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Polícia Civil corrige número de mortos no Jacarezinho

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A Polícia Civil corrigiu a lista com o número de mortos na operação realizada na Favela do Jacarezinho, na quinta-feira (6). A informação que havia sido passada neste sábado (8), de 29 pessoas mortas, incluindo o policial civil André Leonardo Frias, posteriormente foi corrigida para 28 óbitos, em nota divulgada na noite de ontem.

“A Polícia Civil informa que 27 criminosos e o inspetor de polícia André Leonardo de Mello Frias morreram na operação. O equívoco aconteceu por conta de dois corpos que não estavam identificados no hospital, mas que já tinham sido identificados pela Delegacia de Homicídios; o que causou a contagem dupla.”

A Polícia Civil e o governo do Rio negaram ter havido execuções durante a operação e sustentaram que os mortos eram ligados ao tráfico de drogas, embora a ação seja questionada por organizações de direitos humanos e por moradores da comunidade.


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Número de mortos em operação no Jacarezinho sobe para 29

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou hoje (8) que subiu para 29 o número de mortos na operação policial realizada na última quinta-feira (6) na favela do Jacarezinho, na zona norte da capital.

A polícia divulgou apenas a identidade do inspetor de polícia André Leonardo de Mello Frias, de 48 anos, e afirmou que os outros 28 mortos eram criminosos.

Considerada a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, a operação policial foi realizada para desarticular uma quadrilha de traficantes de drogas que, entre outros crimes, era suspeita de aliciar menores de idade.

Defensores dos direitos humanos questionam a legalidade da operação, que também despertou a preocupação da Ordem dos Advogados do Brasil, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e do o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos. As três instituições pediram investigações rigorosas e imparciais e ressaltaram o compromisso do Estado no respeito aos direitos humanos.

Responsável por fiscalizar a legalidade da ação, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota em que informa que está investigando as circunstâncias das mortes ocorridas durante a operação.

“Todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis em decorrência dos fatos ocorridos estão sendo tomadas pelo MPRJ”, diz o texto, que informa que a promotores estiveram presentes na comunidade, acompanhando os desdobramentos da operação. “Cabe destacar ainda que o MPRJ acompanha a perícia nos corpos das pessoas mortas durante a intervenção policial”, informou a nota.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, defendeu a Polícia Civil e afirmou na noite de ontem que a operação foi “o fiel cumprimento de dezenas de mandados expedidos pela Justiça.”

Já uma nota conjunta assinada por entidades como a Anistia Internacional no Brasil, a Justiça Global, o Instituto Marielle Franco e o Movimento Negro Unificado classifica a operação como um massacre. Defensores de direitos humanos, moradores de favelas e familiares de vítimas de violência policial realizaram protestos ontem (7) contra as mortes.


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Número de mortos na favela do Jacarezinho sobe para 28 

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A Polícia Civil confirmou que subiu para 28 o número de mortos na operação de ontem (6) na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio. O número foi ampliado, depois que três vítimas que deram entrada em hospitais públicos foram levadas hoje (7) para o Instituto Médico Legal (IML).  

Antes o número de mortos era de 25, entre eles o policial civil André Leonardo Frias, 48 anos, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), morto com um tiro na cabeça quando desceu do carro blindado, junto com outros cinco policiais, porque o carro ficou impedido de seguir pela favela por causa de uma barricada colocada pelo tráfico no caminho. 

O disparo que matou o policial partiu de uma espécie de bunker, com furos no muro para passar o cano de armas de guerra, e aconteceu no momento em que a equipe chegava na comunidade, por volta das 6h.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Estado do Rio de Janeiro (OAB-RJ), manifestou uma grande preocupação com o resultado da operação policial no Jacarezinho. Segundo a entidade, o número de vítimas coloca essa ação policial entre as mais letais da história do estado.

A OAB-RJ, disse em nota que operações de enfrentamento ao crime organizado são necessárias, mas devem ser feitas com inteligência e planejamento. “Salientamos que o norte permanente da atuação das forças de segurança deve ser a preservação de vidas, inclusive a dos próprios policiais”, diz a entidade.

A nota diz ainda que, independente das circunstâncias, as forças de segurança devem cumprir suas funções respeitando os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal. “Nunca será aceitável que um braço do Estado opere acima das leis”. A Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB-RJ está acompanhando o caso.

MPRJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) está investigando as circunstâncias das mortes na ação policial no Jacarezinho para apurar se houve violações a direitos durante a operação.

“Todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis em decorrência dos fatos ocorridos estão sendo tomadas pelo MPRJ, que na data de ontem esteve presente na comunidade, acompanhando os desdobramentos da operação. Cabe destacar ainda que o MPRJ acompanha a perícia nos corpos das pessoas mortas durante a intervenção policial”, informou a nota.

Os promotores estão recolhendo relatos e outros elementos para subsidiar as investigações. “Dentre esses elementos, foram recebidas comunicações de cidadãos, instituições, associações e coletivos, trazendo relatos, imagens e vídeos da operação, que foram imediatamente levados ao conhecimento da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital, responsável pelo procedimento investigatório”.


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MEC FM tem aumento de quase 40% no número de ouvintes

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A rádio MEC FM, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), registrou, em março deste ano, o melhor desempenho no número de ouvintes desde setembro de 2013: 5.430 ouvintes por minuto*. A estatística representa um aumento de 39% na audiência em comparação ao mesmo período de 2020.

De acordo com o gerente da MEC FM, Thiago Regotto, o desempenho se deve, sobretudo, à singularidade da programação da rádio. “A MEC FM apresenta um repertório que nenhuma rádio toca. Vamos da música clássica ao jazz, passando pelo choro e a programação infantil. Em um período em que as pessoas estão mais em casa, adequamos o ritmo da programação diária para este novo momento do ouvinte, entendendo que as pessoas precisavam muito desta companhia da rádio, uma leveza nas nossas vidas”, diz.

Segundo Regotto, a MEC FM tem a missão de levar ao público tudo que não é apresentado pelas outras emissoras. “Faz diferença no dial, dando acesso a uma infinidade de bens culturais, do Brasil e do exterior”, explica. Esse é exatamente o papel de uma rádio pública dentro de uma empresa de comunicação pública como a EBC. “Quem faz rádio tem que entender as pessoas e as cidades para onde se fala. A emissora fala diariamente para milhares de pessoas, mas tem que fazer diariamente um exercício interno de ouvir e entender esta audiência.”, afirma o gerente.

MEC FM: 38 anos de história

A MEC FM é uma rádio de música clássica, com 80% da programação dedicada ao repertório da música medieval à produção atual, brasileira e internacional. O aniversário de 38 anos da emissora é na próxima segunda-feira (10). Acesse o site da Rádio MEC FM.

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*Fonte: Kantar IBOPE Media | EasyMedia4 | Praça: GRJ | Variável: IA# | Período: 03/2021 e 01/01 a 12/2020
 


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SP: estudo mostra queda do número de nascimentos no estado em 2020

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Estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) lançado hoje (5), com base em informações das estatísticas do Registro Civil, mostra que houve decréscimo no número de nascidos vivos em 2020 no estado de São Paulo. Em 2020, nasceram no estado cerca de 550 mil crianças, 31 mil a menos que no ano anterior.

Como consequência, a fecundidade também se reduziu na última década no estado, passando de 1,7 filho por mulher para 1,6, entre 2010 e 2020, com reflexos na estrutura etária da população, em especial na parcela mais jovem.

A redução no número de nascidos vivos em 2020 também é observada na comparação mensal, sendo sempre menor em relação ao mesmo mês de 2018 e de 2019. Já a sazonalidade entre os meses do ano se manteve, com mais nascimentos entre março e maio e menor número em outubro e novembro.

No ano passado, foram registrados 50 mil nascimentos em março, 2,7 mil a menos do que no mesmo mês de 2019. Já em outubro nasceram 42 mil crianças, 1,7 mil a menos do que no ano anterior.

A razão de sexo entre os recém-nascidos também se manteve: hoje está em 105 meninos para 100 meninas, tendência que, segundo a fundação, também é notada em outros países. Em 2019 e 2020, o número de nascidos vivos do sexo masculino caiu de 296 mil para 282 mil, enquanto o do sexo feminino diminuiu de 284 mil para 268 mil, mantendo a relação entre meninos e meninas.

Um destaque no levantamento foi a redução na proporção de mães com menos de 20 anos, que passou de cerca de 15% para 9,7%, entre 2010 e 2020, e o aumento do grupo com mais de 30 anos, passando de 34% para 43%, no mesmo período. O grupo de 20 a 29 anos, apesar de também apresentar decréscimo, mantém-se com a proporção mais elevada, de 46,8%.

