Publicado em Deixe um comentário

Covid-19: Brasil terá, em maio, 4 milhões de doses da Covax Facility

Compartilhar:

O Ministério da Saúde anunciou que foi informado do recebimento, em maio, de 4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. O lote será repassado pelo mecanismo Covax Facility, consórcio de governos e farmacêuticas coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e do qual o Brasil faz parte.

O Brasil tem direito a 10,5 milhões de doses e, em março, foi enviado 1 milhão de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, cujos lotes foram fabricados na Coreia do Sul pelo laboratório BK Bioscience. O Ministério da Saúde não informou qual a previsão para o restante dos 5,5 milhões de doses que o Brasil ainda tem a receber no âmbito do Covax Facility.

Governadores

O Fórum de governadores se reuniu, ontem, com a secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas, Amina Mohamed, e com representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para solicitar apoio na viabilização da aquisição de mais vacinas de forma mais ágil.

Um dos pleitos apresentados pelos gestores estaduais foi o de liberação, por parte do consórcio Covax Facility, das doses a que o  Brasil tem direito e que ainda não foram enviadas.

 


Publicado em Deixe um comentário

Covid-19: Brasil tem 13,9 milhões de casos e 371,6 mil mortes

Compartilhar:

O Brasil se aproxima de bater a marca dos 14 milhões de casos de covid-19 desde o início da pandemia. Segundo a atualização diária do Ministério da Saúde divulgada neste sábado (17), em Brasília, foram confirmados 13.900.091 diagnósticos positivos desde o primeiro, em fevereiro de 2020.Nas últimas 24 horas houve 67.636 novos casos. Com isso, o país deve bater a marca dos 14 milhões de pessoas infectadas no início da semana que vem. Ontem, o painel do ministério marcava 13.832.455 casos acumulados.

Já o número de mortes em decorrência da pandemia do novo coronavírus ultrapassou 370 mil. O total de vidas perdidas para a covid-19 chegou a 371.678. Entre ontem e hoje, foram confirmados 2.929 novos óbitos. Ontem, o balanço diário marcava 368.749 vidas perdidas para a pandemia. Ainda há 3.648 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente. O número de pessoas recuperadas está em 12.344.861. Já o total de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.183.552.

Os dados em geral são menores aos domingos e segundas-feiras pela menor quantidade de trabalhadores para fazer os novos registros de casos e mortes. Já às terças-feiras eles tendem a ser maiores porque neste dia o balanço recebe o acúmulo das informações não processadas no fim de semana.

Estados

O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (88.097), Rio de Janeiro (41.162), Minas Gerais (29.940), Rio Grande do Sul (23.121) e Paraná (20.297). Já as unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.405), Roraima (1.445), Amapá (1.464), Tocantins (2.357) e Sergipe (3.929).

Boletim epidemiológico covid -19 17.04.2021 Boletim epidemiológico covid -19 17.04.2021

Boletim epidemiológico covid -19 17.04.2021 – Divulgação/Ministério da Saúde


Publicado em Deixe um comentário

Covid-19: Bahia prorroga toque de recolher até 26 de abril

Compartilhar:

O governo da Bahia prorrogou as medidas de distanciamento e restritivas para atividades não essenciais adotadas para conter a circulação do novo coronavírus no estado. Elas terão validade pelo menos até o dia 26 de abril.Entre as ações, figura o toque de recolher. Entre 20 horas e 5 horas da madrugada foi instituída restrição para a circulação e permanência de pessoas nas ruas, praças e outros locais públicos.

Na região de Irecê, 23 municípios terão um toque de recolher maior, das 18 horas às 5 horas. A circulação de transporte público também fica proibida entre 20h30 e 5 horas da manhã.

O decreto publicado pelo governo proíbe também o comércio de bebidas alcoólicas das 18 horas do dia 23 de abril (sexta-feira da outra semana) até as 5 horas do dia 26 de abril (segunda-feira seguinte).

