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Inflação para famílias com renda mais baixa cai para 0,38%

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Em todo o país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação da cesta de compras de famílias com renda de até cinco salários mínimos, registrou inflação de 0,38% em abril deste ano. Segundo dados divulgados hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC acumula 2,35% no ano e 7,59% em 12 meses.

Em março deste ano, o IPNC havia ficado em 0,86%. Já em abril, foi de -0,23%.

As taxas registradas pelo INPC em abril e no acumulado de 12 meses são mais altas do que as observadas na inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ( 0,31% em abril e 6,76% em 12 meses).

Em abril, segundo o INPC, os produtos alimentícios subiram 0,49% ante a alta de 0,07% em março. Já os produtos não alimentícios registraram inflação mais moderada em abril (0,35%) do que em março (1,11%).

 


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CCBB-Rio programa visitas online para alunos de escolas e famílias

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Todos os meses, o Programa CCBB Educativo – Arte & Educação, do Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB -Rio), programa visitas temáticas online para escolas, agendadas previamente. Em cada mês, o tema é diferente. Em maio, haverá várias visitas à exposição 1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira.

“É uma exposição grande de arte contemporânea, com artistas como Adriana Varejão, Waltércio Caldas, Jorge Guinle, Miguel Rio Branco, e o educativo”, disse a gerente-geral do CCBB- Rio, Sueli Voltareli. Segundo ela, as pessoas podem participar de uma visita e conversar com educadores sobre a exposição. As inscrições são feitas pelo e-mail visitasonline@ccbbeducativo.com. A exposição fica em cartaz até o dia 26 de julho .

Sueli explicou que nessa visita virtual, os arte-educadores usam imagens da mostra e conversam com o público sobre a exposição. “Temas como a arte contemporânea pode proporcionar novas formas de interação com o ambiente e o que a gente pode aprender com a arte contemporânea são debatidos ali. Os arte-educadores vão conversando com as crianças, e adultos também, sobre a mostra, projetando imagens da exposição”, disse.

São várias visitas durante o mês. A recomendação é para crianças a partir dos 5 anos e adultos. A atividade é livre, gratuita e aberta. O entendimento é que crianças abaixo dos 5 anos não acompanham bem a visita, porque essa faixa etária exige um outro tipo de abordagem. “Não quer dizer que não possa participar”, disse a gerente-geral do CCBB-Rio.

CCBB educativo CCBB educativo

O CCBB-Rio também está com visitação presencial Divulgação CCBB

Dia da Família

Sueli disse que no dia 15, em comemoração ao Dia Internacional da Família, das 10 h às 11h30, vai ter uma conversa online aberta com o tema Álbum de Família. Podem participar 100 pessoas. Os arte-educadores vão projetar fotos de famílias e os participantes também podem compartilhar fotos de suas famílias.

“Nessa conversa livre vai ter uma celebração da família, da vida e sobre o tempo dos filhos, dos pais, dos avós, essa passagem do tempo e a relação entre as gerações”. A iniciativa é livre, aberta e gratuita. Embora a recomendação seja para crianças acima de 5 anos de idade, não existe restrição. “Se os pais [e professores] entenderem que a criança vai curtir e vai acompanhar, a participação é livre”.

As atividades virtuais promovidas dialogam sempre com a programação do CCBB e destinam-se a todos os públicos, envolvendo ações inclusivas e afirmativas com o objetivo de estreitar as relações com a comunidade escolar, educadores, pessoas com deficiência, famílias, organizações não governamentais (ONGs), movimentos sociais, profissionais dos campos da arte, cultura e interessados. No caso da programação digital, ela possibilita acesso de públicos de todo o país.

A programação completa está disponível no site www.ccbbeducativo.com. As visitas agendadas temáticas online são realizadas para grupos de 10 a 45 pessoas e ocorrem todos os dias, em diversos horários. Elas duram, em média, de 50 minutos a uma hora e meia.

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As atividades presenciais seguem protocolos de segurança  Divulgação CCBB

Atividades presenciais

Protocolos especiais de visita e permanência são adotados pelo CCBB RJ para a segurança de todos ante a pandemia do novo coronavírus. Por isso, as atividades presenciais têm número de participantes reduzido e regras para agendamento, além de participação de acordo com as orientações das autoridades sanitárias. Nas ações presenciais, as visitas são mediadas em Libras e ocorrem oficinas artísticas.

