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Bolsonaro participa de transmissão de comando da Aeronáutica

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O presidente Jair Bolsonaro participou na tarde desta segunda-feira (12) da cerimônia de transmissão de comando da Aeronáutica. O evento ocorreu na Base Aérea de Brasília, e contou também com as presenças do vice-presidente, Hamilton Mourão, e do ministro da Defesa, Braga Netto. 

A troca de comandos das três Forças Armadas foi anunciada há quase duas semanas, após uma reforma ministerial que também incluiu o Ministério da Defesa, com a substituição de Fernando Azevedo e Silva por Braga Netto.

Na Aeronáutica, o tenente-brigadeiro Carlos Almeida Baptista Júnior passou a ser o novo comandante. Ele substitui o tenente-brigadeiro Antônio Carlos Bermúdez, que estava no cargo desde o início do governo, em 2019. Na última sexta-feira (9), Bolsonaro já havia participado da transmissão de cargo do Comando da Marinha, assumido pelo o almirante de esquadra Almir Garnier Santos, que substituiu Ilques Barbosa. No próximo dia 20, está prevista a transmissão de cargo no Exército. Neste caso, assumirá o comando o general Paulo Sergio Nogueira, no lugar do general Edson Leal Pujol.

Em discurso, o ministro da Defesa destacou algumas das principais ações da Força Aérea Brasileira (FAB) nos últimos anos, incluindo a apresentação do caça F-39 Gripen e a entrada em operação dos aviões KC-390.

“A despeito de todas as limitações orçamentárias, a Força Aérea consolidou o conceito da Dimensão 22, avançando nos seus principais programas estratégicos, com a incorporação do primeiro caça F-39 Grippen NG, e das primeiras aeronaves de transporte multimissão KC-390 Millenium, verdadeiros marcos da evolução tecnológica da aviação e de considerável ganho operacional para a defesa nacional”, afirmou Braga Netto.

O ministro ainda mencionou a atuação da FAB no transporte de órgãos para transplantes e nas operações de abastecimento de medicamentos, insumos e vacinas no combate à pandemia.


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Petrobras conclui venda de participação em parque eólico no Nordeste

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A Petrobras finalizou a venda da totalidade de sua participação de 49% na Sociedade Eólica Mangue Seco 1 – Geradora e Comercializadora de Energia Elétrica S.A.  para a V2I Energia S.A., fundo de investimento em participações em infraestrutura gerido pela Vinci Energia.

A operação foi concluída com o pagamento de R$ 44 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato de compra e venda de ações. 

A Eólica Mangue Seco 1 faz parte de um complexo de quatro parques eólicos (Mangue Seco 1, Mangue Seco 2, Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4), localizados em Guamaré (RN), com capacidade instalada total de 104 megawatts (MW). A Eólica Mangue Seco 1 detém e opera um parque eólico, com capacidade de 26 MW. 

De acordo com a Petrobras, a operação está alinhada à estratégia de melhoria de alocação do capital da companhia, visando à “maximização de valor para os seus acionistas”. 


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Bolsonaro participa da solenidade de promoção de oficiais-generais

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O presidente Jair Bolsonaro participou hoje (8) da solenidade de promoção de 16 oficiais-generais do Exército, no Clube do Exército, em Brasília. Ao parabenizar os recém-promovidos, Bolsonaro disse que a corporação representa “uma estabilidade” para o Brasil, em especial nesse momento de crise.

“Nós atuamos dentro das quatro linhas da nossa Constituição. Devemos e sempre agiremos assim. Por outro lado, não podemos admitir quem, porventura, queira sair desse balizamento”, disse. “Os momentos são difíceis, vivemos uma fase um tanto quanto imprecisa, mas temos a certeza, pelo nosso compromisso e tradição, sempre teremos como lema a nossa bandeira verde e amarela e a nossa perfeita sintonia com os desejos da nossa população, assim agiremos”, completou.

O presidente estava acompanhado pelo vice-presidente Hamilton Mourão e por ministros de Estado.

No evento, os novos generais do Exército também receberam a medalha da Ordem do Mérito Militar por serviços prestados. O decreto de promoção na ordem foi publicado em 18 de março no Diário Oficial da União.


