltar à vida normal”.

“Chegou a grande chance do povo brasileiro. Não tenham medo. Sou pessoa comum, profissional da saúde.E estou [trabalhando] na pandemia há 10 meses, trabalhando incansavelmente em dois hospitais. Falo com segurança e propriedade: não tenham medo. É a grande chance que a gente tem de salvar mais vidas”, acrescentou.

Além de Mônica, o governo paulista também vacinou, antes da campanha nacional, uma indígena. Vanuzia Costa Santos, 50 anos, moradora da aldeia Filhos Dessa Terra, em Guarulhos, foi a primeira indígena vacinada do país. Vanuzia é técnica de enfermagem e assistente social e presidente do Conselho do Povo Kaimbé. Ela teve covid em maio, sentindo sintomas severos como dor no corpo, tosse, falta de ar e ausência de paladar e de olfato que persistem até hoje. “Fiquei muito feliz de participar desse momento. Sou defensora da vida, de outras vacinas, da prevenção, da saúde”, disse ela.

O Instituto Butantan tem 6 milhões de doses da vacina prontas para aplicação. Elas serão encaminhadas imediatamente para o Ministério da Saúde, para que seja então iniciada a campanha nacional.

O uso emergencial da CoronaVac foi avaliado hoje pela Anvisa e aprovado por diretores do órgão por unanimidade.

A vacina

O governo paulista, por meio do Instituto Butantan, tem parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para a produção da vacina CoronaVac. Por meio desse acordo, o governo paulista já vem recebendo doses da vacina. O acordo também prevê transferência de tecnologia para o Butantan, o que significa que o imunizante também será produzido no Brasil, na fábrica do Butantan. Essas doses foram depois adquiridas pelo Ministério da Saúde, que deve utilizá-las no Programa Nacional de Imunização.

Para uma vacina ser utilizada na população, ela passa por uma fase de estudos em laboratório, uma fase pré-clínica de testes em animais e três etapas clínicas de testes em voluntários humanos, que avaliam a produção de anticorpos, a sua segurança e a sua eficácia. Estudos de fases 1 e 2 da vacina, realizados na China, já haviam demonstrado que ela é segura, ou seja, não provoca efeitos colaterais graves. Estudo feito com voluntários no Brasil também comprovou que a vacina é segura.

Já os testes de eficácia, feitos no Brasil com voluntários da área da saúde, revelaram que ela tem 50,38% de eficácia, pouco acima do mínimo dos parâmetros mínimos exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A taxa mínima de eficácia recomendada é de 50% como parâmetro de proteção.

Produção

O governo de São Paulo já recebeu, da Sinovac, 10,8 milhões de doses da vacina. Desse total, 6 milhões de doses já estão prontas.Pelo termo de compromisso assinado no fim de setembro com a Sinovac, o Butantan vai receber um total de 46 milhões de doses da coronaVac. A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de 14 dias entre elas.


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Covid-19: presidente da Confederação Brasileira de Canoagem falece

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O presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), João Tomasini Schwertner, faleceu na manhã deste domingo (17), aos 61 anos em Curitiba. O dirigente foi internado há um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Marcelino Champagnat, na capital paranaense, quando testou positivo para o novo coronavírus (covid-19). Ele não resistiu às complicações da doença e morreu às 10h57, segundo nota divulgada pela CBCa.

Tomasini presidia a entidade brasileira desde 1989 e também comandava a Confederação Pan-Americana de Canoagem (Copac). Entre 2010 e 2014, ele foi o terceiro vice-presidente da Federação Internacional da Modalidade (ICF, sigla em inglês).

O falecimento repercutiu entre atletas. Medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), em 2019, na canoagem velocidade, Ana Paula Vergutz lamentou a morte do dirigente em publicação no Stories, função do Instagram que permite veicular fotos ou vídeos por 24 horas. Campeão pan-americano na canoagem slalom e já garantido para a Olimpíada de Tóquio (Japão), Pedro Gonçalves, o Pepê, também se pronunciou pela rede social.

Vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco Antônio La Porta se manifestou no Twitter.

Ainda não há informações sobre velório e local de sepultamento do dirigente.


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Governo afirma que soja brasileira não "exporta desmatamento"

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O Ministério da Agricultura divulgou uma nota para reafirmar que a produção de soja no país é sustentável e que a cultura do grão “não exporta desmatamento” conforme afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, em suas redes.

“A declaração do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a soja brasileira mostra completo desconhecimento sobre o processo de cultivo do produto importado pelos franceses e leva desinformação a seus compatriotas”, diz o comunicado divulgado nesta quarta-feira (13).

Segundo a pasta, o Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo, abastecendo mais de 50 países com grãos, farelo e óleo.

“Brasil tem uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e utiliza tecnologias reconhecidas que ampliaram a sustentabilidade de sua produção agropecuária”, afirma a nota.

Segundo o Ministério da Agricultura, o país detém domínio tecnológico para dobrar a atual produção com sustentabilidade, “seja em áreas já utilizadas, seja recuperando pastagens degradadas, não necessitando de novas áreas. Toda a produção nacional tem controle de origem”.


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Libertadores volta a ter decisão 100% brasileira após 15 anos

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Disputada pela primeira vez em 1960, a Libertadores só teve três finais entre times do mesmo país até hoje. A quarta será no próximo dia 30, entre Santos e Palmeiras, às 17h (horário de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro. O Peixe se classificou nesta quarta-feira (13), ao atropelar o Boca Juniors (Argentina). O Verdão avançou na terça-feira (12) ao superar o River Plate (Argentina) no placar agregado. Quinze anos depois, a decisão do maior torneio de clubes da América do Sul será 100% brasileira.

A primeira vez foi em 2005, quando se enfrentaram São Paulo e Athletico-PR. Como a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) avaliou que a Arena da Baixada (antes da reforma para a Copa do Mundo de 2014), em Curitiba, não tinha capacidade mínima para receber o jogo de ida, o Furacão teve de mandar o duelo no Beira-Rio. Após um empate por 1 a 1 em Porto Alegre, o Tricolor goleou no Morumbi, na capital paulista, por 4 a 0, e assegurou o tricampeonato sul-americano.

No ano seguinte, o São Paulo voltou à decisão continental, desta vez contra o Internacional. Diferentemente de 2005, o primeiro jogo foi no Morumbi, com vitória colorada por 2 a 1, em grande atuação do atacante Rafael Sobis. O empate por 2 a 2 no Beira-Rio deu aos gaúchos o primeiro título da Libertadores.

Em 2007, a Conmebol determinou que não poderiam mais ocorrer finais entre clubes do mesmo país. Por isso, nas semifinais daquele mesmo ano, apesar de estarem em lados opostos do chaveamento, Santos e Grêmio tiveram que se enfrentar antes da decisão.

A medida foi mantida até 2017. Um ano depois, o confronto valendo o título voltou a reunir dois times de uma mesma nação. Desta vez, os argentinos Boca e River. O jogo de ida, na Bombonera, terminou empatado em 2 a 2. Após um ataque de torcedores ao ônibus dos Xeneizes no caminho até o estádio Monumental de Nuñez, também em Buenos Aires, a partida de volta foi suspensa e levada para o Santiago Bernabeu, em Madri, na Espanha. Os Millionarios ganharam por 3 a 1 e ficaram com o título pela quarta vez.

A final entre Santos e Palmeiras será a primeira entre dois times de um mesmo estado do Brasil e também a primeira vez que a dupla se enfrenta em uma decisão no Maracanã. O Peixe tem oito títulos no estádio carioca: quatro Campeonatos Brasileiros (1962, 1964, 1965 e 1968), três Torneios Rio-São Paulo (1963, 1964 e 1997) e o Mundial de 1963. O Verdão ergueu duas taças no Maracanã: o Brasileiro de 1967 e a Copa Rio de 1951, competição que o clube pleiteia ser reconhecida como primeiro Mundial.