A entrada no CCBB-Rio está autorizada de quarta a segunda-feira, das 9h às 18h. Na terça-feira, o espaço é fechado. A entrada do público só é permitida com agendamento online, visando manter um controle rígido da quantidade de pessoas no prédio e o fluxo único de circulação, com medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento. Nos teatros e cinemas, a capacidade está reduzida a um terço da capacidade, com o objetivo de garantir segurança e conforto aos visitantes.

Para a exposição 1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira da Coleção Andrea e José Olympio Pereira, as visitas mediadas ocorrem, mediante agendamento prévio, aos domingos, segundas, quartas e sextas-feiras, às 12h e às 16h. Nas quintas-feiras e sábados são às 12h. O agendamento prévio pode ser feito aqui bit.ly/ccbbrjeventim.

Lugar de Criação

Para crianças, alunos de escolas e o público em geral, maio reserva atividades em todos os sábados do mês, às 15h, com oficinas do Lugar de Criação, reunindo atividades artísticas de criação e mediação cultural, que estimulam o convívio e o diálogo com as artes e com temas da atualidade. A capacidade é para até 12 pessoas e exige-se agendamento prévio. A classificação indicativa é livre e indicada para crianças acima de 3 anos de idade. Para esta atividade, é emitido um ingresso por CPF, mas, com o mesmo ingresso, o representante pode estar acompanhado por até três pessoas de sua família.

No dia 15 de maio, ocorrerão os Jogos de Arte, com encontros voltados à criação em artes, explorando brincadeiras e jogos de criação que envolvem estratégias das artes visuais, teatro, música, práticas corporais e escrita. No dia 22, vai acontecer a Oficina de Artes, na qual as crianças experimentam materiais.

“São disponibilizados materiais, sons e simulados movimentos voltados para a criação”, disse a gerente-geral. Fechando o mês, o Lugar de Criação oferecerá a Oficina de Histórias, no dia 29, com leitura de livros ilustrados, seguidos pela criação de narrativas inventadas. “São leituras mediadas”.


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Ação busca ajudar famílias de alunos de projeto esportivo na pandemia

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O Instituto Reação, projeto social e esportivo criado pelo ex-judoca Flávio Canto, reiniciou uma campanha para auxiliar os cerca de dois mil alunos da entidade, que tem núcleos no Rio de Janeiro e em Cuiabá, impactados pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). Segundo ele, o objetivo da iniciativa, de nome Ippon no Corona, é arrecadar R$ 600 mil em doações para recargas de R$ 100,00 em cartões alimentação, por três meses, que serão destinados às famílias dos jovens.

“A gente está muito na ponta. O Reação atua com famílias de baixa renda, algumas baixa renda mesmo, então a gente percebe rapidamente as consequências da pandemia. [A opção pelos cartões] nós aprendemos com a Gerando Falcões [organização social que também atua em periferias e favelas]. Facilita a logística, fomenta o mercado local e diminui o risco de contágio”, explicou o medalhista olímpico de bronze nos Jogos de Atenas (2004) à Agência Brasil.

“Dá um aperto no coração pensar que R$ 100,00 são tão relevantes para a família de tanta gente e, ao mesmo tempo, tão pouco para outras. A gente vive o Reação há mais de 20 anos, mas é duro ver que há uma distância tão grande, e com crianças tão queridas e próximas”, completou Canto.

A campanha teve uma primeira edição no início da pandemia, em março do ano passado, com o mesmo intuito. Na ocasião, após a meta de doações ser atingida, a iniciativa foi ampliada para atender famílias de outras regiões do país e reuniu personalidades do esporte como o técnico de vôlei Bernardinho, o surfista Gabriel Medina, o lutador de MMA Rodrigo Minotauro, o velejador Lars Grael, a ex-ginasta Dayane dos Santos, o ex-tenista Gustavo Kuerten, a ex-jogadora de basquete Hortência e o meia Diego Ribas, do Flamengo. A ação ganhou o nome Vencendo Juntos.