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Jogos de Tóquio não terão participação de torcedores do exterior

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A organização dos Jogos de Tóquio (Olímpicos e Paralímpicos) informou neste sábado (20) que somente torcedores japoneses e residentes no país oriental poderão participar dos megaeventos esportivos. A razão é a pandemia do novo coronavírus (covid-19), que continua com alta disseminação em várias localidades.

A decisão foi tomada em reunião que contou com a participação do Comitê Olímpico Internacional, do Comitê Paralímpico Internacional, do Comitê Organizador e de representantes de diferentes esferas do Governo japonês.

Desta forma, os organizadores dos eventos terão que reembolsar cerca de 600 mil ingressos para os Jogos Olímpicos e outros 300 mil para os Jogos Paralímpicos.

“Em muitos aspectos, os Jogos de Tóquio serão completamente diferentes de quaisquer Jogos anteriores. No entanto, o essencial dos Jogos permanecerá inalterado, pois os atletas dão o seu melhor e inspiram o mundo com performances incríveis. No momento, estamos trabalhando em planos específicos para compartilhar suporte remotamente de todo o mundo e ajudar a reunir as pessoas de maneira adequada aos nossos tempos atuais. Mesmo que você não possa mais vir ao Japão neste verão, esperamos muito que continue a apoiar os Jogos de Tóquio”, declarou o CEO do Comitê Organizador, Toshiro Muto.

* Com informações da agência de notícias Reuters.


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Esgrima: Brasil encerra participação na Copa do Mundo de Sabre

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O Brasil terminou, neste domingo (14), a participação na Copa do Mundo de Sabre, primeira competição internacional de esgrima após o início da pandemia, em Budapeste, na Hungria. No torneio por equipes, os dois times caíram na primeira rodada. A equipe feminina, formada por Karina Trois, Luana Pekelman e Pietra Chierighini, perdeu para a Polônia por 45 a 28 e ficou em 25º lugar. O time masculino, com Bruno Pekelman, Henrique Garrigos, Matheus Becker e Enrico Pezzi, perdeu por 45 a 20 para o Egito e fechou como o 24º. Apesar desses resultados, a comissão técnica considera que os maiores objetivos parecem ter sido atingidos. “Depois de 14 meses sem provas oficiais no Brasil, encerramos a participação de nossa jovem equipe de sabre masculino e feminino. Todo este esforço colherá seus resultados no Pré-Olímpico das Américas, no final de abril, no Panamá. Após este evento na Hungria, os técnicos têm a noção clara do trabalho a ser feito visando a corrida olímpica e o Mundial Juvenil e Cadete no Cairo, no próximo mês”, explicou o mestre Régis Trois à equipe de assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Esgrima (CBE). “A Copa do Mundo foi muito importante para o meu crescimento na esgrima.

Poder jogar novamente em uma competição deste tamanho, após um ano sem competições e uma lesão que me trouxe oito pinos na fíbula, foi muito bom! Tenho muitos treinos pela frente e esta prova me mostrou meus pontos positivos e negativos”, reconheceu Bruno Pekelman também à equipe da CBE.

Equipe feminina de sabre, em Budapeste. Equipe feminina de sabre, em Budapeste.

Equipe feminina de sabre, em Budapeste. – Augusto Bizzi/FIE

A mais experiente do time feminino é Karina Trois, com 23 anos, sendo que Luana Pekelman e Pietra Chierighini têm apenas 17 anos. “A prova individual serviu totalmente para analisar como está o meu jogo e voltar às pistas. Já a prova por equipes serviu para ajustar todos os erros que apresentei no individual. Com certeza, foi uma evolução na carreira, no sentido de estar cada vez mais preparada para jogar o Pré-Olímpico”, explicou Karina Trois à equipe da Confederação Brasileira.

Estágio na Geórgia

Depois do torneio em Budapeste, Bruno Pekelman, Luana Pekelman, Matheus Becker e o técnico Alkhas Lakerbai seguem agora para Tibilissi, na Geórgia, onde realizam um estágio de 15 dias de treinamento. Depois, Bruno retorna para a disputa do Pré-Olímpico, enquanto os demais seguem diretamente para o Cairo, no Egito, onde participam do Campeonato Mundial Cadete e Juvenil, entre 3 e 11 de abril. “Lá, terei tempo para me dedicar nas lições que aprendemos nesta Copa do Mundo e assim chegar bem preparado ao Pré Olímpico”, ressaltou Bruno.

