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Cirurgias veterinárias podem ser suspensas para reduzir uso de insumos

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Em meio às altas taxas de ocupação de UTIs em todo o Brasil por conta da pandemia de covid-19, as unidades de atendimento veterinário podem suspender as cirurgias eletivas, a fim de reduzir o uso de  insumos, como medicamentos e oxigênio.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) informou que desde o início da pandemia de covid-19, em março de 2020, os médicos veterinários têm contribuído voluntariamente com os órgãos de saúde, seja para o empréstimo de equipamentos veterinários compatíveis com o uso humano (como ventiladores mecânicos, monitores multiparâmetros e concentradores de oxigênio), seja para a cessão de anestésicos de clínicas veterinárias voltados ao atendimento de pacientes com covid-19, e até mesmo integrando equipes multidisciplinares na linha de frente ao combate da pandemia.

Como profissionais de saúde, os médicos veterinários foram autorizados pelos governos federal e estaduais a manterem o atendimento em clínicas e hospitais veterinários, sempre respeitando as determinações das autoridades locais a fim de diminuir o risco de exposição ao vírus. “Nesse contexto, o CFMV recomendou, em nota divulgada em março do ano passado, que os serviços que não fossem de urgência e emergência deveriam ser reprogramados, afastando a exposição desnecessária em momentos críticos de propagação do novo coronavírus, orientando, inclusive, que os tutores evitassem visitar os animais internados”, salientou a entidade por meio de nota.

“Como princípio fundamental, todos os médicos veterinários devem estar atentos para que, diante de suas realidades locais, possam identificar e tomar medidas visando contribuir para melhorar as condições de bem-estar, saúde animal, humana e ambiental em equilíbrio com os padrões dos seus serviços”, finalizou a nota do CFMV.

Para o Conselho Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, os estabelecimentos devem utilizar do bom senso, desde que não prejudiquem a saúde animal. “O movimento de interromper as cirurgias eletivas pode ser um bom caminho para ajudar a [controlar] a pandemia, mas o veterinário já está ajudando em diversas outras frentes como na pesquisa, na disponibilização de equipamentos que podem ser usados na UTI, o veterinário agora está disponibilizando as fábricas de vacina animal para o produção de vacina para covid-19. Então a posição oficial do Conselho é o uso do bom senso para não comprometer a saúde animal”, disse o médico veterinário Marcio Thomazo Mota, presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo.

Um das iniciativas vem de um centro veterinário que suspendeu, por dois meses, as cirurgias eletivas nos animais que atende.

“Em solidariedade à sobrecarga no Sistema de Saúde do país, o Centro Veterinário Seres, marca do Grupo Petz, que reúne 117 unidades em 15 Estados e no Distrito Federal, está suspendendo as cirurgias eletivas nas clínicas e nos 10 hospitais que realizam este tipo de intervenção. O objetivo é reduzir novas demandas de medicamentos, anestésicos e oxigênio, aumentando assim a disponibilidade destes insumos no mercado, frente à escassez nas redes públicas e privadas dos hospitais. Permanecem liberados atendimentos clínicos ou cirúrgicos e exames nos serviços de urgência e emergência”, comunicou o grupo por meio de nota.

De todas as cirurgias realizadas nas unidades do grupo, em torno de 40% são consideradas cirurgias eletivas, e em torno de 80% das eletivas são castrações. “Nós estamos postergando de um a dois meses essas cirurgias, tempo que não compromete a saúde e o bem estar do animal. Vale frisar que esses pets são domiciliados, o que não causa um descontrole de nascimentos de animais que podem ser abandonados no futuro, diferente do processo de castração de animais resgatados pelas ONGs, onde o procedimento continua a ser realizado para evitar superpopulação desses pets”, afirmou a diretora do Centro Veterinário Seres da Petz, Valéria Correa.


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ANS determina que planos cubram novos remédios, exames e cirurgias

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Uma nova resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada hoje (2) no Diário Oficial da União, promoveu uma ampla atualização nos procedimentos e eventos que devem ter cobertura garantida por planos de saúde privados. Novos exames e tratamentos passaram a fazer parte da lista obrigatória de assistência, que deverá ser observada a partir de abril.