“Priorizamos projetos sociais que tivessem o esporte como ferramenta de transformação e conseguimos arrecadar cerca de R$ 4 milhões. A ideia é que, tendo sucesso, a gente amplie novamente [a campanha] para outros projetos que já estão mapeados. Temos priorizado resolver a situação das famílias do Reação nos próximos três meses”, explicou o ex-judoca.

Adaptação

O Reação surgiu em 2003 na favela da Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro, para ensinar judô e promover os valores do esporte a jovens carentes. O projeto se expandiu para outras comunidades da cidade (Cidade de Deus, Tubiacanga, Pequena Cruzada, Rocha Miranda e Solar Meninos de Luz), chegando também a Cuiabá (Cidade Alta e Três Barras). Campeã olímpica em 2016, na categoria até 57 quilos, Rafaela Silva é a principal revelação do instituto.

Por conta da pandemia, o projeto teve de adaptar as atividades ao sistema on-line. O próprio Canto acabou reforçando a equipe de professores nas aulas virtuais de judô.

“Dei aulas de judô nos primeiros 11 anos do projeto e voltei agora. Em março [do ano passado], fizemos uma convocação. Temos desde atletas de quatro anos a medalhistas olímpicos. Como fazer um movimento que pudesse incluir a todos, nesse novo modelo? A gente migrou todo nosso conteúdo para on-line em uma semana. Fomos aprendendo e estamos até hoje nesse modelo híbrido, do qual não pretendemos mais sair, porque você tem uma escalabilidade maior quando usa a tecnologia”, concluiu o ex-judoca.


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Famílias com dívidas em atraso crescem para 67,3% em abril

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A parcela de famílias com dívidas em atraso ou não cresceu no país em abril deste ano para 67,5%. Em março, o percentual era de 67,3%. Os dados foram divulgados hoje (4) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O resultado de abril deste ano é o mais alto desde agosto de 2020, quando também registrou-se um percentual de 67,5%.

Já o percentual de inadimplentes, isto é, aqueles que têm dívidas ou contas em atraso, caiu de abril do ano passado de 25,3% e março deste ano, de 24,4%, para 24,2% em abril deste ano. Essa é a menor taxa desde fevereiro do ano passado, portanto, período pré-pandemia, de 24,1%.

A parcela de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas ficou em 10,4% em abril deste ano, abaixo dos 10,5% de março deste ano mas acima dos 9,9% de abril do ano passado.

O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias foi de 6,8 meses em abril. O tempo médio de atraso na quitação das dívidas pelos inadimplentes está em queda desde dezembro e atingiu 61,4 dias em abril, o menor prazo desde julho de 2020. 

O percentual das famílias que utilizam o cartão de crédito como principal modalidade de dívida voltou a crescer e chegou a um novo recorde de 80,9% do total de famílias, segundo a CNC.


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Juros para famílias crescem para 41% ao ano em março, diz BC

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As famílias pagaram taxas de juros mais altas em março, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas hoje (29), pelo Banco Central (BC). A taxa média de juros para famílias no crédito livre chegou a 41% ao ano, aumento de 0,9 pontos percentuais em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2020, houve queda de 5,4 pontos percentuais nessa taxa.

Nas contratações com empresas, a taxa livre alcançou 13,8% ao ano em março, permanecendo estável em relação ao mês anterior. No ano, houve redução de 2,8 pontos percentuais nos juros às empresas.

De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a redução das taxas na comparação interanual, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, ainda tem efeito da política de redução da taxa básica de juros, realizada pelo BC no ano passado. Em agosto de 2020, a Selic chegou a 2% ao ano, o menor nível desde o início da série histórica do BC, em 1986.

O aumento dos juros para pessoas físicas no mês passado foi, em grande parte, influenciado pelos juros do rotativo do cartão de crédito cobrados pelos bancos, que teve alta de 8,1 pontos percentuais no mês, alcançando 334,9% ao ano. No caso do rotativo regular, quando o cliente paga pelo menos o valor mínimo da fatura, a taxa chegou a 306,2 % ao ano, aumento de 11,1 pontos percentuais. Já a taxa do rotativo não regular dos clientes que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura cresceu 4,6 pontos percentuais em março em relação ao mês anterior e chegou a 356,8 % ao ano.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nesse caso, no cartão parcelado, a alta foi de 0,5 ponto percentual, com a taxa de juros ficando em 167,6 % ao ano.

