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Prévia da Sondagem da Indústria tem recuo de 3,5 pontos

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A prévia da Sondagem da Indústria de janeiro indica recuo de 3,5 pontos do Índice de Confiança da Indústria (ICI) na comparação com o resultado de dezembro. Com a queda, passou para 111,4 pontos. Segundo o Instituto Brasilerio de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), que elabora o indicador, se esse comportamento se confirmar, será a primeira retração desde abril de 2020.

Para o Ibre, a retração no resultado prévio da confiança industrial, divulgado hoje (22), no Rio de Janeiro, é reflexo da queda da satisfação sobre o momento presente e piora das expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual cairia 3,2 pontos, indo para 116,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas recuaria 3,6 pontos, passando para 106.

Ainda assim, o dado preliminar do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) apontaria alta de 0,6 ponto percentual (p.p.), para 79,9%. Na avaliação das médias móveis trimestrais, após seis altas consecutivas, o Nuci permaneceria estável em 79,6%.

Para a realização da prévia de janeiro de 2021, foram consultadas 793 empresas entre os dias 1º e 18 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima segunda-feira (28).

 


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Emprego cresce na indústria em um movimento atípico para dezembro

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A pesquisa Sondagem Industrial mostra que, pela primeira vez em dez anos, houve aumento de emprego no mês de dezembro. De acordo com o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado hoje (21), o índice de evolução do número de empregados ficou em 50,5 pontos, acima da linha divisória de 50 pontos, demonstrando crescimento do emprego.

A atividade industrial encerrou o ano relativamente forte, embora os sinais de desaceleração já possam ser percebidos. Segundo a pesquisa, produção industrial caiu em dezembro de 2020, quebrando uma sequência de seis meses consecutivos de crescimento.

O índice de evolução da produção ficou em 46,8 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos, ou seja, reflete queda da produção na comparação com o mês anterior. Os estoques continuam abaixo do planejado e, segundo a CNI, o problema de escassez de insumos, que já havia ganho importância inédita no terceiro trimestre do ano passado, preocupou ainda mais os empresários.

Por outro lado, a utilização da capacidade instalada é a maior desde 2013 para o mês, as expectativas seguem otimistas e a intenção de investimento aumentou. Todos os índices de expectativas estão acima da linha divisória de 50 pontos. “Isso indica que os empresários seguem com expectativa de crescimento nos próximos seis meses da demanda, da quantidade exportada, do número de empregados e da compra de matérias-primas”, explicou a CNI, em comunicado.

A Sondagem Industrial é uma pesquisa de opinião empresarial, mensal, que apresenta a tendência da atividade industrial e as expectativas dos empresários. É elaborada em parceria com 25 federações de indústria e gera resultados por porte de empresa, regiões geográficas e setores de atividades das indústrias extrativa e de transformação.

Para esta edição, foram entrevistadas 1.887 empresas, sendo 741 de pequeno porte, 669 de médio porte e 477 grandes empresas, entre 4 e 15 de janeiro. A pesquisa Sondagem Industrial completa está disponível na página da CNI.


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CNI: faturamento da indústria cai pela primeira vez em sete meses

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Pela primeira vez em sete meses, a indústria faturou menos. Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada hoje (18) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o faturamento real do setor caiu 1,2% em novembro na comparação com outubro, descontando a inflação.

Em relação a novembro de 2019, o indicador, que registra o valor vendido pela indústria, cresceu 6,8%. No acumulado de janeiro a novembro de 2020, no entanto, o faturamento passou a recuar, registrando queda de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desde maio, o faturamento da indústria vinha crescendo, após registrar queda recorde em abril por causa do início da pandemia de covid-19. Apesar do recuo em novembro, a CNI informou que o setor passa por uma desaceleração e que o resultado de apenas um mês é insuficiente para indicar se o ciclo de crescimento acabou.

A própria pesquisa apontou que, apesar do recuo no faturamento, outros indicadores continuaram a crescer, como o nível de emprego, que subiu 0,4% em novembro em relação a outubro. Esse foi o quarto mês seguido de crescimento do emprego no setor. O número de horas trabalhadas aumentou 0,8% na mesma comparação.