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Santos atropela Boca e garante final brasileira na Libertadores

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O Santos se classificou à decisão da edição 2020 da Libertadores com enorme autoridade. Dominante do começo ao fim dos 90 minutos, o Peixe atropelou o Boca Juniors (Argentina) por 3 a 0 nesta quarta-feira (13), na Vila Belmiro, em Santos (SP). Há uma semana, no jogo de ida do confronto pelas semifinais, em Buenos Aires, as equipes empataram sem gols.

Foi a terceira vez que Santos e Boca realizaram um duelo decisivo pela competição. Em 1963, o Peixe do Rei Pelé levou a melhor na final, assegurando o bicampeonato sul-americano. Quarenta anos depois, novamente em uma decisão, os Xeneizes deram o troco, liderados por Carlitos Tevez. O atacante de 36 anos, aliás, integra o atual elenco da equipe argentina, mas, desta vez, nada pôde fazer.

Campeão em 1962, 1963 e 2011, e vice em 2003, o Alvinegro terá pela frente o rival Palmeiras em uma inédita final 100% paulista, no próximo dia 30, às 17h (horário de Brasília), no estádio do Maracanã (Rio de Janeiro). O Verdão se classificou na terça-feira (12), mesmo derrotado por 2 a 0 pelo River Plate, também da Argentina, em São Paulo. O Alviverde levou a melhor pelo placar agregado (3 a 2), pois havia vencido na semana anterior, fora de casa, por 3 a 0.

Repetindo a postura adotada no jogo em que recebeu (e atropelou) o Grêmio nas quartas de final por 4 a 1, o Santos apresentou grande intensidade desde o apito inicial. Com menos de um minuto, o atacante Marinho acertou a trave. Aos 15, após um chute do atacante Yeferson Soteldo desviar no braço do zagueiro Lisandro López dentro da área, o meia Diego Pituca ficou com a sobra e abriu o placar.

Aos 32 minutos, o zagueiro Lucas Veríssimo deu um susto ao levar uma pancada em uma disputa de bola pelo alto. O impacto fez sair muito sangue da cabeça do defensor, que teve de sair de maca de campo. Mas o jogador não só voltou ao gramado (quase cinco minutos depois) como, antes do segundo tempo, recebeu quatro pontos na região atingida e atuou o restante da partida com uma proteção e uma touca de natação.

Com Marinho e o também atacante Kaio Jorge infernizando a defesa xeneize, e o ataque argentino sem espaços devido à forte marcação, o Alvinegro foi para o intervalo mais perto de ampliar a vantagem do que de sofrer o empate. Dito e feito. Aos três minutos da etapa final, Soteldo invadiu a área pela esquerda, cortou para a perna direita e mandou para as redes. No lance seguinte, Marinho fez o que quis na área do Boca e rolou para o atacante Lucas Braga sacramentar a classificação.

Mesmo com o 3 a 0 no placar, o Santos buscou o quarto gol a todo instante. Marinho (duas vezes, uma em um quase gol olímpico) e Kaio Jorge até chegaram perto. Abatido e com um a menos desde os dez minutos, quando o lateral Frank Fabra foi expulso por falta em Marinho, o Boca assustou somente uma vez, em um cruzamento do atacante Sebástian Villa que obrigou o goleiro João Paulo a uma grande defesa, no reflexo. Após o apito final, a festa santista teve início na Vila Belmiro.

Veja a tabela da Libertadores.


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Com torcida brasileira, piloto espanhola faz história no rali Dakar

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A edição 2020 do rali Dakar, disputado na Arábia Saudita e considerado o maior do mundo, começou no último domingo (3) e vai até o próximo dia 15, mas já é histórica. Após 16 anos, uma das 12 etapas foi vencida por uma piloto mulher. O detalhe é que até meados de dezembro, a espanhola Cristina Gutierrez Herrero, responsável pelo feito, não tinha carro e nem equipe para competir.