A estrutura etária não é homogênea nos municípios paulistas e varia de acordo com a estrutura e vulnerabilidade de cada território. Em geral, o número de mães mais jovens é maior nas cidades onde a fecundidade é mais elevada e a vulnerabilidade socioeconômica, maior. Nessas localidades, no sul e no sudoeste do estado, registram-se proporções mais altas de mães com menos de 20 anos e de 20 a 29 anos, e mais baixas de mães com mais de 30 anos.

No outro extremo, encontram-se os municípios que apresentam distribuição etária mais envelhecida, onde a proporção de mães com mais de 30 anos é superior a 40%, enquanto a das mais jovens é inferior a 10%. Nesses municípios, localizados predominantemente ao norte e a leste do estado, a fecundidade atingiu níveis mais baixos e a população se caracteriza por vulnerabilidade mais baixa.


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Número de cervejarias registradas no pais aumentou 14,4% em 2020

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O número de cervejarias está aumentando no Brasil. De acordo com o Anuário da Cerveja 2020 divulgado hoje (30) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), existem 1.383 cervejarias registradas no Brasil. O número é 14,4% maior do que o registrado no ano anterior.

Segundo o levantamento, só no ano passado foram registradas 204 novas cervejarias no país, enquanto 30 foram canceladas – o que dá um saldo positivo de 174 novas cervejarias no ano. Além disso, pela primeira vez todos as unidades federativas possuem, em seu território, pelo menos uma cervejaria, após ser aberta a primeira fábrica desse tipo de produto no Acre.

As regiões Sul e Sudeste continuam sendo as que concentram o maior número de cervejarias, com 85,6% do total de empreendimentos desse tipo registrados no Ministério da Agricultura.

O Anuário da Cerveja 2020 aponta que o Piauí foi o estado que obteve maior crescimento de cervejarias (200%), seguido da Paraíba, que apresentou uma alta de 60%. No caso dos municípios, o maior crescimento foi o registrado em Ribeirão Preto (aumento de 50%) e São Paulo (44%).

O número de municípios com cervejarias aumentou em 5%, chegando a 609 em 2020, informa o anuário que apresenta, também, um levantamento que calcula a densidade por habitantes.

“Nesse quesito, o estado de Santa Catarina aparece em primeiro lugar, com 41.443 habitantes por cervejaria registrada. Em nível municipal, nove dos 10 municípios com maior densidade por habitante estão no Rio Grande do Sul, com destaque para Santo Antônio do Palma (RS), com 1.062 habitantes por cervejaria registrada no Mapa”, informou, em nota, o ministério.

A ampliação do número de pequenos municípios que possuem empresas ou locais onde vendem cervejas é explicada pelo atendimento a demandas locais e pela ocupação já saturada de espaços nos grandes centros urbanos. “Por isso, os novos estabelecimentos passam a se instalar em cidades menores, em regiões menos atendidas”, explica o coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do Mapa, Carlos Vitor Müller.

O Mapa concedeu 8.459 novos registros de produtos para cerveja em 2020. O número, no entanto, representa uma queda de 15% na comparação com 2019. Segundo a pasta, é a primeira vez que isso ocorre.

“Sabemos que muitos desses lançamentos de novos produtos foram impactados pela pandemia, pelas restrições de consumo e restrições econômicas de forma geral. Com um menor número de lançamentos, se faz um menor número de registros de produtos também”, justifica Müller.

Só em São Paulo, foram registrados 2.347 novos produtos voltados à cerveja em 2020. Em Santa Catarina foram 1.413 e em Minas Gerais, 1.233 produtos foram registrados.

O registro dos estabelecimentos é feito pelo Mapa que autoriza o funcionamento de cervejarias. Essa autorização considera elementos como capacidade técnica e condições higiênico sanitárias do empreendimento.

“A solicitação de registro de estabelecimento deve ser feita pela internet por meio do Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários, e toda a gestão da relação da cervejaria com o Mapa é realizada exclusivamente neste sistema”, informa a pasta.


