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Comércio varejista recua 0,6% de fevereiro para março

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O volume de vendas do comércio varejista caiu 0,6% na passagem de fevereiro para março. A queda veio depois de uma alta de 0,5% na passagem de janeiro para fevereiro. O dado, da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), foi divulgado hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O comércio varejista também apresentou variação negativa de 0,1% na média móvel trimestral e queda de 0,6% no acumulado do ano. Na comparação com março de 2020, no entanto, o setor cresceu 2,4%. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 0,7%.

Sete das oito atividades comerciais pesquisadas pelo IBGE tiveram perdas na passagem de fevereiro para março, com destaque para tecidos, vestuário e calçados (-41,5%), móveis e eletrodomésticos (-22%), e livros, jornais, revistas e papelaria (-19,1%).

Os demais setores com queda foram: outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,9%), combustíveis e lubrificantes (-5,3%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,1%).

A única atividade com alta no período foi hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,3%).

No varejo ampliado, que também inclui a venda de veículos e de materiais de construção, houve recuo de 5,3% no volume de vendas, devido a quedas de 20% nos veículos, motos, partes e peças e de 5,6% nos materiais de construção.

O varejo ampliado acumulou queda de 1,1% em 12 meses, mas apresentou altas de 10,1% na comparação com março de 2020 e de 1,4% no acumulado do ano.

Receita

A receita nominal do varejo teve alta de 0,1% na comparação com fevereiro, de 13,1% na comparação com março de 2020, de 9,5% no acumulado do ano e de 6,9% no acumulado de 12 meses.

Já a receita do varejo ampliado apresentou queda de 4,2% na comparação com fevereiro e altas de 22,2% em relação a março de 2020, de 12,3% no acumulado do ano e de 5,5% no acumulado de 12 meses.


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Ibaneis amplia funcionamento do comércio e reduz toque de recolher

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O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou que publicará um decreto que permitirá a ampliação do horário de funcionamento de comércios, shoppings e para a circulação de pessoas nas ruas. A expectativa é de que a edição extra seja publicada ainda hoje(3), em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF).

De acordo como governo local, as lojas poderão funcionar até as 23h, e shoppings centers funcionarão das 10h às 22h. Bares e restaurantes terão autorização para funcionar de 11h as 23h.

Já o toque de recolher será de 0h as 5h. “Será admitido o deslocamento individual após as 24h desde que configurada a intenção de retorno à residência e seja realizado logo após o término da jornada de trabalho regular”, informou a agência oficial de notícias do GDF.

O horário para comercialização de bebidas alcoólicas também será alterado. As vendas passarão a ser proibidas após as 23h, em todos os estabelecimentos comerciais autorizados a funcionar, inclusive em operações de delivery, drive-thru e take-out.

“Há ainda a determinação para que todos os estabelecimentos privados encerrem suas atividades às 24h. As entregas, por serviço delivery, podem ser realizadas em todo o DF até a meia-noite, caso a ordem de serviço tenha sido feita até as 23h”, acrescenta.

Segundo o GDF, serão retomadas as atividades coletivas de cinema, circo e teatro “desde que seguindo protocolos de segurança”.

Em nota, o governador Ibaneis Rocha disse que o DF ainda vive “um período difícil da pandemia”. “Mas já podemos flexibilizar as atividades comerciais um pouco até como forma de apoiar os empreendedores e funcionários”, acrescentou ao ressaltar a importância de a população manter cuidados como distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos.


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Mercosul assina acordo sobre comércio eletrônico

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Os países integrantes do Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, assinaram ontem (29) o Acordo sobre Comércio Eletrônico do bloco. 

O acordo prevê um marco jurídico comum para o e-commerce que impede a criação de possíveis obstáculos ao comércio digital dentro do bloco, como a não imposição de tarifas sobre transmissões eletrônicas e compras em lojas de aplicativos, ou serviços de streaming, que sejam incompatíveis com os Acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Além disso, ficou definida a não obrigatoriedade de instalação de servidores em território nacional pelas empresas que prestam serviços digitais, a proibição de imposição de direitos aduaneiros sobre transmissões eletrônicas. Também estão contempladas a adoção e a manutenção de marcos legais relativos à proteção de dados pessoais, a livre transferência de informações por meios eletrônicos para fins comerciais, a proteção contra mensagens comerciais não solicitadas (anti-spam); a e a cooperação por meio da troca de experiências, informações e dados

“Da perspectiva brasileira, o acordo contempla uma série de disciplinas regulatórias, alinhadas com as melhores práticas globais, os compromissos acordados nos acordos comerciais mais abrangentes sobre a matéria e as recomendações de organismos e fóruns internacionais como o G20 e a OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico]. Apresenta-se, ainda, como importante contribuição para os esforços de criação de regras internacionais para as transações de comércio eletrônico no âmbito da OMC”, destacou o Itamaraty, em nota.