Ao todo, foram adicionadas 69 coberturas, sendo 50 relativas a medicamentos e 19 referentes a exames, terapias e cirurgias indicadas no tratamento de enfermidades do coração, intestino, coluna, pulmão e mama, entre outras. 

Entre os remédios, passam a integrar a lista obrigatória de assistência 17 imunobiológicos que poderão ser usados para tratar doenças inflamatórias, crônicas e autoimunes, como psoríase, asma e esclerose múltipla.

Outros 19 são antineoplásicos orais indicados no enfrentamento de diversos tipos de câncer. Mulheres com tumor na mama em estágio avançado, por exemplo, poderão contar com a cobertura do Abemaciclibe, Ribociclibe e Palbociclibe. Outra droga incluída é o Osimertinibe, que tem sido apontado em estudos como responsável por aumentar a sobrevida de pacientes com câncer de pulmão metástico. A lista traz ainda novas opções para tratar leucemias, melanomas, mielomas e tumores de fígado, rim e próstata.

Em relação às cirurgias, terão coberturas novas intervenções para tratar hérnia de disco lombar e deformidade na mandíbula, além de problemas na coluna cervical e no coração. Os exames e terapias incluídos permitirão diagnósticos e tratamentos de tuberculose, inflamação intestinal, leucemia mielóide, cânceres de pulmão e de mama, entre outras doenças. Consultas com enfermeiro obstetra ou obstetriz também têm agora assistência garantida.

Mudanças a partir de 1999

As mudanças foram aprovadas em reunião na última quarta-feira (24). Elas valem para todos os planos contratados a partir de 1999. Também se aplicam aos que foram contratados antes dessa data que tiverem sido adaptados conforme a lei federal 9.656/1998, conhecida como Lei dos Planos de Saúde.

Segundo nota divulgada pela ANS, a elaboração da nova resolução normativa se deu a partir de um processo transparente e de uma análise robusta, que contou com diversas etapas de discussões técnicas e com ampla participação da sociedade, que enviou 30.658 contribuições durante consulta pública aberta entre outubro e novembro do ano passado. 

“Pela primeira vez no processo de revisão do rol foram utilizados, de modo sistematizado, dados de saúde e informações financeiras para a análise crítica das avaliações econômicas e para as estimativas de impacto orçamentário de cada tecnologia”, diz o texto.

A atualização, segundo a ANS, levou em conta critérios variados como os benefícios clínicos comprovados, o alinhamento às políticas nacionais de saúde e a relação entre custo e efetividade. Os procedimentos incorporados foram aqueles em que os ganhos coletivos e os resultados clínicos foram considerados os mais relevantes para o conjunto dos pacientes.

 


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Riode Janeiro suspende cirurgias eletivas por causa da pandemia

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Diante do aumento de casos de covid-19 na cidade, a prefeitura do Rio de Janeiro suspendeu, por tempo indeterminado, a realização de cirurgias eletivas na rede municipal de saúde. A medida entrou em vigor no dia 10 de dezembro, mas só foi publicada hoje (18) no Diário Oficial do município. Estão mantidos procedimentos de urgência e emergência e os relativos a tratamentos oncológicos e cardiovasculares.

De acordo com a resolução da Secretaria Municipal de Saúde, “os recursos humanos e materiais que serão liberados em razão da suspensão das cirurgias eletivas deverão ser direcionados para o enfrentamento da emergência de saúde pública em razão da pandemia de covid-19. Durante o período de vigência, não serão consideradas as metas contratuais de cirurgias eletivas.”

As cirurgias eletivas foram suspensas na rede municipal do Rio de Janeiro em março, quando houve a necessidade de direcionar o atendimento aos casos de covid-19. A retomada dos procedimentos ocorreu no dia 18 de junho, quando o município passava pelo pico da pandemia, com cerca de mil novos casos 90 óbitos por dia na média móvel.

Agora, em dezembro, a cidade do Rio de Janeiro tem registrado mais de 900 casos e 40 óbitos por dia na média móvel, segundo os dados do Monitora Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Desde o início da pandemia, o município registrou poucas vezes menos de 300 casos novos por dia e menos de 30 óbitos.