“Os indicadores mostram que a indústria continua crescendo, mas em um ritmo muito menor. Podemos dizer que isso era esperado. Houve uma recuperação muito rápida da pandemia e o nível de produção já está maior do que antes da crise. Praticamente voltamos ao início do ano passado, quando o crescimento não era muito elevado e ainda temos um nível de incerteza muito mais elevado”, destacou, em nota, o gerente-executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca.

Capacidade instalada

Outro indicador, a utilização da capacidade instalada (UCI), também recuou, de 80,1% em outubro para 79,9% em novembro. Assim como no caso do faturamento, essa foi a primeira retração desde maio. Apesar da queda, a CNI informou que a UCI continua acima do registrado em novembro de 2019 (78,3%).

A CNI informou que o recuo da utilização da capacidade instalada não indica fim do crescimento, mas desaceleração. “O recuo registrado em novembro não significa uma reversão do crescimento industrial, mas reforça a conclusão de redução do ritmo de crescimento”, escreveu a entidade em comunicado.


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IBGE: indústria cresce em dez dos 15 locais pesquisados em novembro

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A produção industrial cresceu em dez dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-Regional), em novembro. A média nacional ficou em 1,2% de crescimento e oito dessas altas superaram esse percentual: Bahia (4,9%), Rio Grande do Sul (3,8%) Amazonas (3,4%), Região Nordeste (2,9%), Santa Catarina (2,8%), Ceará (1,7%), Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,5%). Os outros locais com índices positivos foram o Paraná (1,2%) e Minas Gerais (0,6%). As quedas mais acentuadas foram no Pará (-5,3%) e em Mato Grosso (-4,3%), além de Pernambuco (-1,0%), Espírito Santo (-0,9%) e Goiás (-0,9%). Os dados foram divulgados hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O Pará teve três meses de resultados negativos e por isso saiu do grupo que tinha ultrapassado o patamar antes da pandemia”, completou o gerente da pesquisa Bernardo Almeida.

De acordo com a pesquisa, o local que exerceu a maior influência no resultado da indústria nacional, que foi São Paulo, teve alta de 1,5% em novembro, depois da retração de 0,5% em outubro e cinco meses de crescimento entre maio e setembro, quando acumulou alta de 47%. Almeida informou que as influências positivas na indústria paulista foram do setor de veículos e do setor de máquinas e equipamentos.

Para o gerente, a queda de 0,5% na indústria paulista em outubro mostra que já passou o período de compensação das perdas resultantes de paralisações devido à pandemia. “Todo aquele pique de produção para a recuperação já passou. Agora, o ritmo que temos é o que já estava antes da pandemia, mais cautelosa e gradual. Demonstra toda a parcimônia e moderação da indústria em relação à conjuntura em que ela está introduzida, com desemprego, diminuição do número de contratações e falta de abastecimento de insumos que a pandemia está causando pelas medidas sanitárias dentro das plantas produtivas”, observou.

De acordo com Almeida, essas incertezas dificultam também a tomada de investimentos e indiretamente influenciam as decisões de consumo das famílias. “Tudo isso, gera essa conjuntura e incertezas que fazem o ritmo de produção ir se graduando. Esse menos 0,5% não é muito surpresa, até porque, com os resultados que a gente vem observando, não se pode dizer que esse crescimento que se deu em meses anteriores era uma retomada. É uma compensação do que foi perdido. Agora sim é que começamos a visualizar o real movimento da indústria com efeitos menores das paralisações que tiveram no início do ano”, concluiu.

A segunda influência positiva ocorreu na produção industrial gaúcha, que também alcançou o segundo maior resultado. Foi a sétima alta consecutiva, o que gerou um acumulado de 67% entre maio e novembro. O gerente comentou que o desempenho do Rio Grande do Sul foi obtido com boa participação do setor de couro, artigos de viagens e calçados. Com a alta em novembro influenciada pelo setor de bebidas, o Amazonas eliminou a queda de 0,7% registrada em outubro.