Já a taxa do cheque especial caiu 3,9 pontos percentuais no mês, chegando a 121% ao ano em março.

Os juros do crédito pessoal consignado subiram 0,1 ponto percentual para 18,9% ao ano. Nos empréstimos não-consignados a taxa ficou em 87,3% em março, aumento de 0,9 ponto percentual em relação a fevereiro. De acordo com Fernando Rocha, o crescimento na taxa do não-consignado se deve pela maior concessão de crédito de empresas financeiras, que têm juros mais altos que os bancos.

Crédito direcionado

Essas taxas são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo, e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa média para pessoas físicas ficou em 6,8% ao ano em março, queda de 0,1 ponto percentual. Para as empresas, a taxa caiu 0,3 ponto percentual para 8,1% ao ano em março.

Inadimplência e saldo

A inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) das famílias, no crédito livre, se manteve estável em 4,1% em março. Assim como das empresas nessa modalidade, que ficou em 1,6%. De acordo com Fernando Rocha, as taxas de inadimplência permanecem nos menores níveis da história.

No mês passado, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 4,104 trilhões, aumento de 1,5% em relação a fevereiro. O crescimento em doze meses da carteira total desacelerou de 16,1%, em fevereiro, para 14,5%, em março. Esse saldo do crédito correspondeu a 54,4% de todos os bens e serviços que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB).

No caso do crédito ampliado ao setor não-financeiro, que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos independente da fonte (bancário, mercado de título ou dívida externa) alcançou R$ 12,5 trilhões, crescendo 1,5% no mês e 16,9% em doze meses. A variação mensal refletiu, principalmente, o crescimento do saldo de empréstimos, tanto aqueles tomados no mercado doméstico quanto aqueles que integram a dívida externa.

Já a variação em 12 meses tem impacto significativo do crescimento da carteira de títulos públicos, que representa 36% do crédito ampliado. De acordo com Rocha, o valor se deve ao aumento da necessidade de financiamento do governo federal para as medidas de enfrentamento da pandemia de covid-19.


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ONU pede continuidade de políticas de suporte para famílias e negócios

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A persistência da pandemia do novo coronavírus e a fragilidade do processo de recuperação econômica apontam a necessidade de se estender a continuidade das políticas fiscais e monetária expansionistas durante 2021, disse a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com a comissão, a dinâmica de crescimento em 2021 não será capaz de compensar a queda na economia em 2020 e estará sujeita a fortes incertezas devido ao acesso desigual às vacinas e ao processo de vacinação.

As informações constam do relatório Panorama Fiscal da América Latina e do Caribe 2021, lançado nesta quarta- feira (21). O documento analisa a dinâmica fiscal na região durante 2020 e traça os principais desafios em 2021.

“A persistência da pandemia e a fragilidade do processo de recuperação econômica faz necessária a extensão destas medidas fiscais durante 2021 e quiçá em 2022, Ainda que esteja claro que as capacidades para manter políticas fiscais e monetárias expansivas são heterogêneas na região”, disse secretária executiva da Cepal, Alicia Bárce.

Segundo o relatório, em 2020 América Latina e Caribe foi a região em desenvolvimento mais afetada pela pandemia da covid-19. Para fazer frente aos efeitos sociais e econômicos da pandemia, os países da região adotaram políticas fiscais expansionistas.

O documento diz que os esforços fiscais em 2020, como a concessão de auxílios e outras medidas de apoio às famílias e socorro a setores produtivos, representaram em média 4,6% do PIB dos países da região.

De acordo com o relatório, a dinâmica do crescimento em 2021 não conseguirá compensar a queda observada na atividade econômica em 2020 nem tampouco reverter os aumentos da pobreza e da desigualdade.