Cidades de fronteira

Também nesta quinta-feira, presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Congresso Nacional com o texto do Acordo sobre Localidades Fronteiriças Vinculadas do Mercosul, assinado durante a 55ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em 2019.

O acordo visa fornecer as bases jurídicas de direito internacional para que os governos do Mercosul garantam aos cidadãos das localidades vinculadas dos países participantes o direito de obter documento de trânsito vicinal fronteiriço, que facilita circulação entre os países e confere benefícios nas áreas de estudo, trabalho, saúde e comércio de bens de subsistência.

Os portadores do documento fronteiriço poderão estudar e trabalhar dos dois lados da fronteira. Terão também direito a transitar por canal exclusivo ou prioritário, quando disponível, nos postos de fronteira. O direito de atendimento nos sistemas públicos de saúde fronteiriços poderá ser concedido em condições de reciprocidade e complementaridade.

O acordo também dispõe sobre cooperação entre instituições públicas nessas regiões em áreas como vigilância epidemiológica, segurança pública, combate a delitos transnacionais, defesa civil, formação de docentes, direitos humanos, preservação de patrimônio cultural, mobilidade de artistas e circulação de bens culturais e combate ao tráfico ilícito de referidos bens.


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Países do Mercosul assinam acordo sobre comércio eletrônico

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Os países que compõem o Mercosul assinaram um acordo de comércio eletrônico que facilita as transações digitais e proíbe a criação de barreiras comerciais sobre esse segmento. Segundo os Ministérios da Economia e das Relações Exteriores, o instrumento aprofunda a integração regional, ao regular um tema cada vez mais relevante do comércio global.

O acordo estabelece um marco jurídico comum que impede a criação de possíveis obstáculos ao comércio eletrônico entre os quatro países do bloco – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Entre as medidas acertadas, estão a proibição a tarifas sobre downloads, streaming (transmissões eletrônicas) e compras em lojas de aplicativos que sejam incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Pelo acordo, os países do Mercosul também não poderão exigir que empresas prestadoras de serviços digitais instalem servidores (computadores) em território nacional. Dessa forma, uma plataforma que funcione no Brasil não precisa, por exemplo, instalar um servidor na Argentina para poder atender a consumidores do país vizinho.

Apenas, as instituições financeiras precisam seguir a exigência, por determinação dos Bancos Centrais dos países do bloco. Embora seja abolida na maior parte do planeta, a obrigação de uma empresa instalar computadores nos países em que atua é exigida em países como a China, permitindo que uma determinada plataforma seja derrubada por ordem das autoridades locais.

Outros pontos do acordo são a aceitação de assinaturas digitais nos países do Mercosul, o alinhamento das normas nacionais de proteção ao consumidor online com as regras do bloco e a adoção e manutenção de marcos legais de proteção de dados pessoais e a proteção contra spam (mensagens comerciais não pedidas).

Avanços

Em nota conjunta, o Itamaraty e o Ministério da Economia informaram que o acordo se baseou nas recomendações mais avançadas de fóruns internacionais como o G20 (grupo das 20 maiores economias do planeta) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o comunicado, o acordo regional representa uma contribuição à criação de regras internacionais para o comércio eletrônico dentro da OMC.

Desde 1998, os países que integram a OMC têm renovado, a cada dois anos, o compromisso de não impor tarifas sobre o comércio eletrônico. Dessa forma, o acordo do Mercosul firma-se como proteção regional para o segmento na ausência de um acordo global. O texto assinado, destacam o Ministério da Economia e o Itamaraty, é semelhante ao acordo comercial fechado com o Chile em 2018.