Na próxima semana, entre 19 e 23 de março, é a vez da Copa do Mundo de Espada, em Kazan (RUS). A equipe feminina, formada por Nathalie Moellhausen, Amanda Simeão e Marcela Silva, terá a orientação do técnico Marcos Cardoso. O time masculino seguirá em treinamento na Itália.


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Painel divulga participação de estrangeiros em licitações públicas

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Com exigências simplificadas desde o fim do ano passado, as empresas estrangeiras cadastradas para participarem de licitações federais passaram a ter as informações divulgadas na internet. O Ministério da Economia lançou o Painel de Empresas Estrangeiras com o objetivo de aumentar a transparência das compras governamentais.

Entre as informações disponíveis, estão o ranking dos países com mais empresas cadastradas e as licitações com participação de empresas estrangeiras. O cidadão também pode consultar concorrências vencidas por elas.

Segundo o levantamento mais recente da Secretaria de Gestão da pasta, desde a desburocratização da participação de estrangeiros, 111 empresas de outros países cadastraram-se no Sistema de Cadastro Unificado de Fornecedores (Sicaf) sem a necessidade de abrir previamente um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) ou Cadastro de Pessoa Física (CPF) no Brasil. Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e China são os principais países interessados em fornecer bens e serviços ao governo brasileiro.

Do total de empresas cadastradas, 66 estão aptas a participar das compras públicas, das quais 26 disputaram licitações. Até agora, 10 fornecedores estrangeiros venceram as concorrências.

Simplificação

Em outubro do ano passado, o governo simplificou os procedimentos de participação de empresas estrangeiras nas licitações federais. Os fornecedores só precisam constituir CPF ou CNPJ no país caso vençam a licitação. Nas demais etapas, poderão competir em condições de igualdade com o fornecedor nacional no Sistema de Compras do Governo Federal (Comprasnet).

Um mês antes, em setembro, um decreto extinguiu a exigência de tradução juramentada para o cadastro da companhia estrangeira no Sicaf. O documento traduzido só será pedido na assinatura do contrato ou da ata de registro de preços.

Acordo internacional

A desburocratização de fornecedores estrangeiros atinge tanto as compras comuns, realizadas via pregão eletrônico, como as obras licitadas pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC) eletrônico. As medidas integram os esforços do Brasil para aderir ao Acordo de Compras Públicas (GPA, na sigla em inglês) da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Com 48 países integrantes até agora, o GPA tem como objetivo promover a abertura mútua das compras governamentais (realizadas pelo setor público), sem distinção de origem, imposição de barreiras para itens importados ou margem de preferência para produtos domésticos.

Além de ter o potencial de ampliar o acesso de empresas brasileiras a um mercado que movimenta US$ 1,7 trilhão por ano, o acordo resulta em economia para o governo brasileiro. Segundo o Ministério da Economia, a entrada de empresas estrangeiras nas licitações nacionais amplia a concorrência e elimina práticas comerciais como a formação de cartéis.


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Mulheres têm participação tímida, embora crescente, no setor musical

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O relatório “Por Elas Que Fazem a Música”, relativo a 2020 e divulgado hoje (8), no Dia Internacional da Mulher, pela União Brasileira de Compositores (UBC), mostra que embora a participação das mulheres na entidade tenha se mantido no mesmo patamar de 2019, com 15%, quando se consideram somente os novos associados no ano passado, as representantes do sexo feminino participaram com 17%. “O crescimento está vindo devagar, mas está chegando”, disse à Agência Brasil a gerente de Comunicação da UBC, Vanessa Schutt.

O levantamento da participação da mulher na música tem como referência a base de dados da UBC, que é a entidade responsável por 56% da distribuição de direitos autorais no país. No primeiro relatório, lançado em 2018, com base em dados de 2017, eram associadas à UBC 14% de mulheres. Atualmente, a entidade tem 40 mil titulares, entre homens e mulheres.

