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Comércio varejista cresce 0,6% em fevereiro, diz IBGE

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O volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,6% na passagem de janeiro para fevereiro. Segundo dados divulgados hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta veio depois da queda de 0,2% na passagem de dezembro para janeiro.

O varejo também apresentou alta no acumulado de 12 meses (0,4%), mas teve quedas de 2% na média móvel trimestral, de 3,8% na comparação com fevereiro do ano passado e de 2,1% no acumulado do ano.

Na passagem de janeiro para fevereiro, o volume de vendas cresceu em quatro das oito atividades pesquisadas pelo IBGE: livros, jornais, revistas e papelaria (15,4%), móveis e eletrodomésticos (9,3%), tecidos, vestuário e calçados (7,8%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%).

Por outro lado, houve quedas nos setores de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%), combustíveis e lubrificantes (-0,4%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,2%).

O varejo ampliado, que também mede o comportamento dos setores de materiais de construção e de veículos e peças, cresceu 4,1% em fevereiro na comparação com janeiro. Os veículos, motos, peças e partes avançaram 8,8%, enquanto os materiais tiveram alta de 2% no período.

Nos demais tipos de comparação, no entanto, o varejo ampliado teve quedas: média móvel trimestral (-0,5%), comparação com fevereiro de 2020 (-1,9%), acumulado do ano (-2,5%) e acumulado de 12 meses (-2,3%).

A receita nominal do varejo cresceu 1,5% na comparação com janeiro deste ano, 6% na comparação com fevereiro do ano passado, 7,4% no acumulado do ano e 6,1% no acumulado de 12 meses. Já a receita do varejo ampliado subiu 4,4% em relação a janeiro, 8,6% na comparação com fevereiro de 2020, 7,7% no acumulado do ano e 3,5% no acumulado de 12 meses.


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Produção de veículos cresce 2%, mas vendas caem 5,4%, diz Anfavea

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O primeiro trimestre do ano fechou com desempenho negativo nas vendas de autoveículos. As 527,9 mil unidades licenciadas representaram queda de 5,4% sobre o mesmo período de 2020, segundo divulgou nesta quarta-feira (7) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Mas o que mais preocupa a entidade é a retração de 23% em relação ao último trimestre do ano passado, freando a recuperação que vinha desde a metade do ano. Essa queda era geralmente de 15%, segundo a Anfavea. 

A comparação entre março deste ano e do ano passado traz um ligeiro crescimento de 15,7%. A Anfavea lembra que o mercado parou quase por completo na metade de março de 2020 em função do início da pandemia da covid-19.

De acordo com o balanço divulgado pela Anfavea, a produção no primeiro trimestre de 2021 registrou 597,8 mil unidades, 197 mil delas em março, melhor mês do ano. Foi um desempenho 2% superior ao do primeiro trimestre de 2020, em grande parte impulsionado pelos resultados de caminhões e comerciais leves. Apesar da paralisação de algumas fábricas na última semana do mês por falta de insumos ou feriados antecipados pelo agravamento da pandemia, várias montadoras conseguiram, num esforço logístico, completar unidades que estavam paradas nos pátios com alguma peça faltando.

Segundo o balanço da Anfavea, o melhor resultado no acumulado do trimestre foi o das exportações, de 95,8 mil unidades, volume 7,6% superior ao dos embarques do início de 2020. O estoque de veículos nas fábricas e nas concessionárias se mantém estável num patamar baixo, de 101,1 mil unidades. 

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, comentou que ao contrário de março de 2020, quando a economia sentiu os primeiros efeitos da pandemia, as vendas não despencaram nas duas últimas semanas de março. Além disso, disse Moraes, os vendedores estão utilizando os canais de vendas digitais. “É um resultado aceitável considerando a situação. Aprendemos com a pandemia e estamos usando outras ferramentas de venda”. 

Empregos

O balanço mostra a relativa estabilidade do nível de empregos diretos – 104,7 mil postos entre as montadoras de autoveículos. Em um ano de pandemia, houve cerca de 2,3 mil perdas de vagas, 2,1% da força de trabalho.