Também continuam proibidos shows e festas em qualquer lugar e com qualquer número de participantes. O governo autoriza, contudo, eventos científicos, desde que cumpridos protocolos sanitários e com número de participantes limitado a 50 pessoas.

Em 99 cidades da Bahia, não é permitido realizar qualquer tipo de evento com qualquer quantidade de pessoas. Nessas cidades as restrições foram maiores em razão da situação epidemiológica e da circulação do vírus.   


Publicado em Deixe um comentário

Covid-19: prefeitura do Rio faz 11 mil autuações no comércio

Compartilhar:

Agentes da prefeitura do Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Militar, registraram mais de 11 mil autuações e fecharam 155 estabelecimentos em oito dias por desrespeito às medidas de prevenção à covid-19, segundo balanço divulgado hoje (17) pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop). 

Entre as autuações estão interdições e multas a estabelecimentos, infrações sanitárias, multas de trânsito, reboques e apreensões de mercadorias. Foram aplicadas 539 multas contra bares, restaurantes e ambulantes que não cumpriram determinações municipais relativas ao combate à pandemia. Somente ontem (16), o número de autuações chegou a 2.151, com 14 estabelecimentos interditados. 

A prefeitura prorrogou até 27 de abril o decreto com as restrições que buscam conter a transmissão da covid-19 e reduzir o número casos, internações e óbitos causados pela doença. 

Com isso, continua proibida a realização de eventos de qualquer natureza, festas e rodas de samba, tanto em áreas públicas como particulares. O decreto também proíbe o funcionamento de boates, danceterias, salões de dança e casas de espetáculo. 

Para bares, lanchonetes, restaurantes, quiosques da orla e congêneres, o funcionamento é permitido, com atendimento apenas para os clientes sentados às mesas e até as 21h. A partir daí, esses locais têm tolerância de uma hora para encerrar o atendimento.

Praticantes de atividades esportivas coletivas e individuais aproveitam retirada de restrições contra a pandemia Praticantes de atividades esportivas coletivas e individuais aproveitam retirada de restrições contra a pandemia

Caminhar no calçadão da praia de Copacabana foi uma das opções de centenas de cariocas neste sábado (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Praias

O decreto prorrogado também impede a permanência de banhistas na faixa de areia das praias, que só poderão ser utilizadas para a prática de atividade física, desde que sem aglomeração. 

Apesar das proibições, praias da zona sul da cidade, como Copacabana, Leme, Leblon e Ipanema registraram movimento na manhã e tarde deste sábado. Mesmo que em menor número que em um fim de semana comum, havia banhistas na faixa de areia das praias, muitos sem guarda-sol e cadeira de praia. Também era possível ver vendedores ambulantes.

No calçadão de Copacabana, muitos cariocas e turistas aproveitaram o clima ameno para a prática de esportes, como caminhada, corrida e ciclismo. Ainda que o uso de máscara seja obrigatório e considerado uma das principais  proteções contra a covid-19, era comum ver pessoas desrespeitando essa medida de prevenção.


Publicado em Deixe um comentário

Hospital Federal da Lagoa vai abrir 50 leitos de UTI para covid-19

Compartilhar:

O Ministério da Saúde anunciou hoje (17) que o início de 200 profissionais temporários, na próxima segunda-feira (19), vai permitir a abertura de 50 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para covid-19 no Hospital Federal da Lagoa, na zona sul do Rio de Janeiro.

Segundo a pasta, o grupo de profissionais inclui médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas, que irão atuar por 60 dias no hospital. A contratação se deu por meio da Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus (ALSF) e com o apoio de um grupo de empresários. 

A fila de espera para internação em UTI no estado do Rio de Janeiro tinha 307 pessoas na atualização de ontem (16) do painel da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. A ocupação das UTIs na capital chega a 95%, com 704 pessoas internadas em estado grave e mais 664 em vagas de enfermaria.

O Ministério da Saúde convida profissionais de saúde que tenham interesse em atuar no enfrentamento à pandemia de covid-19 em hospitais e institutos federais da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro. Para isso, o profissional interessado deve enviar deve enviar o currículo para o e-mail: ctucovid@saude.gov.br.