Vanessa Schutt destacou que desde o primeiro relatório até a virada para 2021, o crescimento do número de mulheres associadas atingiu 68%. A ideia é continuar trabalhando para garantir a elevação das mulheres entre os associados. “O que a gente pretende é fazer com que o assunto seja mais discutido e as mulheres comecem a ter mais referências uma das outras, para ter cada vez mais compositoras e intérpretes na UBC. Falando sobre o assunto, a gente acredita que pode fazer a cena ir mudando aos poucos”.

Mais jovens

As mulheres na faixa etária de 18 anos a 40 anos de idade são maioria entre as associadas da UBC, dividindo-se 27% entre 18 e 30 anos e 29%, entre 31 e 40 anos de idade. Para a gerente de Comunicação, esse dado confirma que está havendo uma renovação na música, não só no Brasil, mas em todo o mundo. “Culturalmente, era diferente. Quando meninas, as mulheres iam fazer balé e os meninos, bateria. A idade da maioria das associadas demonstra que esse quadro está mudando e o pessoal mais jovem está investindo na música desde pequeno. É um dado muito bom, na minha opinião”.

Vanessa relatou que na edição 2021/2020 do levantamento, os percentuais de mulheres por região se mantiveram similares aos do ano anterior, com exceção do Centro-Oeste, que cresceu de 7% para 8%. A Região Sudeste concentrou 64% das mulheres associadas; o Nordeste, 14%; o Sul, 9%, e o Norte, 2%. A gerente observou que o fato de o Sudeste concentrar a maior parte de mulheres associadas se justifica porque a sede da UBC fica no Rio de Janeiro e a maior filial está em São Paulo. “É um reflexo da sociedade como um todo”, acrescentou.

Em comparação à edição anterior 2020/2019, houve expansão de 12% no cadastro de obras feito por autoras e versionistas. Já em relação aos fonogramas, o cadastro com participação de intérpretes femininas aumentou 9%, de músicas executantes cresceu 8% e de produtoras fonográficas, 21%. “Isso demonstra que as mulheres estão produzindo, pagando os custos de sua própria gravação”. Vanessa explicou que hoje em dia, intérpretes independentes que não têm uma gravadora por trás delas, uma grande maioria, são suas próprias produtoras fonográficas. “Elas pagam o estúdio, os custos daquela gravação, sem depender do homem para fazer isso por elas”.

Entre os 40 mil titulares associados à UBC atualmente, as mulheres representam 29% dos versionistas, 15% dos intérpretes, 8% de autores, 7% de produtores fonográficos e 6% de músicos executantes. “Antigamente, elas eram mais intérpretes e cantavam músicas de homens. Hoje, elas estão compondo também”.

Valores

Pelo lado do valor recebido, as mulheres continuam representando 9% do total, o que significa que a cada R$ 100 distribuídos, as mulheres recebem R$ 9. Por categoria, os rendimentos das mulheres em 2020 foram distribuídos 69% para autoras, 25% para intérpretes, 4% para produtoras fonográficas, 2% para música acompanhante e 1% para versionista.

Vanessa Schutt lembrou que levando em conta os maiores arrecadadores da UBC no exterior, 12 são mulheres. Foi a primeira vez que foram medidos os rendimentos vindos do exterior. “Nós temos contratos com as sociedades pelo resto do mundo. Então, se as músicas nossas tocam lá fora, elas recolhem e pagam para a gente”. Vanessa não tinha disponível, contudo, qual foi o valor total distribuído a essas 12 mulheres.

Em termos de renda, o cenário no ano passado se manteve equivalente ao de 2019, com destaque para a rubrica digital, em que as mulheres tiveram aumento de 3%, alcançando 7%. Nas demais rubricas, o cenário se manteve estável, com 20% da renda advinda do rádio, 15% da TV aberta, 14% de shows e 12% da TV fechada. “A gente percebeu que houve um crescimento no digital”. A conclusão veio do fato de que, com a pandemia de covid-19, não foram realizados eventos presenciais. “Então, acabam sendo feitos no meio digital mesmo”.

Analisando a participação por gênero nas rubricas, observamos que o cenário relativo ao total distribuído em 2020 ainda é desfavorável às mulheres, que detiveram 10% contra 90% dos homens, na rubrica digital; 14% contra 86% no rádio; 8% contra 92% em shows; 6% contra 94% na TV aberta; 7% contra 93% na TV fechada; e 13% contra 87% em outras rubricas.