Expectativas 

Para o próximo trimestre, as expectativas ainda são preocupantes, aponta o presidente da Anfavea. “Temos três pontos de grande preocupação. Um deles é a situação alarmante da pandemia no país, que só deve se estabilizar a médio prazo com a aceleração da vacinação. O segundo é o conjunto dos fundamentos econômicos, ameaçado não só pela pandemia, mas também pelo excesso de ruídos políticos. Finalmente, temos alguns gargalos na produção, sobretudo de componentes eletrônicos, um problema global sobre o qual não temos controle e que deve perdurar ao longo do ano”.  

Para Moraes, o momento é de chamar à responsabilidade de todas as esferas de poder para um esforço de vacinação e para o controle das contas públicas, além do destravamento das pautas reformistas no Congresso Nacional, que podem ajudar a reduzir o Custo Brasil.


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Venda de veículos cresce 15,78% em março

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Em março, o emplacamento de veículos – considerando-se a venda de automóveis e veículos comerciais leves (como picapes e furgões), ônibus e caminhões – cresceu 15,78% em comparação ao ano passado. A informação foi foi divulgada hoje (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na comparação com fevereiro, houve crescimento de 13,16%, com o emplacamento de 189.405 veículos.

Quando se considera o emplacamento de todos os segmentos automotivos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), porém, o crescimento fica em 8,26% em relação ao resultado de março do ano passado, quando teve início a pandemia do novo coronavírus. Em março último, foram vendidas 269.944 unidades, com aumento de 11,52% em relação a fevereiro.

No acumulado do ano, de janeiro a março, houve queda de 6,55% na venda de todos os segmentos na comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Fenabrave, todos os segmentos automotivos continuam sofrendo com problemas de abastecimento de produtos pela indústria, afetada pela falta de peças e componentes, e pela paralisação da produção, em algumas unidades fabris.

“Os concessionários de veículos estão passando por um período muito difícil. Em 2020, quando ocorreu a primeira onda da pandemia da covid-19, tínhamos estoques, e a indústria trabalhava sem problemas de abastecimento. Hoje os estoques praticamente não existem, tanto nas concessionárias como nos pátios das montadoras. A falta generalizada de peças e componentes vem provocando a paralisação das linhas de montagem de várias montadoras, prejudicando a oferta de veículos”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Segundo Alarico Júnior, o mês de março foi mais positivo porque as vendas ocorreram em meses anteriores. “Muitas dessas vendas já tinham sido realizadas nos meses anteriores, e os clientes estavam aguardando a entrega dos veículos, pelos fabricantes, o que ocorreu em março. Isso justifica o bom desempenho do mês, mesmo com o fechamento do comércio em estados importantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, disse ele, em nota.

Automóveis e comerciais leves

As vendas no segmento de automóveis e veículos comerciais leves subiu 13,69% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 177.109 unidades comercializadas. Em relação a fevereiro de 2021, houve alta de 11,93%.


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Setor de máquinas e equipamentos cresce 18% em fevereiro

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Com receita de R$ 13,8 bilhões, o setor de máquinas e equipamentos registrou crescimento de 18% em fevereiro em comparação com o mesmo mês de 2020, segundo balanço divulgado hoje (31) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Nos primeiros dois meses de 2021 a alta ficou em 27,4% em relação ao primeiro bimestre do ano passado.

Segundo o presidente executivo da Abimaq, José Velloso, a indústria de máquinas tem apresentado uma tendência constante de crescimento desde abril do ano passado. “Alguns meses crescendo mais outros menos, mas sempre crescendo”, destacou durante a apresentação dos dados.

Velloso pondera, no entanto, que essa expansão acontece a partir de um patamar baixo. “Nós ainda estamos 22% abaixo do que era a média de 2010 a 2013”, compara. “Nos últimos cinco anos a taxa de investimento no Brasil é muito pequena”, acrescenta.