Assinado na quinta-feira (29) em Montevidéu e detalhado hoje (30), o acordo sobre comércio eletrônico do Mercosul, na avaliação do governo brasileiro, aumentará a previsibilidade e a segurança jurídica das transações comerciais digitais dentro do bloco, contribuindo para o aumento da circulação de bens e serviços nos quatro países membros. “Sua conclusão reforça, mais uma vez, o compromisso do Mercosul com a integração comercial e o fortalecimento das condições de competitividade de suas economias”, concluiu a nota conjunta.


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Brasil quer modernizar Mercosul, diz secretário de Comércio Exterior

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O Brasil tem feito esforços para reformar e modernizar o Mercosul de forma que os membros possam se beneficiar de maior integração e de maneira competitiva na economia global, disse hoje o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, do Ministério da Economia, Roberto Fendt Júnior.

O secretário participou hoje (28) da abertura do 12º Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços (Enaserv 2021) realizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), em parceria com o Ministério da Economia. O tema de sua palestra foi a importância dos serviços na expansão do comércio exterior brasileiro e na adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Burocracia

Segundo Fendt Júnior, após avaliação de custo e benefício do Ministério da Economia para reduzir a burocratização do setor, foi tomada a decisão de desligamento definitivo do Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços Intangíveis e de outras operações, que exigiam a prestação de informações pelos operadores privados.

A medida se insere no amplo processo de desburocratização, facilitação e melhoria do ambiente de negócios promovido pelo governo federal.

“Frise-se também que a medida não prejudicou a captação de dados para efeito de desenho de políticas públicas, divulgação estatística baseada em padrões internacionais e fiscalização tributária, tendo em vista a existência de informações já apresentadas ao governo federal por meio de contratos de câmbio e de outras obrigações tributárias acessórias. A ideia foi simplesmente tirar das costas das empresas o fato de fazer duas vezes o preenchimento de inúmeros formulários cujas informações, que já estavam disponíveis ao governo”, concluiu.

De acordo com o secretário, a inserção dos serviços em regimes de processamento para exportação e os acordos para evitar a dupla tributação são uma das linhas relacionadas ao incremento de produtividade dos produtos e serviços brasileiros no exterior, que a secretaria vem atuando para fazer frente a crescente vinculação entre o setor de serviços e os demais segmentos produtivos.

Ele considera que é preciso promover a rede brasileira de acordos com melhoria qualitativa das cláusulas a serem negociadas, incluindo mercados estratégicos em termos de comércio exterior e de investimentos, em especial, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.

“O Brasil mantém atualmente uma rede de acordos para evitar a bitributação com 33 países. Embora contemple alguns parceiros comerciais de economias relevantes como França, Itália, Japão e México, a mencionada rede ainda não inclui ainda acordos com Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, importantes destinos ou origens de investimentos do comércio envolvendo o Brasil. Atualmente estruturada, a rede brasileira desses acordos, cobre o equivalente a 60% das exportações brasileiras e 55% das importações.”

Pandemia

O secretário destacou que o ano de 2020 foi marcado pelos efeitos da pandemia sobre a economia e comércio internacional, causando impactos tanto na oferta, como na demanda mundial.

A estimativa é de que o PIB global  (Produto Interno Bruto – a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade) tenha caído 3,3% no ano, segundo o FMI.

Os dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram que o comércio internacional de bens caiu 7% em valor. As exportações mundiais de serviços diminuíram 20%. Os serviços de viagens, item relevante da pauta, caíram 63%.

Para o secretário, isso ocorreu em consequência de lockdowns, com restrições à movimentação de pessoas e queda na renda de consumidores, que afetaram drasticamente o transporte de pessoas e mercadorias entre países e a prestação de serviços.

De acordo com Fendt, nesse contexto, as receitas externas brasileiras de serviços apresentaram redução de 17% para U$ 28,5 bilhões de 2019 para 2020. As despesas brasileiras com a aquisição de serviços apresentaram redução de 30,2% para um total de U$ 48,4 bilhões em 2020.

“No ano foram registrados os menores valores para comércio exterior de serviços desde 2009, ano também de crise internacional. Tanto nas receitas como nas despesas a principal redução foi em viagens com queda de U$3 bilhões equivalente a 49,2% e U$ 12 bilhões equivalente 63,3% respectivamente”, informou.