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SP: Número de transplantes cai 17,5% no primeiro trimestre de 2021

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No primeiro trimestre de 2021, o estado de São Paulo registrou queda de 17,5% no número de transplantes de órgãos e tecidos, segundo a Central de Transplantes de SP. Foram realizados 1.695 procedimentos ante 2.054 no mesmo período de 2020. Em todo o ano passado foram 7,4 mil transplantes no estado. 

Segundo a Central de Transplantes, desde o início da pandemia, cerca de 7% dos potenciais doadores não puderam fazer a doação de órgãos por estarem infectados com o novo coronavírus. Atualmente, há 17.633 pacientes aguardando na fila por um transplante no estado, sendo 13.381 por um transplante de rim, 313 de fígado, 135 de coração, 108 de pulmão, 7 de pâncreas e 3.689 de córneas.

O coordenador do sistema estadual de transplante, Francisco Salomão, afirmou que diversos elementos relacionados à pandemia interferiram na redução do número de transplantes, mas ressaltou que eles não deixaram de ser feitos pelos hospitais mesmo com a nova demanda de leitos por pacientes com covid-19. Os transplantes foram um dos tipos de cirurgias priorizadas pelos hospitais e continuaram sendo realizados no estado de São Paulo, assim como as cirurgias em pacientes com câncer, que também faziam parte dos procedimentos prioritários. 

“Ou o paciente é transplantado ou ele perde a possibilidade de realizar a cirurgia. Depois, se perder aquele doador, a gente não sabe quando vai conseguir outro doador para ele. Então nesse caso realmente a escassez de leito não interferiu nesse campo”, disse. Salomão acrescentou que a maioria dos hospitais que transplantam não suspenderam esse tipo de cirurgia, já que é um procedimento de urgência.

A exceção foi a interrupção por seis meses – de abril a outubro – no estado do transplante de córnea eletivo, aquele em que o paciente não corria risco de perder a visão e havia a possibilidade de a cirurgia ser postergada. Apesar de já ter voltado a ser feito, o transplante de córnea caiu 13% neste primeiro semestre, passando de 1.240 transplantes no mesmo período do ano passado para 1.074, o que contribuiu para a redução no número geral de transplantes. 

Outro elemento que influenciou na queda foi a diminuição na doação de rim de doadores vivos, também nos casos em que não havia risco de vida para o paciente. No entanto, não houve suspensão, apenas orientação para que, se fosse possível esperar, se postergasse a cirurgia. “Esse transplante com doador vivo de rim, em que o paciente é mantido com diálise e com isso ele não vai a óbito, foi orientada a suspensão e deixado a critério da equipe a realização [da cirurgia].” Com isso, houve uma queda de quase 50% nos transplantes de rim no primeiro trimestre deste ano.

Já o número de transplantes intervivo de fígado teve estabilidade, segundo Salomão, já que há risco de morte do paciente em caso de adiamento da cirurgia. “Aqueles transplantes em que o médico avalia que há possibilidade de ser postergado foram postergados, por exemplo, doador vivo de rim. Agora, o transplante de rim de doador falecido, como é um órgão nobre e jamais, em tempo algum, a gente vai deixar de utilizar aquele rim nem jogar fora, esse paciente – como tem o órgão e é a vez dele –, se ele concordou com a cirurgia, a cirurgia foi realizada”, explicou.

Caso o paciente não concorde com a cirurgia naquele momento, chama-se o próximo paciente da lista e aquele órgão é utilizado. “Jamais um órgão de um doador falecido foi descartado porque não tinha leito para transplante ou porque não tinha paciente para ser transplantado.”

Ele avaliou que atualmente, diferentemente de quando surgiu a pandemia, os hospitais estão mais organizados para a separação de pacientes com covid-19. “Então eles fizeram não só as adaptações de protocolo, como estabeleceram o fluxo dentro do próprio hospital e também acabaram dividindo o hospital em áreas, ou seja, área e UTI para covid-19 e área para 'não covid-19'. Com isso, conseguimos com segurança fazer a cirurgia desses pacientes que são submetidos a transplante.”

O isolamento social, importante medida para conter a disseminação do vírus, também se refletiu em uma redução no número de transplantes. “A justificativa então para queda de transplantes desses órgãos [coração e fígado] eu posso dizer que, na fase mais restritiva, ou seja, quando em decorrência da pandemia, tem menos pessoas circulando, menos acidentes de trânsito, menos acidentes de moto, portanto tem menos [casos de] traumatismo cranioencefálico”, disse Salomão, explicando que os doadores que tiveram esse tipo de traumatismo são doadores em que os órgãos são praticamente todos utilizados.