UBC

A União Brasileira de Compositores é uma associação sem fins lucrativos, dirigida por autores, que tem como objetivo principal a defesa e a promoção dos interesses dos titulares de direitos autorais de músicas e a distribuição dos rendimentos gerados pela utilização das composições, bem como o desenvolvimento cultural. Fundada em 1942 por grandes nomes da música nacional, a UBC é a mais antiga das sociedades brasileiras e representa no Brasil e no exterior mais de 25 mil associados.

Os rendimentos citados são oriundos da distribuição de direitos autorais de execução pública feita pela UBC aos seus associados.


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Sebrae: pandemia reduz participação de mulheres nos negócios

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Uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que a pandemia de covid-19 reduziu a proporção de mulheres no empreendedorismo. De acordo com o levantamento, no terceiro trimestre de 2020 havia cerca de 25,6 milhões de donos de negócio no Brasil. Desse universo, aproximadamente 8,6 milhões eram mulheres (33,6%) e 17 milhões, homens (66,4%).

Em 2019, a presença feminina correspondia a 34,5% do total de empreendedores, o que representou perda de 1,3 milhão de mulheres à frente de um negócio entre um ano e outro. A principal explicação para esse resultado foi a necessidade de as mulheres se dedicarem mais às tarefas domésticas durante a pandemia, um reflexo do machismo estrutural na sociedade. 

“Na crise, cuidados com idosos e crianças foram muito mais necessários. Primeiro, porque as crianças estavam fora das escolas e, segundo, os idosos estavam demandando mais cuidados por serem grupo de risco para a covid. Por motivos culturais, essas tarefas sempre recaem muito mais sobre a mulher. O que era precário ficou muito pior”, diz Renata Malheiros, coordenadora nacional do Projeto Sebrae Delas, que fortalece o empreendedorismo feminino.

Em pesquisa anterior, o Sebrae já havia observado uma perda maior para as mulheres nos negócios do que para os homens. Do total de empreendedoras atingidas pela pandemia, 75% delas registraram perda de faturamento mensal, enquanto que, para os homens, essa perda foi um pouco menor (71%). 

“O tempo que as mulheres dedicam às empresas é, em média, 17% menor do que os homens”, afirma Malheiros. Outro dado que aponta a desigualdade de gênero no ambiente de negócios é que, apesar de as mulheres serem 16% mais escolarizadas do que os homens, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as empresas lideradas por mulheres faturam, em média, menos do que empresas lideradas por homens. Uma das razões disso é que as mulheres costumam empreender em setores como alimentos, bebidas, moda e beleza, que são segmentos de menor valor agregado na produção e de baixa inovação.

“Cadê as mulheres nas exatas, nas engenharias, nas ciências, em setores fortes em inovação e tecnologia? É uma presença bem inferior à dos homens ainda, porque as mulheres são ensinadas culturalmente que determinadas áreas não são para elas, e isso traz reflexos nessas escolhas”, afirma a coordenadora do Sebrae Delas.

Empreender por necessidade

A maternidade também é um fator que, no Brasil, cria dificuldades para as mulheres se manterem no mercado de trabalho e no mundo dos negócios. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), de 2019, mostrou que metade das mães que trabalham é demitida ou pede demissão até dois anos depois que acaba a licença, devido à mentalidade de que os cuidados com os filhos são praticamente uma exclusividade delas. 

É o caso da empresária Renata Matos Zamperlini, de Campo Grande (MS). Dona de uma loja que vende roupas infantojuvenis, ela começou vendendo de porta em porta enquanto ainda era executiva em uma empresa privada. Com o nascimento do filho Davi e a necessidade de dedicar mais tempo em casa, ela abriu mão da carreira profissional e passou a se dedicar integralmente à estruturação de seu negócio. 

“Eu queria ter esse horário mais flexível para poder dar conta das demandas de casa também”, explica. Esse tipo de decisão, motivada por alguma necessidade, é mais comum para as mulheres do que para os homens. De acordo com Renata Malheiros, do Sebrae, 42% dos empreendimentos das mulheres são por necessidade e não por oportunidade, enquanto que para os homens, esse número é menor (34%). “O empreendedorismo por necessidade é mais precário, porque normalmente a pessoa não tem alternativa e não se planeja”.