Previsão

Para este ano, a previsão da associação é de que o setor de bens de capital registre uma alta de 13%. Esse crescimento deve ser puxado, de acordo com o presidente executivo da Abimaq, por setores que têm apresentado grande atividade nos últimos meses. “Você tem setores de infraestrutura que estão indo bem, especialmente construção de estradas”, exemplificou.

Entre os setores que estão aquecidos, Velloso também citou o de saneamento e energia. “O marco do saneamento é recente e a gente tem um otimismo muito grande no setor de saneamento”, acrescentou em referência a nova legislação que regulamenta os serviços de água e esgoto, abrindo mais espaço para iniciativa privada, aprovada no ano passado.

Exportação e emprego

As exportações de máquinas tiveram queda de 24,3% em fevereiro em comparação com o mesmo mês de 2020, totalizando US$ 599,5 milhões. Para o presidente executivo da Abimaq, as vendas para o exterior estão prejudicadas pelo desarranjo provocado pela pandemia, que reduziu as rotas de comércio e tem dificultado até a distribuição de contêineres.

O número de postos de trabalho na indústria de bens de capital cresceu 10,6% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado, com 337,7 mil pessoas empregadas.


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Procura das empresas por crédito cresce 12,7% em fevereiro

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As solicitações de crédito feitas por empresas cresceram 12,7% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2020, segundo levantamento divulgado hoje (25) pela Serasa Experian. O comércio foi o setor que mais buscou empréstimos, com uma alta de 15,5% na busca por recursos.

As empresas estão tomando crédito para manter o funcionamento dos negócios durante a crise gerada pela pandemia de covid-19, explica o economista da Serasa, Luiz Rabi. “A tomada de crédito com finalidade de manter o negócio produzindo ou vendendo contribuiu com a alta em todos os segmentos”, enfatiza.

Por isso, a alta é maior no comércio, setor mais afetado pelas medidas de isolamento social. “O destaque de crescimento para o comércio pode ser atribuído ao fato de que essa área, junto a de serviços, foi uma das mais afetadas financeiramente desde que a pandemia se instalou no país”, acrescenta o economista.

O crescimento da procura por crédito foi maior na Região Nordeste (14,3%), seguida pela Sul (13,5%), Sudeste (12,6%), Centro-Oeste (10,9%) e Norte (9,9%).


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Covid-19: média de mortes cresce há um mês, diz Fiocruz

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O país atingiu ontem (22) o número de 2.305 mortes diárias, segundo média móvel de sete dias calculada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A média vem apresentando altas diárias consecutivas desde 22 de fevereiro, portanto há um mês.

O número de óbitos registrados ontem é 119% superior ao observado em 22 de fevereiro (1.052 mortes). Na comparação com 14 dias atrás (8 de março), quando a média chegou a 1.525, a alta é de 51%.

Ainda segundo os dados da Fiocruz, os casos chegaram a 75.416, segundo a média móvel de sete dias, o quinto dia consecutivo de recorde. O número é 61% superior ao de um mês antes (46.921) e 14% acima do observado 14 dias antes (66.380).

A média de móvel de sete dias, divulgada pela Fiocruz, é calculada somando-se os registros do dia com os seis dias anteriores e dividindo o resultado dessa soma por sete. O número é diferente daquele divulgado pelo Ministério da Saúde, que mostra apenas as ocorrências de um dia específico.


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Intenção de Consumo das Famílias cresce 0,6% em março

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A Intenção de Consumo das Famílias, medida pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), teve uma alta de 0,6% na passagem de fevereiro para março deste ano. Com isso, o indicador passou para 73,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

Apesar do resultado, este é o pior mês de março desde o início da série histórica, em 2010. Na comparação com março do ano passado, por exemplo, houve uma queda de 26,1%, o 12º recuo neste tipo de comparação.

O índice está abaixo do nível de satisfação (100 pontos) desde maio de 2015, de acordo com a CNC.

Na comparação com fevereiro, cinco dos sete componentes do indicador tiveram alta, com destaque para o momento para a compra de bens duráveis (1,8%). Dois componentes tiveram queda: acesso ao crédito (-0,5%) e nível de consumo atual (-0,6%).