Também com o resultado de novembro, a Bahia voltou a crescer após ter registrado queda em outubro (-0,1%), o que resultou na terceira influência positiva no resultado geral e a maior taxa no absoluto. “Esse aumento em novembro na Bahia foi impulsionado pelo resultado do setor de celulose e do setor de bebidas”, disse.

Entre os locais pesquisados, a Região Nordeste (2,9%), Santa Catarina (2,8%), Ceará (1,7%), Rio de Janeiro (1,6%) mostraram avanços mais intensos do que a média nacional (1,2%). Embora não tenham superado a média nacional, Paraná (1,2%) e Minas Gerais (0,6%) também apresentaram altas.

O Pará registrou a maior queda em termos absolutos (-5,3%) e a principal influência negativa em novembro. “É a terceira taxa negativa consecutiva da indústria paraense, com perda acumulada de 10,4%”, informou. Segundo Almeida, o resultado foi impactado pelo setor extrativo, que concentra cerca de 88% de toda produção industrial do estado, e pelo setor de alimentos.

Mato Grosso (-4,3%) foi o outro estado entre os maiores resultados negativos de novembro. O estado voltou a recuar após crescer 0,8% em outubro. O principal componente da queda foram os resultados negativos dos setores de alimentos, muito influente na indústria local, e de derivados do petróleo e biocombustíveis. Pernambuco (-1,0%), Espírito Santo (-0,9%) e Goiás (-0,9%) também apresentaram quedas em novembro.

Amazonas (14,9%), Santa Catarina (9,5%), Ceará (7,5%), Minas Gerais (6,2%), São Paulo (6%), Paraná (5,9%), Rio Grande do Sul (5,2%) e Pernambuco (1,8%), superaram o patamar de fevereiro, ou seja, de pré pandemia.

Na comparação com novembro do ano anterior, a produção industrial cresceu 2,8%. Nesse período dez dos 15 locais pesquisados apresentaram avanços. As maiores altas foram no Paraná (14,0%), Santa Catarina (11,1%) e Pernambuco (10,0%). Rio Grande do Sul (8,7%), Amazonas (7,8%), Ceará (6,0%), Minas Gerais (5,2%), São Paulo (4,7%) e Região Nordeste (3,0%) também apresentaram taxas maiores que a média nacional. A Bahia (1,0%) completa a lista dos locais com alta.

Bernardo Almeida destacou que o cenário de incertezas que marcava o ritmo de produção antes da pandemia influenciou o ano de 2020 e com a covid-19 o sentimento de cautela se acentuou. Esse movimento provoca uma base de comparação baixa de 2020 em relação a 2019. Com isso, segundo o gerente da PIM, a base de comparação de 2020, como também os efeitos de conjuntura político econômica, vem se refletindo nos índices mensais.

Para Almeida, com a virada para 2021, é que se vai poder avaliar como será o comportamento da produção industrial saindo de um ano em que a pandemia atingiu bastante o setor. “Não digo retomada até porque o patamar em âmbito nacional, ainda está muito a quem do pico que a produção pode atingir. A indústria ainda caminha um passo gradual e cautelar, justamente, pelas incertezas de que toda a conjuntura ainda vai se desdobrar, agora, que a gente está saindo do ano que realmente afetou bastante a indústria. Temos que esperar um pouquinho para saber se vai continuar com crescimento ou com o ritmo cautelar que a gente observa desde o ano anterior”, explicou.


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IBGE: indústria cresce 1,2% em novembro, sétima alta consecutiva

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Pelo sétimo mês seguido, a produção da indústria nacional cresceu frente ao mês anterior, com alta de 1,2% em novembro contra outubro. Entretanto, de janeiro a novembro de 2020, o setor registrou perda de 5,5%. No acumulado em 12 meses, a queda foi de 5,2%. Mesmo com o desempenho positivo recente, a produção industrial ainda se encontra 13,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra ainda que, em relação a novembro de 2019, a indústria avançou 2,8%.