Publicado em Deixe um comentário

Estado do Rio melhora índices epidemiológicos da covid-19

Compartilhar:

A situação da pandemia de covid-19 regrediu no Estado do Rio de Janeiro, que deixa a Bandeira Roxa (risco muito alto de disseminação) e entra na Bandeira Vermelha (risco alto), o que aponta para uma melhora nos parâmetros epidemiológicos. É o que mostra a 26ª edição do Mapa de Risco da Covid-19, divulgada nesta sexta-feira, (16) pela Secretaria de Estado de Saúde.

Esse movimento é percebido na região serrana. As regiões do Médio Paraíba, Centro-Sul, Baixada Litorânea, Noroeste, Norte, Baía de Ilha Grande e região metropolitana II (inclui sete municípios: Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, São Gonçalo, Silva Jardim e Tanguá), permanecem com Bandeira Vermelha.  A região metropolitana I, que tem a capital e os municípios da Baixada Fluminense, é a única do estado que permanece com Bandeira Roxa, que indica risco muito alto de contrair a doença. A análise compara a semana epidemiológica 13 (28 de março a 4 de abril) com a 11 (14 de março a 21 de março) de 2021.

Cada bandeira representa um nível de risco e um conjunto de recomendações de isolamento social, que variam entre as cores roxa (risco muito alto), vermelha (risco alto), laranja (risco moderado), amarela (risco baixo) e verde (risco muito baixo).  

Aumento de óbitos

O Estado do Rio de Janeiro apresentou aumento de 38% no número de óbitos e uma redução de 13% nos casos de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG)  na comparação entre as semanas epidemiológicas analisadas. 

As taxas de ocupação de leitos no estado, nesta sexta-feira (16), estão em 69,6% para leitos de enfermaria e 88% para UTI. Os resultados apurados para os indicadores apresentados devem auxiliar a tomada de decisão, além de informar a necessidade de adoção de medidas restritivas, conforme o nível de risco de cada região.

Redução de mortes entre idosos

Entre janeiro e março deste ano, as internações e os óbitos de idosos acima de 80 anos diminuíram. Segundo o levantamento da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS), as reduções relativas ao período chegam a 49% nas internações e a 44% nos óbitos decorrentes de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) de pacientes acima de 90 anos. Já em relação a idosos com mais de 80 anos, as quedas são de 22% para mortes e 33% para hospitalização. A comparação foi feita entre os meses de janeiro e março, considerando as semanas epidemiológicas 01 a 04 (3 a 30 de janeiro), e 9 a 12 (28 de fevereiro a 27 de março). A principal hipótese é que o início da vacinação para essa faixa etária tenha causado a redução.


Publicado em Deixe um comentário

Covid-19: governadores pedem ajuda à ONU para obter vacinas

Compartilhar:

O Fórum de Governadores se reuniu hoje (16) com representantes da secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), Amina Mohamed, e com representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) para solicitar auxílio na viabilização de mais doses de vacinas. Os governantes estaduais defenderam um tratamento especial ao Brasil como uma “ajuda humanitária” diante do reconhecimento dos órgãos internacionais de que o país é o novo centro da pandemia.

Os governadores solicitaram apoio das instituições internacionais para destravar o repasse de doses previstas no acordo do mecanismo Covax Facility, consórcio coordenado pela OMS. Segundo o coordenador do Fórum, o governador do Piauí, Wellington Dias, o Brasil teria direito a 9,1 milhões de doses oriundas do mecanismo, mas só recebeu até o momento 1 milhão.

“Haverá esforço para que uma entrega que estava prevista para maio possa ser antecipada para até o fim de abril, de 4 milhões de doses. Vamos tratar com Coreia, Índia e China, que estão neste esforço de produção [dos imunizantes]. Até o mês de maio completa essa entrega e maio-junho tem perspectiva de regularização”, declarou Dias em entrevista coletiva após a reunião.