A Secretaria de Saúde de SP disse, em nota, que medidas de segurança e novos protocolos foram adotados por conta da pandemia e que, conforme diretriz do SUS, pessoas com diagnóstico de covid-19 com menos de 28 dias da regressão completa dos sintomas não podem ser doadores de órgãos.

“Os hospitais seguem os protocolos de triagem clínica dos potenciais doadores, realizando testes para covid-19 antes de qualquer procedimento, prezando pela segurança dos profissionais de saúde e pacientes receptores”, diz a nota.

Para ser doador de órgãos, basta comunicar a família sobre esse desejo, não é necessário incluir a informação no RG ou na carteira de motorista. A autorização para doação deve ser dada por familiares do falecido com até o 2º grau de parentesco. A Central de Transplantes reforça a orientação de que haja diálogo entre as famílias sobre o desejo de ser ou não doador de órgãos, pois isso facilita a tomada de decisão.


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Número de novos casos da covid-19 cai 7% em uma semana

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O Brasil fechou a última semana epidemiológica (Semana 15) com uma redução de 7% no número de casos confirmados da doença. Os números foram atualizados em balanço do Ministério da Saúde nesta quinta-feira (22). Entre os dias 11 e 17 de abril, foram 455.085 casos, o que significa 36.324 a menos comparado com a semana epidemiológica anterior, com 491.409 casos. 

Em relação aos óbitos, foram registradas 20.344 mortes na semana passada, uma queda de 4% em relação à semana anterior, o que é considerado, pela pasta, como uma estabilização dos números. O maior registro de novos óbitos ocorreu em 8 de abril, com um total de 4.249 notificações em um dia. 

Na última semana, o país apresentou redução nos registros da doença em 13 estados e no Distrito Federal, aumento em seis e estabilização em sete. Os estados que tiveram redução foram Amapá, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, São Paulo, Acre e Mato Grosso e o Distrito Federal. A estabilização dos casos ocorreu no Rio Grande do Sul, Rondônia, Rio de Janeiro, Paraíba, Piauí, Paraná e Tocantins e o aumento ocorreu na Bahia, Santa Catarina, Sergipe, Alagoas, Roraima e Maranhão.

Dez estados apresentaram queda no número de mortes, enquanto em nove houve aumento nos registros. Outros sete estados e o DF tiveram estabilização. A redução no número de novos óbitos ocorreu no Amazonas, Ceará, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte e Espírito Santo. Houve estabilização no Maranhão, Distrito Federal, Goiás, Rondônia, Bahia, São Paulo, Alagoas e Tocantins. O aumento foi constatado no Sergipe, Piauí, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Acre, Amapá, Roraima e Pará.

Este ano, até o dia 19 de abril, foram confirmados 81.574 casos de Síndrome Gripal (SG) por covid-19 em profissionais de saúde. As profissões com maiores registros da doença foram técnicos/auxiliares de enfermagem (29,5%), enfermeiros (16,9%), médicos (10,8%), farmacêuticos (5,4%) e agentes comunitários de saúde (5,2%).

Até 17 de abril, foram confirmados 951 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados em profissionais de saúde por covid-19. Outros 315 casos encontram-se em investigação.

Variantes

De 9 de janeiro até 17 de abril, foram identificados 2.074 de casos de covid-19 pelas variantes em 25 estados. Desse total, 73 são da variante do Reino Unido (B.1.1.7), 1.998 da variante do Amazonas (P.1) e três da variante da África do Sul (B.1.351).

Até 17 de abril, foram registrados 11 casos de reinfecção no país – cinco pela variante do Amazonas. Os estados que registraram casos de reinfecção, até o momento, são: Rio Grande do Norte (1), Goiás (1), São Paulo (3), Minas Gerais (1), Paraná (1), Amazonas (3) e Santa Catarina (1). 

Reações adversas

De acordo com o Ministério da Saúde, foram notificados, nos dois primeiros meses da campanha de vacinação contra a covid-19, um total 39.234 casos suspeitos de Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV). Desses, 37.780 foram classificados como sem gravidade. De acordo com a pasta, os eventos adversos não possuem necessariamente uma relação direta com a aplicação da vacina.