“Foi um dia sensacional, perfeito. Fiquei muito feliz em me sair tão bem já no primeiro dia de corrida. Mas não era o meu objetivo, só queria manter um ritmo consistente e rápido, mas seguro. Uma vez eu fiz um curso da FIA [Federação Internacional de Automobilismo] no Catar liderado pela Jutta Kleinschmidt. De certa forma, ela foi minha primeira professora. Estou muito orgulhosa em vê-la feliz com a minha vitória”, disse Cristina à imprensa. Além de piloto, ela trabalha como dentista e compete na categoria Protótipos Leves.

Kleinschmidt, a quem a espanhola se refere, foi justamente a última piloto mulher a ganhar uma etapa do rali, em 2005. A alemã, que recebeu o apelido de “Rainha do Dakar”, trabalha como delegada da FIA em provas de cross-country, como o próprio Dakar e o brasileiro Rally dos Sertões.

Cristina tem o francês François Cazalet como navegador e vem se mantendo nas primeiras colocações do rali, finalizando a etapa de segunda-feira (4) em segundo lugar e a desta terça-feira (5) em terceiro. Após três dias, a parceria lidera a disputa entre os Protótipos Leves, tendo percorrido 1.137 quilômetros em 13 horas, 32 minutos e 57 centésimos. São oito minutos e 13 centésimos de vantagem para a dupla formada pelo piloto norte-americano Seth Quintero e o navegador alemão Dennis Zenz, que aparecem em segundo.

Apoio brasileiro

Não foi só Kleinschmidt que celebrou a vitória de Cristina. Campeão do Dakar em 2018 e parceiro do navegador Maykel Justo na categoria UTV (Utility Task Vehicle, ou veículo utilitário multitarefa, na tradução literal do inglês), Reinaldo Varela procurou a espanhola para contar a história da esposa, Nani Varela, outra apaixonada por rali. O casal e os filhos Rodrigo, Gabriel e Bruno, todos pilotos, são conhecidos no meio como “Família da Poeira”.

“Eu gostaria que ela viesse competir no Rally dos Sertões. Estou torcendo pela Cristina. Vou passar a segui-la nas mídias sociais, vou aplaudi-la de lá, já que não consigo ir ao box dela dizer isso pessoalmente. Uma coisa legal de trabalhar com o Reinaldo no rali é que acabei conhecendo várias pessoas interessantes. E a Jutta é uma delas. É uma heroína. Acho que é isso: as mulheres estão ampliando suas fronteiras e quem está à frente precisa de incentivo”, destacou Nani.

“Foi automático. Quando soube da vitória dela [Cristina], eu logo pensei na Nani, a quem devo muito na carreira. Ela ama esse esporte tanto quanto eu e apoiou todos os meus sonhos”, completou Reinaldo.

Segundo a Amaury Sport Organisation (ASO), empresa francesa organizadora do Dakar, há 16 mulheres entre os cerca de 440 participantes da edição deste ano do rali. Na mesma categoria de Cristina, há uma dupla 100% feminina, formada pela piloto italiana Camelia Liparoti e a navegadora alemã Annett Fischer, que ocupa o sétimo lugar geral.

Família Varela, rali Dakar Família Varela, rali Dakar

Família Varela – o casal Reinaldo e Nani, com os filhos Rodrigo, Gabriel e Bruno, todos piloto- está na torcida pela espanhola Cristina Gutierrez no rali Dakar – Vinícius Branca/Direitos Reservados

Brasil no Dakar

Além de Reinaldo Varela e Maykel Justo, o Brasil tem outros cinco representantes no Dakar deste ano. Também na categoria UTV, Gustavo Gugelmin é o navegador do piloto norte-americano Austin Jones. A parceria o terceiro lugar geral, quatro posições a frente de Varela e Justo. Na categoria Carros, o país marca presença com as duplas Guilherme Spinelli e Youssef Haddad (22º lugar geral) e Marcelo Gastaldi e Lourival Roldan (27º).