Segundo o IBGE, todas as grandes categorias tiveram alta frente a outubro, com destaque para bens de capital (7,4%) e bens de consumo duráveis (6,2%), que apresentaram as maiores taxas positivas. É o sétimo mês seguido de expansão na produção em ambas as áreas, com acúmulo de 129,7% na primeira e 550,7% na segunda. As duas categorias estão acima do patamar pré-pandemia de covid-19: 12,2% e 2,7%, respectivamente.

Ainda na comparação com outubro, bens de consumo semi e não duráveis (1,5%) e bens intermediários (0,1%) também cresceram em novembro, revertendo as quedas de 0,1% e 0,4%, respectivamente, no mês anterior.

Avanço é analisado

Para o gerente da pesquisa, André Macedo, o resultado de novembro mostra a manutenção do quadro dos últimos meses. “O avanço é quase o mesmo do mês anterior e faz com que o setor siga ampliando o aumento com relação ao patamar pré-pandemia. E houve um predomínio no crescimento, ou seja, todas as categorias e a maior parte das atividades tiveram aumento”, disse, em nota.

“O setor de veículos automotores, reboques e carrocerias segue sendo a maior influência da indústria nacional. Com a alta de 11,1% apresentada em novembro frente a outubro, a atividade, após quedas nos meses críticos da pandemia, acumula expansão de 1.203,2% em sete meses consecutivos, superando em 0,7% o patamar de fevereiro”, informou o IBGE.

De acordo com o instituto, o crescimento do setor também se reflete em outros ramos, já que a produção de veículos influencia  atividades como metalurgia, com estímulo da produção de aço, e outros produtos químicos, área que engloba tintas de pintura, por exemplo. Ambas tiveram alta em novembro, de 1,6% e 5,9%, respectivamente. “É a tendência deste período de retomada da produção após os meses mais rigorosos de isolamento”, afirmou Macedo sobre o crescimento no setor de veículos.

Outras atividades que deram contribuições positivas ao resultado de novembro foram confecção de artigos do vestuário e acessórios (11,3%), máquinas e equipamentos (4,1%), impressão e reprodução de gravações (42,9%), couro, artigos para viagem e calçados (7,9%), bebidas (3,1%), produtos de metal (3,0%) e outros equipamentos de transporte (12,8%).

Entre as nove atividades que tiveram queda em novembro, os principais impactos negativos foram produtos alimentícios (-3,1%), com redução de 5,9% em dois meses consecutivos de queda, eliminando a expansão de 4% registrada entre julho e setembro; indústrias extrativas (-2,4%), com o terceiro mês seguido de queda na produção, com perda acumulada de 10,4%; e produtos farmoquímicos e farmacêuticos, queda de 9,8%, interrompendo dois meses de resultados positivos consecutivos.


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IBGE: inflação na indústria desacelera para 1,39% em novembro

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Os preços da indústria subiram 1,39% em novembro de 2020 em relação ao mês anterior. Apesar da alta, houve desaceleração em relação ao resultado de outubro, quando o índice registrou a maior alta da série histórica (3,41%), iniciada em 2014.

A inflação na indústria em novembro foi a menor observada em cinco meses, mas o indicador já registra 16 altas consecutivas e elevações históricas nos acumulados do ano (18,92%) e dos últimos 12 meses com 19,69%.

Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação dos preços de produtos na porta da fábrica, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação, divulgados hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os valores acumulados são os maiores de toda a série do IPP iniciada em janeiro de 2014.

Segundo o IBGE, em novembro, 19 das 24 atividades analisadas apresentaram variações positivas na comparação com o mês anterior. Mas a atividade alimentar (2,76%) foi a principal responsável pela elevação do índice.

“O setor representa cerca de 25% do peso do IPP, porém, em novembro, ao juntar a variação com o peso, a contribuição no resultado foi de 0,71 ponto percentual dentro dos 1,39%, ou seja, um pouco mais da metade do resultado. Esse já é o quinto aumento consecutivo de preços dos alimentos, que acumulam, no ano, crescimento de 32,01%, o maior desde 2010, e, em 12 meses, de 35,19%”, disse, em nota, o gerente do IPP, Manuel Souza Neto.

De acordo com o gerente, mesmo com o recuo do dólar em novembro (3,7% em relação a outubro), o mercado externo continuou causando impacto nos preços do setor, mas também houve influência de fatores atrelados ao mercado interno.