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Respeito à faixa de pedestre reduz em 83% número de atropelamentos

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Considerada uma das campanhas de trânsito mais bem-sucedida no Brasil, a campanha educativa para uso da faixa de pedestres em Brasília completou este mês 24 anos com um resultado extraordinário: reduziu em 83% o número de mortes de pedestres na capital federal.

“Esse número é ainda mais impressionante se considerarmos que, em termos absolutos, a população atual de Brasília é, pelo menos, três vezes maior do que a de 1997, quando teve início a campanha”, disse à Agência Brasil o diretor de Educação de Trânsito do Detran-DF, Marcelo Granja, servidor que participou de todo o processo de campanha e implementação da cultura da faixa no Distrito Federal.

Segundo Granja, em termos de marketing e de sensibilização, essa foi “a maior campanha já feita em termos de visibilidade e de resultados”, o que fez dela referência para os Detrans de todo o país. “Nossos técnicos passaram a ser convidados para participar de palestras no Brasil inteiro”, disse o diretor.

Brasília mostrava, com essa campanha, que a ligação da capital do país com boas práticas no trânsito ia além da coincidência de seu aniversário, comemorado hoje (21 de abril) vai além de, na data, ser comemorado também o Dia Nacional da Paz no Trânsito.

Estatísticas

Implementada em 1997, a campanha consolidou Brasília como “a capital da travessia segura na faixa”. Naquele ano, houve uma redução de 24% no número de pedestres mortos (202) em relação ao ano anterior (266).

De lá para cá, mesmo com uma frota de tamanho triplicado, segundo o Detran, saltando de 605 mil veículos em 1996 para 1.870.203 veículos em 2020, o número de pedestres que morreram em atropelamento no trânsito do DF caiu de 266 para 44 mortes por ano.

De acordo com o Detran, apenas um dos óbitos ocorreu em acidente durante a travessia na faixa. Os demais (43 pedestres) foram atropelados quando atravessavam a via fora da faixa. Segundo Granja, Brasília tinha cerca de 300 faixas de pedestres em 1997. “Atualmente temos cerca de 4.800 faixas”.

Pedestres atravessam faixa em Brasília. Há 24 anos, a capital federal instituiu o respeito ao pedestre na faixa, comportamento que é exemplo de cidadania e motivo de orgulho para os brasilienses. Pedestres atravessam faixa em Brasília. Há 24 anos, a capital federal instituiu o respeito ao pedestre na faixa, comportamento que é exemplo de cidadania e motivo de orgulho para os brasilienses.

 Campanha consolidou Brasília como “a capital da travessia segura na faixa” – Marcelo Camargo/Agência Brasil

A campanha

O diretor de Educação de Trânsito lembra que, antes dessa campanha específica teve início um trabalho de conscientização da comunidade, com ações educativas lúdicas que incluíam peças teatrais e brincadeiras levadas às escolas do DF.

“A peça ‘Quem Viu a Via’ ganhou espaço, sendo até apresentada em teatros”, lembra Granja. Outro fator anterior que favoreceu a implementação da campanha foi a criação da Escola Pública de Trânsito, obrigatória para quem fosse tirar a carteira de motorista.

“A faixa de pedestre era um dos temas abordados. Ao tomarem conhecimento sobre essa regra, que empodera o pedestre, dando a ele prioridade em relação aos carros, as pessoas começaram a questionar a não obediência à regra pelos motoristas”, acrescenta o diretor.

Os instrutores notaram muitas dúvidas dos alunos sobre procedimentos que garantissem a segurança na hora de atravessar a faixa. “Foi aí que vimos a necessidade de incluirmos um gesto a ser dado pelo pedestre para alertar o motorista sobre a intenção de se fazer a travessia. Essa orientação foi apresentada em cartilhas e folders, até para evitar engavetamentos, já que a velocidade nas vias costumava ser alta devido ao menor número de carros”.

Pedestres atravessam faixa em Brasília. Há 24 anos, a capital federal instituiu o respeito ao pedestre na faixa, comportamento que é exemplo de cidadania e motivo de orgulho para os brasilienses. Pedestres atravessam faixa em Brasília. Há 24 anos, a capital federal instituiu o respeito ao pedestre na faixa, comportamento que é exemplo de cidadania e motivo de orgulho para os brasilienses.