O relatório diz ainda que a retomada do emprego em 2021 será lenta e não permitirá recuperar a forte perda nos níveis de ocupação ocorrida no ano passado. De acordo com o texto, as mulheres são as mais afetadas pela crise, com a estimativa de um retrocesso de 10 anos em sua participação no mercado de trabalho.

De acordo com a secretária executiva, os dois maiores desafios para as políticas fiscais nos países da região são: gerar financiamento para manter o gasto público diante da pandemia e fortalecer a sustentabilidade de uma política fiscal expansionista.

“Ambos os desafios exigem repensar a orientação das políticas de gastos e receitas públicas”, considerou Alicia.

O relatório aponta que a expansão do gasto público para enfrentar a crise e a queda na arrecadação tributária levaram a aumentos nos déficits fiscais e nos níveis de endividamento da região. Com isso, o nível médio da dívida pública bruta dos governos centrais foi de 56,3% do PIB.

Para enfrentar a situação, o relatório aponta a necessidade de promover mudanças na carga tributária para aumentar as receitas fiscais. Uma possibilidade é a aumentar a progressividade, a exemplo do imposto sobre o patrimônio, o que geraria um maior impacto na melhoria da distribuição de renda.

O relatório aponta ainda a necessidade de aumento no financiamento na região, por meio da cooperação internacional para aliviar as dívidas e promover maior liquidez e capacidade de crédito dos países. Para tanto, “é imprescindível que a cooperação internacional, por meio do financiamento para o desenvolvimento, apoie a ampliação do espaço fiscal dos países no curto e médio prazo”, diz a Cepal.


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CNC: intenção de consumo das famílias volta a cair em abril

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O indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou o patamar de 70,7 pontos em abril, o menor nível desde novembro de 2020, quando atingiu 69,8 pontos. Após ajuste sazonal, a série apresentou queda mensal de 2,5%, ante recuperação pontual no mês anterior.

O resultado foi divulgado hoje (20) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que destacou que foi o pior mês de abril da série histórica. Em relação ao mesmo período em 2020, houve retração de 26,1%.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, essa redução no mês de abril é resultado do agravamento da pandemia de covid-19 no país, com medidas mais restritivas de circulação, como fechamento de comércios e cidades inteiras em lockdown.

“É um momento de oscilação, de grande incerteza. Isso se reflete no orçamento familiar, já que o agravamento da pandemia, somado à lentidão da vacinação, acaba gerando pessimismo e cautela no consumo. Acreditamos que, com a imunização em massa da população, o crescimento econômico será retomado e a confiança vai reagir”, disse Tadros, em nota.

Nos indicadores de renda e consumo, houve queda em relação ao mês anterior. A maioria das famílias considerou a renda pior do que no ano passado, com percentual de 41,3% ante 40,3% em março.

Segundo a CNC, a maior parte das famílias também considera que o nível de consumo em abril foi menor do que no ano passado (59,9%), o maior percentual desde novembro (60,4%), ante 58% no mês anterior e 46,9% em abril de 2020.

Também aumentou entre os pesquisados a proporção dos que acreditam que comprar a prazo está mais difícil: 41,7%, o maior percentual desde novembro de 2020, quando foi de 42,2%.


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Inflação para famílias com renda baixa sobe para de 0,82% em março

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O Índice de Preços ao Consumidor–Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação da cesta de compras de famílias com renda até 2,5 salários mínimos, teve inflação de 0,82% em março deste ano. A taxa é maior que as apuradas em fevereiro deste ano (0,40%) e em março do ano passado (0,49%).

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IPC-C1 acumula inflação de 1,38% no ano e de 6,63% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Consumidor–Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda, foi de 1% em março e de 6,10% em 12 meses.

Os grupos de despesas que mais impactaram a inflação medida pelo IPC-C1 foram transportes (3,52%), habitação (0,80%) e saúde e cuidados pessoais (0,52%). Outros grupos com inflação foram despesas diversas (0,30%) e vestuário (0,02%).

Por outro lado, três grupos registraram deflação (queda de preços): alimentação (-0,09%), educação, leitura e recreação (-0,12%) e comunicação (-0,01%).

O IPC-C1 é calculado com base em preços coletados em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.