Na comparação com março de 2020, os sete componentes recuaram, com destaque para momento para bens duráveis (-40,2%) e perspectiva de consumo (-32,1%).


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Fiocruz: média de mortes diárias por covid-19 cresce 60% em um mês

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O número de mortes diárias por covid-19 chegou ontem (11) a 1.702, segundo a média móvel de sete dias divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Isso representa aumentos de 60,9% em relação a um mês antes, quando foram registrados 1.058 óbitos, e de 48,2% na comparação com 14 dias antes (1.148 mortes).

A média diária de mortes vem batendo recordes consecutivos há 16 dias. O número registrado ontem pela Fiocruz está 55,2% acima do pico em 2020 (1.096 óbitos, notificados em 25 de julho).

A média móvel de sete dias é calculada por meio da soma dos casos registrados no dia e nos seis dias anteriores e da divisão do total por sete. Por isso, os números divergem daqueles apresentados pelo Ministério da Saúde, que apresenta apenas o número de óbitos registrados em um dia específico.

O número de casos, de acordo com a média móvel de sete dias, também apresentou volume recorde ontem69.140, 34,5% acima de 14 dias antes (51.405 casos) e 52,4% a mais do que o registrado um mês antes (45.373).


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Volume de serviços cresce 0,6% de dezembro para janeiro

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O volume de serviços no país cresceu 0,6% na passagem de dezembro de 2020 para janeiro de 2021. A alta veio depois de uma estabilidade na passagem de novembro para dezembro. Com o resultado, o setor encontra-se 3% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, ou seja, do período pré-pandemia de covid-19.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram registradas, no entanto, quedas de 4,7% na comparação com janeiro de 2020 e de 8,3% no acumulado de 12 meses.

A queda acumulada de 12 meses foi a mais intensa do setor desde o início da série histórica da pesquisa, em dezembro de 2012. A receita nominal dos serviços teve quedas de 0,3% na comparação com dezembro de 2020, de 4,7% na comparação com janeiro do ano passado e de 7,8% no acumulado de 12 meses.

Na passagem de dezembro para janeiro, a alta de 0,6% do volume de serviços foi puxado por duas das cinco atividades pesquisadas: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,1%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (3,4%).

Por outro lado, três atividades tiveram queda: outros serviços (-9,2%), serviços de informação e comunicação (-0,7%) e os prestados às famílias (-1,5%).


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Indicador de Consumo de Bens Industriais cresce 0,9% em janeiro

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O Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais registrou crescimento de 0,6% em janeiro em relação a dezembro, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa mostra, no entanto, que enquanto a produção interna dirigida ao mercado nacional aumentou 0,9% em janeiro, a importação de bens industriais caiu 3,6% no mesmo período.

Na comparação com janeiro de 2020, o indicador que mede a demanda interna por bens industriais, por meio da produção industrial interna não exportada, acrescida das importações, evoluiu positivamente 1,5%. Já a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 5,8%. O resultado do trimestre móvel encerrado em janeiro aumentou 6,6% na margem do consumo aparente. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 6%. Para a produção industrial, foi detectada baixa de 4,2%.

Segundo o Ipea, os resultados de janeiro não foram homogêneos entre as grandes categorias econômicas. Os segmentos de bens duráveis e intermediários subiram, respectivamente, 3,1% e 0,7%, mas, em contrapartida, a demanda por bens de capital, que é um dos componentes do investimento, experimentou redução de 28%. Apesar disso, na comparação com janeiro do ano passado, a categoria apresentou alta de 10,4%.

Em termos das classes de produção, a pesquisa do Ipea indica que a indústria de transformação apresentou desaceleração, com expansão de 0,4% em relação a dezembro, contra alta de 3,3% no período anterior. Já a indústria extrativa mineral foi ampliada em 17,4%. 

Outros segmentos com crescimento foram os de celulose (2,4%) e couro (2,1%). Na comparação com janeiro de 2020, destacaram-se os segmentos de metais e metalurgia, com altas de 19,6% e 16,3%, respectivamente, apontou o Ipea.