“No caso do leite, por exemplo, a oferta nas bacias leiteiras foi muito instável, em um ano no qual o clima não foi propício, e a demanda também se manteve instável por causa do isolamento social. Outros produtos entre os que mais influenciaram o resultado, como os derivados de soja e cana de açúcar, tiveram impacto da entressafra, em um ambiente de alta de preços no mercado externo”, afirmou o pesquisador.

Outras atividades que tiveram influência no resultado do IPP foram móveis (4,03%), borracha e plástico (3,58%) e fumo (-2,91%).

As indústrias extrativas, que haviam acumulado sete resultados positivos até outubro, tiveram variação negativa em novembro (-2,05%). Com isso, o índice acumulado no ano para essa atividade recuou de 50,31%, em outubro, para 47,23%, em novembro. E, no acumulado em 12 meses, houve também recuo:de 53,64% para 43,52%.

A indústria química (0,79%) apresentou o quinto aumento consecutivo, mas a menor variação positiva no ano. O setor acumulou variação positiva de 23,04% de janeiro a novembro de 2020. Em 12 meses, a atividade alcançou 20,90% de alta.


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Indústria do RJ recuperou metade dos empregos no pico da pandemia

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A indústria fluminense perdeu 36 mil empregos entre março e junho e recuperou mais de 18 mil entre julho e novembro, segundo levantamento divulgado hoje (28) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Com o resultado, a recuperação de postos de trabalho chegou a 51,3%, contabiliza a federação.

O mês de novembro foi o quinto mês seguido em que as contratações superaram as demissões na indústria do estado. De acordo com a Firjan, foram abertas 3.286 vagas no mês, e os setores de destaque foram na construção civil (+891), confecção de artigos do vestuário e acessórios (+520), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+462) e de fabricação de produtos alimentícios (+347).

Antes do pico da pandemia, a indústria do Rio de Janeiro havia gerado 2 mil vagas de trabalho em fevereiro, resultado que foi rapidamente revertido em março, quando 4 mil postos de trabalho foram perdidos. O pior mês do ano foi abril, quando foram fechadas 19 mil vagas e, em maio e junho, o saldo do setor foi de 11 mil e 2 mil trabalhadores a menos, respectivamente.

Somente em julho, a balança foi a favor da geração de vagas, com 1 mil postos de trabalho a mais que no mês anterior. Em agosto, setembro e outubro, a indústria gerou mais de 4 mil vagas por mês, ritmo que caiu para 3,2 mil vagas em novembro.

No acumulado do ano, a indústria do estado do Rio de Janeiro perdeu 15.908 postos de trabalho, sendo -6.984 vagas somente na capital. O pior resultado acumulado, entretanto, está no Norte Fluminense, onde 7.068 vagas foram fechadas até novembro, mês em que o saldo também foi negativo, com a perda de 349 postos de trabalho.

O levantamento da Firjan tem como base os dados disponibilizados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Comércio e Serviços

Segundo a federação, a recuperação do mercado de trabalho na indústria foi menos intensa que no comércio, setor em que a geração de vagas entre julho e novembro correspondeu a 67% das que foram perdidas entre março e junho. No setor de serviços, apenas 8% das vagas fechadas foram recuperadas.

Na análise do mercado como um todo, o estado do Rio teve em novembro o quarto mês seguido de saldo positivo de vagas, com 32.673 novos postos de trabalho abertos. O resultado de novembro supera o dos três meses anteriores: outubro com 16.089; setembro, 9.449 e agosto, 5.230.

Cerca de metade das vagas de trabalho foram abertas na capital com 16.226. A Baixada Fluminense com 5.721; o  Leste Fluminense, 5.302 e o Sul Fluminense, 2.628.


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Índice de Confiança da Indústria atinge maior nível em dez anos

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O Índice de Confiança da Indústria (ICI), divulgado hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), registrou em dezembro o maior valor desde maio de 2010, quando ficou em 116,1 pontos. Com o avanço de 1,8 ponto este mês, o ICI atingiu 114,9 pontos e fechou o quarto trimestre de 2020 com média de 113,1 pontos, 14,7 pontos a mais do que a média do terceiro trimestre, que ficou em 98,4.