IFA

Outro pleito foi a participação de tratativas junto à Índia para enviar 15 milhões de Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs) – as matérias-primas chave da fabricação de uma vacina – para a produção e novas doses da vacina CoronaVac, desenvolvida a partir de uma parceria entre Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac.

Os 15 milhões de IFAs foram prometidos e seriam disponibilizados pelo laboratório Serum, da Índia. Contudo, com a explosão de casos nesse país os insumos e produção de imunizantes estão sendo voltados para atender ao mercado interno.

A demanda dos governadores é que sejam entregues até o fim de abril pelo menos 10 milhões de IFAs ou de doses prontas da Coronavac pela China. Isso porque eles alertam para o risco da falta desta quantidade deixar pessoas desprotegidas sem a aplicação da 2ª dose ainda no mês de abril.

Transferência de tecnologia

Tanto no caso da CoronaVac quanto no da vacina de Oxford/AstraZeneca, o Fórum defendeu a atuação da ONU e OMS na interlocução com as farmacêuticas para antecipar a transferência de tecnologia aos laboratórios brasileiros: o Instituto Butantan e a Fiocruz, respectivamente.

Tal antecipação permitiria que as duas instituições passassem a produzir novas doses inteiramente no Brasil, sem dependência do envio de insumos de outros países, o que agilizaria o atendimento do mercado interno.

Os governadores requisitaram aos representantes dos dois organismos internacionais ajuda na intermediação também junto ao governo e Congresso dos Estados Unidos para alterar a proibição de exportação do excedente de vacinas produzidas no país.

A expectativa do governo estadunidense é imunizar toda a sua população até maio. A previsão de é que sobrem doses. Os governadores querem que a venda ou empréstimo de parte deste excedente sejam autorizados ao Brasil como uma situação excepcional de “ajuda humanitária”.

Insumos e patentes

Os governadores também trataram do colapso no sistema de saúde nacional e da falta de insumos, especialmente dos medicamentos que fazem parte do chamado “kit intubação”, usado no suporte ventilatório de pacientes com covid-19. Eles requisitaram à secretária-geral adjunta da ONU auxílio no diálogo com países que possuam estoques desses medicamentos que que possam disponibilizá-los.

Outra proposta apresentada foi que, a exemplo do que ocorreu no caso das drogas para tratamento de pessoas com HIV/AIDS, ocorra uma quebra das patentes para que outros laboratórios possam também produzir as vacinas.

 


Publicado em Deixe um comentário

Covid-19: Brasil tem 13,8 milhões de casos e 368,7 mil mortes

Compartilhar:

Nova atualização do Ministério da Saúde trouxe um total de 368.749 vidas perdidas para a pandemia do novo coronavírus. Já a soma de diagnósticos positivos de covid-19 subiu para 13.832.455.

Em 24 horas, foram registradas 3.305 novas mortes em decorrência do vírus. Já o número de casos confirmados pelas autoridades sanitárias foi 85.774. O resultado é maior que os novos diagnósticos confirmados no balanço de ontem (15), que ficaram em 73.174.

Há ainda 3.647 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

O número de pessoas recuperadas está em 12.298.863. Já a quantidade de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.164.843.

De acordo com novo boletim epidemiológico da pasta, as mortes e os casos de covid-19 registrados entre os dias 4 e 10 de abril aumentaram, respectivamente, 8% e 6%.

Estados

O ranking de estados com mais mortes por covid-19 é liderado por São Paulo (87.326), Rio de Janeiro (40.716), Minas Gerais (29.538), Rio Grande do Sul (22.977) e Paraná (20.182). Já as unidades da federação com menos óbitos são Acre (1.395), Roraima (1.435), Amapá (1.456), Tocantins (2.348) e Sergipe (3.903).

Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil (16.04.2021). Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil (16.04.2021).

Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil (16.04.2021). – Ministério da Saúde


Publicado em Deixe um comentário

SP: 103 agentes da CET foram vacinados contra covid-19 na capital

Compartilhar:

A prefeitura de São Paulo informou que 103 agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foram vacinados contra a covid-19 pelo envio equivocado de um e-mail, em que a Secretaria Municipal da Saúde autorizava a imunização. O comunicado de vacinação era, na verdade, para ser uma convocação para a imunização contra a gripe.

De acordo com o município, os agentes da CET, que receberam a primeira dose na última terça-feira (13), terão a segunda dose garantida para completar a imunização.

A Secretaria Municipal da Saúde informou, em nota, que “lamenta o transtorno e reitera que a vacinação para conter a pandemia continua na cidade, conforme as diretrizes dos programas nacional e estadual de imunização”.

Foram aplicadas 2.469.931 doses da vacina contra covid-19 no município de São Paulo, sendo 1.689.020 com a primeira dose e 780.911 com a segunda dose (até o dia 15 de abril).


Publicado em Deixe um comentário

Fiocruz alerta sobre síndrome respiratória associada à covid-19

Compartilhar:

A nova edição do boletim semanal Infogripe, divulgado hoje (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra a interrupção da queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que vinha sendo observada nos estados do Maranhão e do Espírito Santo. Em ambos os estados, os números se estabilizaram em um nível alto. Todas as regiões do país permanecem na zona de risco. Isso significa que o volume de ocorrências e óbitos por SRAG estão em patamar considerado muito alto.

Amazonas, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina ainda registram movimento de diminuição nos casos, como na última edição do boletim. No entanto, os dados revelam indícios de que essa tendência de queda também deverá se interromper nesses cinco estados. O cenário amazonense é dos mais preocupantes: caso a estabilização se confirme, ela se dará em valores acima do pico observado em outubro do ano passado.

A SRAG é uma complicação respiratória associada muitas vezes ao agravamento de alguma infecção viral. O paciente pode apresentar desconforto respiratório e queda no nível de saturação de oxigênio, entre outros sintomas. As notificações aumentaram muito no ano passado em decorrência da pandemia de covid-19.

Os dados atualizados do Infogripe mostram que, desde o início de 2020, 97,2% das ocorrências de SRAG com exame positivo para infecção viral estão associadas à covid-19. Somente nesses primeiros meses de 2021, foram reportados 327.749 casos, dos quais 66,3% tiveram resultado laboratorial indicando presença de algum vírus respiratório. Esses dados que constam na nova edição do boletim (link: https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/u34/resumo_infogripe_2021_14.pdf) estão atualizados com a inclusão das notificações reportadas na semana epidemiológica que vai do dia 4 ao dia 10 de abril. Ela também apresenta a situação individual de cada estado e das capitais.

Embora a quantidade de casos em todo o país esteja elevada, a Fiocruz observa que o forte crescimento observado nos primeiros meses de 2021 foi interrompido. Também vê uma tendência de queda nos números nacionais em longo prazo (seis semanas). Esse quadro atual, segundo pesquisadores da instituição, foi influenciada pelas medidas de distanciamento social implementadas em todo o país. Eles avaliam que uma eventual redução das restrições de circulação pode gerar um cenário de estabilização dos números em valores muito distantes de um cenário de segurança.

“Tal situação, caso ocorra, não apenas manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos como também manterá a taxa de ocupação hospitalar em níveis preocupantes, impactando todos os atendimentos, não apenas aqueles relacionadas à síndromes respiratórias e covid-19”, aponta o boletim.

A Fiocruz também alerta para possíveis distorções nos dados em locais que venham a registrar superlotação da rede hospitalar. A formação de fila de espera por disponibilização de leitos pode resultar em subnotificação da SRAG. Isso porque as ocorrências são registradas pelos profissionais das unidades de saúde no Sivep-gripe, sistema de informação mantido pelo Ministério de Saúde. Assim, se o caso não é diagnosticado, não é contabilizado. “Locais com índice de ocupação de leitos elevado devem deixar os indicadores de SRAG em segundo plano em relação à tomada de decisão até que a ocupação volte a diminuir”, orienta o boletim.