Política comercial

Com relação à política comercial, o secretário disse que o governo federal está empenhado em aumentar a inserção do Brasil na economia internacional. Do ponto de vista de serviços, a visão se traduz em uma série de medidas, como o engajamento do executivo na negociação de capítulos de acordos comerciais de serviços, seguindo as melhores práticas internacionais.

“O resultado, acreditamos, será mais segurança jurídica, mais previsibilidade, mais acesso efetivo dos prestadores de serviços brasileiros no exterior e estrangeiros no Brasil. Entre os países que estamos negociando compromisso estão a União Europeia, a EFTA [Associação Europeia de Comércio Livre], Canadá e Coreia”, destacou,

Segundo ele, os compromissos assumidos nos acordos celebrados e em negociação têm potencial de melhorar o acesso do Brasil a serviços de alta qualidade a valores mais baixos, com impactos positivos nas cadeias adjacentes.

Segundo o secretário, atualmente o valor adicionado dos serviços representa entre 25% e 40% no conteúdo das exportações na maioria das economias da OCDE e do G20. No Brasil, o  percentual gira em torno de 38%, conforme levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O secretário destacou ainda que para alguns países – não para o Brasil – a participação estrangeira no valor adicionado aos serviços já supera a participação doméstica. De acordo com ele, o uso crescente de serviços estrangeiros como insumos nas exportações, substituindo serviços e insumos domésticos, leva as cadeias de valor dos serviços a se tornarem cada vez mais internacionais.

Outro aspecto importante que vem sendo estudado, conforme apontou, é a perda de participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade) em relação ao setor de serviços, que no caso do Brasil o processo vem se mostrando cada vez mais acentuado.

“Obviamente estamos atentos ao fenômeno, mas o fato é que a revitalização da indústria brasileira passa necessariamente pelo setor de serviços, que tem a capacidade de promover soluções inovadoras para ampliar a competitividade da indústria brasileira. Podemos exportar mais serviços conjugados com a produção industrial, assim como também fazemos por meio da nossa produção agropecuária.”

Segundo o secretário, os serviços também desempenham papel fundamental na geração de empregos, uma vez que na maioria das economias do mundo é, “de longe”, o setor mais empregador.

“No Brasil, segundo os dados do Caged, até março de 2021, o setor de serviços tem liderado a criação de empregos formais. Tem liderado atividades como informação, comunicação, financeiras, mobiliárias, comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas e construção civil”, disse.

Pauta diversificada

O presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, defendeu que o encontro tem uma pauta diversificada para o desenvolvimento do setor e, por isso, nesta edição adotou como um dos temas a tecnologia do comércio exterior de serviços, que precisa evoluir. “A participação nossa no comércio mundial de serviços é de apenas 0,46%. É muito pequena, se considerarmos que o Brasil hoje é o 12º PIB do mundo. Tem muito espaço para crescer ainda”, afirmou.

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil, Sérgio Ricardo Segovia Barbosa, afirmou que atualmente a instituição apoia cerca de 400 empresas nacionais nos seus projetos setoriais, visando o desenvolvimento de negócios globais para o setor de serviços. “Com resultados promissores de mais de U$ 600 milhões na exportação de serviços”, ressaltou.

Na visão do presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros, a evolução da atividade empresarial face ao desenvolvimento tecnológico está permitindo o avanço do setor de serviços. “Agora é o momento e a hora digital, que incrementam as relações comerciais de forma rápida e estimula a redução da burocracia, facilitando a integração comercial entre os povos”, disse.

Para o diretor-presidente do Sebrae, Carlos Melles, dentro do setor de serviços há um desafio fundamental que se relaciona às micro e pequenas empresas. “Somos 99% das empresas do Brasil e no processo de encadeamento, muito da exportação, sobretudo, de manufaturados é feita pela micro e pequena empresa. Ela também exporta, mas é a cadeia da esteira da promoção e da cadeia de exportação. Hoje, somos mais de 55% dos empregos com carteiras gerados no Brasil”, indicou para mostrar a relevância das micro e pequenas empresas na economia nacional.”


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Confiança do comércio sobe em abril

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O Índice de Confiança do Comércio do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) subiu 11,6 pontos em abril, ao passar de 72,5 pontos para 84,1 pontos, recuperando mais da metade da queda de março. Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 2,2 pontos, mantendo a tendência de queda pelo sexto mês seguido.