De acordo com a economista da FGV Ibre Renata de Mello Franco, o Índice de Confiança da Indústria de Transformação encerra o ano com um desempenho surpreendente, após “atingir o fundo do poço” em abril.

“A recuperação da confiança, impulsionada pelos bens intermediários, indica que o setor está em uma conjuntura favorável, com aceleração da demanda e estoques ainda em nível considerado baixo. Além disso, o Nuci [Nível de Utilização da Capacidade Instalada] mostrou aumento relevante, voltando, após mais de cinco anos, a patamar próximo à sua média histórica”.

Apesar da queda de 0,4 ponto percentual no Nível de Utilização da Capacidade Instalada, para 79,3%, o segundo mês seguido com resultado negativo, a média do Nuci do quarto trimestre ficou em 79,6%, 4,3 pontos percentuais acima da média do terceiro trimestre.

Por outro lado, Renata destaca que o resultado do mês confirma a tendência de desaceleração das taxas de crescimento dos indicadores, tanto de momento atual quanto das perspectivas futuras. “Apesar das expectativas em geral indicarem otimismo, a incerteza elevada, a falta de matérias primas, a elevação de preços e a cautela dos consumidores têm deixado os empresários cautelosos em relação ao segundo trimestre”.

O aumento da confiança foi verificado em 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados em dezembro, sendo que 17 deles ficaram acima do nível registrado em fevereiro, antes da pandemia de covid-19 se instalar no Brasil. O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 1,7 ponto, chegando a 119,9 pontos, o maior valor da série. O Índice de Expectativas (IE) também subiu 1,7 ponto, para 109,6 pontos, o maior valor desde maio de 2011.

O indicador do nível dos estoques aumentou 3,1 pontos, chegando ao novo recorde de 129,3 pontos. Apresentaram queda a parcela de empresas que consideram os estoques insuficientes, passando de 15,7% para 14,6%, e também as que avaliam os estoques como excessivos, de 8,0% para 6,5%.

Houve melhora de 3,0 pontos no indicador da demanda, para 115,9 pontos, ficando no maior patamar desde setembro de 2008. Esse índice foi influenciado pela demanda de bens intermediários e de consumo não duráveis. Já o indicador da situação atual dos negócios caiu pelo segundo mês seguido, fechando dezembro em 112,6 pontos. O nível ainda é considerado alto em termos históricos.

A FGV registrou otimismo dos empresários, com o ambiente de negócios nos próximos seis meses passando de 104,4 pontos para 106,8 pontos. É o maior valor desde abril de 2013, quando o indicador ficou em 107,9 pontos. A parcela de empresas que preveem melhora passou de 49,0% para 51,2%, e as que projetam piora caíram de 8,2% para 7,8%. O indicador de produção prevista subiu 1,6 ponto e o de emprego aumentou 0,8 ponto.


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Ipea prevê crescimento de indústria, comércio e serviços em novembro

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A produção industrial deve crescer 1,8%, as vendas no comércio 1,7% e o volume de serviços 2,5% no volume de serviços. As estimativas da atividade da economia em novembro são da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Dimac /Ipea). Os números estão na análise trimestral da conjuntura econômica do país chamada de Visão Geral, divulgada hoje (21) pelo Ipea.

Segundo o diretor da Dimac, José Ronaldo Souza Júnior, o trimestre caminha para continuidade de retomada, só que em ritmo menor do que era de se esperar. O efeito que ocorreu no terceiro trimestre, que tinha uma base de comparação muito baixa do período anterior referente ao auge da crise, já não existe. “É de se esperar que agora a gente tenha um crescimento menor por conta disso, a base de comparação já não é tão baixa mais”, observou, em entrevista à Agência Brasil.

Projeções

De acordo com o Ipea, o PIB (Produto Intern o Bruto)agropecuário pode registrar crescimento de 2,3% em 2020 e de 1,5% para 2021. Já a indústria, com queda de 3,5% agora, pode ter de alta de 5% no próximo ano. O PIB dos serviços, que deverá cair 4,7% em 2020, tem perspectiva de expansão de 3,8% no ano que vem. As previsões levam em conta a expectativa de imunização em massa da população contra a covid-19.