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Intenção de Consumo das Famílias cresce 0,6% em março

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A Intenção de Consumo das Famílias, medida pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), teve uma alta de 0,6% na passagem de fevereiro para março deste ano. Com isso, o indicador passou para 73,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

Apesar do resultado, este é o pior mês de março desde o início da série histórica, em 2010. Na comparação com março do ano passado, por exemplo, houve uma queda de 26,1%, o 12º recuo neste tipo de comparação.

O índice está abaixo do nível de satisfação (100 pontos) desde maio de 2015, de acordo com a CNC.

Na comparação com fevereiro, cinco dos sete componentes do indicador tiveram alta, com destaque para o momento para a compra de bens duráveis (1,8%). Dois componentes tiveram queda: acesso ao crédito (-0,5%) e nível de consumo atual (-0,6%).

Na comparação com março de 2020, os sete componentes recuaram, com destaque para momento para bens duráveis (-40,2%) e perspectiva de consumo (-32,1%).


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Bolsa família começa a ser pago hoje a 14 milhões de famílias

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Nesta quinta-feira (18), 14.524.150 famílias começam a receber a parcela de março do Bolsa Família. É a maior folha de pagamento já registrada pelo programa, com cerca de 300 mil novas concessões em relação a fevereiro. Hoje também começa a última fase de inclusão bancária na Conta Social Digital. Em março serão incluídas mais de 3 milhões de famílias.

“Atingimos neste mês o número expressivo e inédito de 14,52 milhões de famílias beneficiárias pelo Bolsa Família. Assim, o governo federal vem cumprindo o seu papel de, cada vez mais, proteger a população mais vulnerável e combater a pobreza e a desigualdade social no Brasil, especialmente neste momento delicado da pandemia que o país enfrenta”, observou a secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério da Cidadania, Fabiana Rodopoulos.  

Desde abril de 2020, o número de famílias beneficiárias se mantém acima dos 14 milhões, a maior média da história do Bolsa Família. O valor total de repasses de março supera a cifra dos R$ 2,7 bilhões, com um benefício médio de R$ 186,49. Antes deste mês, maio de 2019 era o que figurava com maior número de famílias contempladas, com 14,33 milhões.

Confira as datas de pagamento do benefício em março:

Bolsa Família, Calendário Bolsa Família, Calendário

Poupança Social Digital

Também nesta quinta, começou a quarta e última fase de inclusão bancária na poupança digital. Neste mês, serão incluídas as famílias com final de NIS 1 e 2, além de povos e comunidades tradicionais como indígenas, quilombolas, extrativistas, população ribeirinha e pescadores artesanais. A estimativa é que a ação alcance mais 3 milhões de famílias apenas neste mês. Ao todo, a iniciativa que começou em dezembro deve beneficiar 9 milhões de famílias.

Com a Poupança Social Digital, os beneficiários passam a contar com serviços bancários e digitais, tendo as opções de saques e de pagamentos de benefícios do programa ampliadas. Além de movimentar o benefício por aplicativo de celular, os beneficiários poderão continuar sacando os recursos por meio do Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão.

“Essa conta representa mais segurança para os beneficiários e ainda vai facilitar a vida de quem tem algum problema de mobilidade ou vive longe das agências bancárias ou dos terminais lotéricos”, prossegue a secretária.

Não é preciso pagar tarifa de manutenção para a poupança digital, nem cadastrar uma nova senha. Um guia rápido com todas as informações sobre o acesso e o uso da Conta Social Digital está disponível na internet.

Nordeste

Na divisão por regiões, o destaque em março de 2021 é o Nordeste, com mais de sete milhões de famílias atendidas e três estados com mais de 1 milhão de contempladas: Bahia, com 1,8 milhão (maior número de beneficiários do país), Pernambuco (1,1 milhão) e Ceará (1 milhão). Na sequência aparecem o Sudeste, com 3,9 milhões, o Norte (1,79 milhão), o Sul (948 mil) e o Centro-Oeste (702 mil).

Como em todos os meses, os pagamentos terão início pelos beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) final 1, seguindo até o dia 31, conforme a tabela abaixo. Para receber o benefício, é preciso estar com informações consistentes e sem pendências no Cadastro Único do Governo Federal.