Segundo o coordenador da Sondagem do Comércio da FGV/Ibre, Rodolpho Tobler, mesmo tendo sido aparentemente expressivo, o resultado apenas compensa parte da intensa queda ocorrida em março. Ele avalia que o nível dos indicadores do momento presente ainda está baixo e indica que a demanda no mês continuou fraca.

“Pelo lado das expectativas, o nível do indicador é um pouco mais alto, mas a interpretação é de redução no pessimismo. Os números negativos da pandemia, as medidas restritivas de circulação e funcionamento e a baixa confiança dos consumidores sugerem que esse cenário só deve mudar quando aparecerem os efeitos positivos do programa de vacinação”, disse o pesquisador, em nota.

Em abril, a confiança melhorou em todos os seis principais segmentos do comércio. O Índice de Situação Atual avançou 5,7 pontos para 81,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas aumentou 17,1 pontos para 87,3 pontos. Em ambos os casos, as altas não compensam totalmente a queda de março, de 10,6 pontos e 25,7 pontos, respectivamente.


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Vendas do comércio carioca caem 12,5% no primeiro trimestre de 2021

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As vendas do comércio do município do Rio de Janeiro caíram 12,5% no primeiro trimestre deste ano. Em março, a queda atingiu 12%, acompanhando movimento de retração observado em janeiro (-15%) e em fevereiro (-6,5%). A informação foi divulgada hoje (26) pelo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio). Foram ouvidos na pesquisa 750 estabelecimentos comerciais da capital. De acordo com os empresários do setor, o resultado não surpreendeu porque, embora o processo de vacinação esteja em curso, o contexto econômico ainda não deu sinais de recuperação.

Falando à Agência Brasil, o presidente das duas entidades, Aldo Gonçalves, confirmou que o cenário continua bastante complicado. “Porque uma das coisas que mais afetam o comércio é o desemprego. O desemprego está crescendo muito. Estamos com cerca de 14% já de desempregados, sem contar os empregos informais, e as pessoas que não têm trabalho, não têm emprego, não podem comprar, não podem consumir. Ficam fora do mercado de consumo. Isso afeta muito o comércio”.

Gonçalves destacou que, além disso, há pessoas que têm receio de consumir, “porque ninguém sabe o dia de amanhã”. O quadro que ele vê é difícil, se não houver medidas de amparo do governo às empresas para assegurar o emprego e auxílio emergencial para os trabalhadores, no curto prazo. A médio e longo prazo, indicou que devem ser feitos pelo governo investimentos em infraestrutura, “para poder gerar empregos”.

Na avaliação do presidente do CDLRio e do SindilojasRio, 2020 foi um ano perdido para o comércio. Ele tem a mesma avaliação em relação ao primeiro semestre de 2021. Aldo Gonçalves não tem expectativa positiva para o resto deste ano. As duas entidades representam, juntas, mais de 30 mil lojistas.

Dados

A pesquisa revela que todos os setores do chamado Ramo Mole (bens não duráveis) e do Ramo Duro (bens duráveis) apresentaram resultados negativos. Os que tiveram as maiores quedas no faturamento no Ramo Mole foram confecções (-7,2%), calçados (-6,5%) e tecidos (-6,2%) e no Ramo Duro (bens duráveis) óticas (-7,1%), móveis (-6,5%), jóias (-5,2%) e eletrodomésticos (-4,8%). A venda a prazo, com retração de 5,8% e a venda à vista (-5,5%) foram as formas de pagamento preferidas pelos consumidores.


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Confiança do empresário do comércio atinge menor nível desde setembro

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 6,4% de março para abril deste ano e chegou a 95,7 pontos. Essa foi a quinta queda consecutiva do indicador, que atingiu o menor patamar desde setembro do ano passado (91,6 pontos). Os dados foram divulgados hoje (26) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Na comparação com abril de 2020, o recuo chegou a 20,7 pontos. Esse foi o 13o recuo consecutivo neste tipo de comparação.

Na passagem de março para abril, a maior queda foi observada na avaliação dos empresários do comércio brasileiro sobre a situação atual (-9,6%). A opinião sobre a situação da economia apresentou piora de 12,4%.