Conforme a avaliação do Ipea, desde setembro a economia brasileira tem se caracterizado por fortes contrastes neste ano. Enquanto a produção e as vendas tiveram reação surpreendente aos reflexos da pandemia, se observou uma recuperação desigual entre setores, com a indústria e o comércio em níveis médios acima do período pré-crise e os serviços ainda significativamente abaixo.

A volta do aumento no número de casos de covid-19 é mais um fator de risco para a continuidade do processo de recuperação econômica. A avaliação é que a evolução da crise sanitária pode levar alguns estados ou municípios a retomarem medidas de restrição a certas atividades econômicas e sociais, o que resultará na desaceleração da retomada em alguns segmentos, notadamente no setor de serviços.

“O recrudescimento da pandemia coloca um risco maior, especialmente, para o início do ano que vem para a indústria e os serviços, que têm indicadores conjunturais apontando para recuperação”, afirmou o economista.

Gastos

O desempenho da economia continua relacionado à incerteza epidemiológica da covid-19 e ao risco fiscal em 2021. Segundo o economista, na esteira da crise sanitária houve um aumento muito forte de gastos, principalmente com transferência de renda. O país já atravessava situação frágil em termos fiscais e com o gasto necessário para o combate da crise houve uma piora grande nos indicadores de endividamento do Brasil. O Ipea estimou crescimento de 3,8% no PIB de serviços em 2021, levando em consideração o tratamento da questão fiscal já no início do ano que vem, fundamental para a retomada; e ainda o quadro de vacinação.

“Obviamente ela [a retomada] depende desse tipo imunização porque vários setores estão ainda com problemas para funcionar por conta dessas restrições espontâneas ou obrigatoriamente por causa da covid-19. Mesmo que se liberasse, vários setores teriam baixa demanda como estão tendo hoje porque têm pessoas que não querem correr riscos. Turismo e lazer estão sofrendo muito embora alguns estejam retomando aos poucos”, ressaltou.

PIB

Para 2021, o Ipea estimou o crescimento do PIB em 4,0%, porque apesar do grau de incerteza, que ainda se mantém alto, o resultado pode ser alcançado ao se considerar a retomada da consolidação fiscal. “O cálculo é média contra média e a média desse ano ficou muito baixa, porque o primeiro trimestre foi muito ruim. No segundo trimestre teve uma recuperação muito grande, mas termina o ano no nível muito mais alto do que na medida. Mesmo que não tenha um crescimento enorme ao longo do ano que vem isso tende a dar uma média contra média em que a gente projeta em 4%, uma alta significativa que reduz a maior parte das perdas deste ano”, disse Souza Júnior.

O PIB deve fechar em queda de 4,6% neste ano. Em setembro, a previsão do Ipea era de recuo de 5% e para o ano que vem alta de 3,6%. “A gente vai chegar em um nível mais alto já no fim do ano, então, isso melhora, o que a gente chama de carregamento estatístico, e vai ficar em um nível melhor que o previsto anteriormente.”

Inflação

O Grupo de Conjuntura do Ipea revisou a taxa de inflação de 3,5% para 4,4% em 2020. A expectativa é que os preços dos serviços encerrem o ano com alta de 2,0%. Para os preços monitorados a previsão é de variação positiva de 2,5%, e os bens livres, exceto alimentos, de 2,6%. Já em relação a 2021, a projeção de inflação saiu de 3,3% para 3,4%.


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Boletim ao vivo | Indústria é condenada por pagar bônus a empregados que não fizeram greve

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A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Pirelli Pneus Ltda., de Feira de Santana (BA), a indenizar um operador de máquinas que não recebeu uma bonificação concedida apenas a empregados que não aderiram a uma greve realizada em junho de 2016. Para a Turma, a conduta evidencia uma “sofisticada conduta antissindical”, com a intenção de frustrar a greve.

Entenda o caso na reportagem com Michelle Chiappa.