Há 24 anos, a capital federal instituiu o respeito ao pedestre na faixa, comportamento que é exemplo de cidadania e motivo de orgulho para os brasilienses – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cultura da faixa

A criação de uma “cultura da faixa de pedestre” foi também reforçada por matérias de jornais locais que fizeram uma espécie de contagem regressiva para a data em que teria início a fiscalização sobre o cumprimento dessa regra.

“Na sequência, matérias nacionais mostraram essa nova realidade, o que acabou mexendo positivamente com a autoimagem dos brasilienses. Até então os motoristas se achavam mais do que os pedestres, principalmente quando tinham carro importado”, disse Granja. “Nascia ali um turning point [ponto de virada] que reverteu prioridades. Foi uma espécie de resgate para a igualdade de direitos, emblemático por apresentar um olhar diferente que empodera os vulneráveis e inibe aqueles que não respeitam essa regra”. Ele acrescentou que esse “olhar diferenciado” passou a ser dirigido também a ciclistas e motoristas na cidade.


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Número de acessos móveis no Brasil cresce e fecha 2020 com 234 milhões

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O Brasil fechou o ano de 2020 com 234 milhões de acessos móveis, segundo relatório da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O total representou um aumento de 7,39 milhões em relação a 2019, o equivalente a 3,26%. Acesso móvel é o nome dado para os chips de celular, que podem ser usados para serviços de voz ou de conexão à Internet.

Com isso, houve uma inversão da tendência de queda que vinha marcando esse tipo de serviço desde 2015, quando o Brasil bateu os 284,17 milhões de acessos. O número, acima da população nacional, ocorre pelo fato de parte das pessoas ter mais de um acesso, ou seja, mais de um chip ou uma conta de telefone celular.

Na avaliação da Anatel, esse acréscimo teve relação com a pandemia do novo coronavírus. “Com a transferência forçada de atividades para a modalidade online, em especial as aulas de crianças e de adolescentes, houve um aumento na compra de dispositivos para permitir a realização dessas atividades. O celular é o dispositivo mais barato de acesso à internet, e muitos desses aparelhos já são vendidos atrelados à contratação de um novo plano”, diz o relatório.

Densidade

Quando analisados os números de acessos por 100 habitantes, índice denominado “densidade” pelo relatório, as regiões mais atendidas são o Sudeste (105,71), Centro-Oeste (102,2) e Sul (96,9). As densidades são menores no Nordeste (86,58) e Norte (85,37).

Os estados com mais acessos por 100 habitantes são Distrito Federal (116,37), São Paulo (110,22), Rio de Janeiro (103,86), Minas Gerais (98,96) e Rio Grande do Sul (98,96). Já os com os menores índices são Maranhão (74,94), Alagoas (81,49), Pará (82,06), Paraíba (85,24) e Roraima (85,95).

Modalidade de cobrança

Pelo primeiro ano, os acessos pós-pagos superaram os pré-pagos, com pouco mais de 50%. Os pós-pagos são mais presentes na Vivo (57,14%) e os pré-pagos são mais frequentes na Oi (62,67%).

Operadoras

Atualmente, a operadora com mais acessos móveis é a Vivo (78,53 milhões). Em seguida vêm Claro (60,20 milhões), TIM (51,43 milhões) e Oi (36,65 milhões). No caso da OI, a parte de telefonia móvel da companhia está sendo negociada com as outras três operadoras. A Vivo lidera em 2.400 municípios, a Claro em 1.286, a TIM em 1.056 e a Oi em 777 cidades.

Repercussão

Na avaliação da integrante do Conselho de Defesa dos Usuários de Serviços de Telecomunicações (CDUST) Marina Pita, os dados podem levar ao engano uma vez que o relatório não deixa claro que se trata de chips, e não de conexões móveis.

“Os dados são simplesmente de chips ativos habilitados à conexão. Se a pessoa proprietária do chip fez uso de pacote de dados móvel, isso é algo que a Anatel não sabe porque não há obrigações de as operadoras informarem neste sentido. A Anatel não está contabilizando planos ativos e sim chips. Se a pessoa usou o chip apenas para receber ligações, a Anatel desconhece”, avalia Pita.

Em nota à reportagem da Agência Brasil, a assessoria da Anatel confirmou se tratar de chip habilitado, não incluindo que tipo de atividade é realizada pelo usuário.