A confiança no futuro caiu 6,2%, puxada também pela piora na avaliação sobre a situação da economia (-7,4%).

As intenções de investimento também tiveram retração (-4,1%), resultado influenciado principalmente pela intenção de contratação de funcionários, que recuou 6,3%.

Na comparação com abril do ano passado, as quedas foram de 35,7% na situação atual, de 14% nas expectativas de investimento e de 15,3% nas intenções de investimento.


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Rio flexibiliza comércio e permanência nas praias

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A cidade do Rio de Janeiro liberou a permanência nas praias a partir de segunda-feira (26), durante os dias úteis da semana. Também foi liberado, nesses mesmos dias, o comércio nas areias das praias. As medidas fazem parte de um decreto que flexibiliza medidas de restrição para conter a covid-19, publicado hoje (23) no Diário Oficial do Município. As medidas integram as ações voltadas para o combate à covid-19 e visam evitar aglomerações.

Tanto o comércio quanto a permanência na areia das praias continuam proibidos aos sábados, domingos e feriados.

Outra medida de flexibilização adotada pela prefeitura foi a permissão para que bares, restaurantes e lanchonetes funcionem até as 22h a partir de amanhã (24).

Comércios e serviços não essenciais, incluídos os localizados em shopping centers, também poderão funcionar até as 22h, a partir de amanhã, desde que só atendam a 40% de sua capacidade se localizados em ambiente aberto e 60% se estiverem em locais fechados.

Também passam a funcionar com essas regras os estabelecimentos culturais e de lazer (como museus, bibliotecas e parques de diversões), com exceção de boates, danceterias e casas de espetáculo, que continuam impedidos de funcionar.

A permanência das pessoas nas ruas também continua proibida das 23h às 5h. As medidas valem até 3 de maio. 


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Covid-19: prefeitura do Rio faz 11 mil autuações no comércio

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Agentes da prefeitura do Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Militar, registraram mais de 11 mil autuações e fecharam 155 estabelecimentos em oito dias por desrespeito às medidas de prevenção à covid-19, segundo balanço divulgado hoje (17) pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop). 

Entre as autuações estão interdições e multas a estabelecimentos, infrações sanitárias, multas de trânsito, reboques e apreensões de mercadorias. Foram aplicadas 539 multas contra bares, restaurantes e ambulantes que não cumpriram determinações municipais relativas ao combate à pandemia. Somente ontem (16), o número de autuações chegou a 2.151, com 14 estabelecimentos interditados. 

A prefeitura prorrogou até 27 de abril o decreto com as restrições que buscam conter a transmissão da covid-19 e reduzir o número casos, internações e óbitos causados pela doença. 

Com isso, continua proibida a realização de eventos de qualquer natureza, festas e rodas de samba, tanto em áreas públicas como particulares. O decreto também proíbe o funcionamento de boates, danceterias, salões de dança e casas de espetáculo. 

Para bares, lanchonetes, restaurantes, quiosques da orla e congêneres, o funcionamento é permitido, com atendimento apenas para os clientes sentados às mesas e até as 21h. A partir daí, esses locais têm tolerância de uma hora para encerrar o atendimento.

Praticantes de atividades esportivas coletivas e individuais aproveitam retirada de restrições contra a pandemia Praticantes de atividades esportivas coletivas e individuais aproveitam retirada de restrições contra a pandemia

Caminhar no calçadão da praia de Copacabana foi uma das opções de centenas de cariocas neste sábado (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Praias

O decreto prorrogado também impede a permanência de banhistas na faixa de areia das praias, que só poderão ser utilizadas para a prática de atividade física, desde que sem aglomeração. 

Apesar das proibições, praias da zona sul da cidade, como Copacabana, Leme, Leblon e Ipanema registraram movimento na manhã e tarde deste sábado. Mesmo que em menor número que em um fim de semana comum, havia banhistas na faixa de areia das praias, muitos sem guarda-sol e cadeira de praia. Também era possível ver vendedores ambulantes.

No calçadão de Copacabana, muitos cariocas e turistas aproveitaram o clima ameno para a prática de esportes, como caminhada, corrida e ciclismo. Ainda que o uso de máscara seja obrigatório e considerado uma das principais  proteções contra a covid-19, era comum ver pessoas desrespeitando essa medida de prevenção.