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Casos de covid-19 aumentam e SUS suspende cirurgias eletivas no Rio

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As cirurgias eletivas nos hospitais de urgência e emergência da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio de Janeiro serão suspensas a partir do dia 7 de dezembro. A medida foi tomada em reunião realizada hoje (23), devido ao aumento de indicadores de casos de infectados e óbitos pela covid-19 nos últimos dias.

Em nota conjunta, a Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro e as secretarias estadual e municipal de Saúde do Rio informam que, por isso, foram tomadas várias providências, entre as quais a mobilização e abertura de 214 leitos em sete unidades de saúde. Serão 25 leitos no Hospital Estadual Anchieta; 45 no Hospital Universitário Pedro Ernesto; 60 no Hospital São Francisco na Providência de Deus; 25 no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho; 13 no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle; 36 no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz; e 10 no Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião.

A nota conjunta informa ainda que foram mantidas todas as cirurgias eletivas de alta complexidade, como as oncológicas, bariátricas, vasculares, ortopédicas e neurológicas.

As decisões tomadas na tarde desta segunda-feira poderão ser revistas em encontros semanais entre os órgãos de saúde. De acordo com os órgãos que participaram da reunião, as medidas que serão adotadas visam à liberação do maior número de leitos para pacientes de covid-19, “sem maior impacto para a saúde no estado”.

Infectados e óbitos

Segundo boletim divulgado hoje pela  Secretaria de Estado de Saúde, até esta segunda-feira, foram confirmados 338.688 casos de infectados e 22.028 óbitos por covid-19 no estado. Há ainda 355 óbitos em investigação e 2.235 foram descartados. Entre os casos confirmados, 311.273 pacientes se recuperaram da doença.

A capital fluminense tem o maior número de infectados (131.433) e de mortes (12.979) no estado. Nas últimas 24 horas, morreram 54 vítimas de covid-19 no estado do Rio.


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Covid-19: São Paulo volta a proibir agendamento de cirurgias eletivas

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O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Carlo Gorinchteyn, informou que o governo paulista publicará, ainda nesta quinta-feira (19), decreto proibindo o agendamento de novas cirurgias eletivas (não emergenciais) em todos os hospitais públicos, filantrópicos e particulares do estado.

Pelo decreto, também será vedada a desmobilização de leitos para atendimento de pacientes com o novo coronavírus, seja de unidade de terapia intensiva ou de enfermaria.

“O governo do estado de São Paulo, em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde e o Comitê de Contingência da Covid-19, sempre com o compromisso de garantir e preservar vidas, assina uma decreto que determina a todos os hospitais públicos, filantrópicos, e privados a não desmobilização de qualquer leito, seja ele de unidade de terapia intensiva ou de enfermaria”, disse Gorinchteyn. 

O secretário explicou que a marcação de novas cirurgias eletivas ficará suspensa para que se garantam leitos para todos os pacientes com covid-19 que deles necessitem para sua assistência hospitalar.

Segundo Gorinchteyn, as medidas são respostas à elevação da curva de contaminação de covid-19 no estado. “Essa elevação da curva promove a necessidade de medidas estratégicas e de forma cautelar”, disse o secretário, em entrevista coletiva. 

Ele voltou a pedir apoio da população para enfrentar a alta nos casos de covid-19 registrada no estado.  “Entendemos que o cansaço das pessoas possa ter uma ação sobre suas atitudes que, eventualmente, sejam irresponsáveis. Mas esse cansaço não pode, de forma alguma, ser maior do que o medo e o respeito que tínhamos pela covid”, afirmou.

“São essas pessoas que saem e se aglomeram que disseminam o vírus na nossa população e retornam para suas casas, expondo aqueles que estão em quarentena, respeitando as regras e ritos, principalmente idosos e portadores de doenças crônicas”, destacou.

Conforme dados do governo estadual, São Paulo está com 43,5% de taxa de ocupação nas unidades de terapia intensiva no estado, e de 49,7% na Grande São Paulo.