Negócios na pandemia 

No caso de Renta Zamperlini, a aposta deu certo e ela prosperou no negócio a partir de 2018, quando chegou a abrir um loja física na capital sul-matogrossense. Mas veio a pandemia e a empresária acabou pisando no freio, encerrando as atividades presenciais e focando as vendas no delivery. Com o filho de 7 anos o tempo todo dentro de casa, as tarefas se multiplicaram. “Meu filho Davi foi alfabetizado ao longo de 2020 por meio de aula online, de manhã e à tarde, e eu precisei ficar dando esse suporte, além de cuidar de casa, do almoço, da loja. Me senti bastante sobrecarregada. Eu brinco que a mulher acaba tendo que ser como um polvo, com muitos braços para dar conta das demandas”.

Para a empresária Brunna Campos, de Taboão da Serra (SP), a pandemia também afetou fortemente os negócios no início. Dona de uma empresa de marketing e propaganda em sociedade com o marido, ela temeu que os clientes cortassem os serviços. 

“Foi uma fase bem difícil. Passamos os dois primeiros meses achando que teríamos que reduzir equipe, mas no final do ano a gente se recuperou e acabou contratando mais três pessoas”, comemora. 

Por não ter filhos, Brunna conta que é mais fácil se dedicar integralmente à vida profissional, mas ela percebe como a sobrecarga de trabalho tem afetado a vida de outras mulheres. “Uma das minhas colaboradoras, que era representante comercial, tem três filhos, sendo dois pequenos, e com a pandemia ela teve que virar mãe em tempo integral dentro de casa. Não conseguia mais trabalhar nem por telefone”.

Para enfrentar um desafio tão estrutural, segundo Renata Malheiros, é preciso o envolvimento de toda a sociedade. “Precisamos estimular que os homens discutam essas questões e que as mulheres se articulem em rede para melhorar portfólio, se capacitar e desenvolver novas habilidades. As empresas e instituições também precisam se adaptar, criando brinquedotecas com cuidadores em tudo que é canto, por exemplo, para que a mulher tenha suporte com os filhos para poder se dedicar ao trabalho. Pela minha experiência, trabalhar em rede é sempre a melhor forma de conseguir coisas difíceis”.

Para marcar o Dia Internacional da Mulher, o Sebrae realiza nesta segunda-feira (8) um evento virtual. Serão três painéis focados em temas relacionados à digitalização dos micro e pequenos negócios e ao empreendedorismo feminino. A transmissão começa às 10h no canal do Sebrae no Youtube .

Sebrae Delas

Voltado para as mulheres empreendedoras, o Sebrae Delas apoia o empreendedorismo feminino por meio do desenvolvimento de competências. Segundo a instituição, é um programa de aceleração, com o objetivo de aumentar a probabilidade de sucesso de ideias e negócios liderados por mulheres. Entre 2019 e 2020, mais de 10 mil donas de pequenos negócios já foram atendidas. O programa oferece cursos, workshops e consultorias para mulheres de todo o país. O Sebrae Delas também incentiva o contato entre as empreendedoras, para que elas construam uma rede de apoio e compartilhamento de problemas e soluções na gestão empresarial.

Outros dados

Apesar de identificar a persistente desigualdade de gênero nos negócios, a pesquisa do Sebrae mostrou que as mulheres estão mais tecnológicas do que os homens: 76% delas fazem uso das redes sociais, aplicativos ou internet na venda de seus produtos e serviços, enquanto 67% dos homens utilizam esses canais. Além disso, os homens estão mais endividados do que as mulheres: 38% deles têm dívidas/empréstimos, mas estão em dia, contra 34% delas. Já as mulheres são mais cautelosas em relação a contrair dívidas. Segundo o levantamento, 35% delas disseram que não têm dívidas, contra 30% dos homens.

A maior parte dos homens tem também mais empréstimos bancários (46%) do que as mulheres (43%). As dívidas com impostos e taxas foram citadas por 16% dos homens e 13% das mulheres. A maior parte das mulheres (51%) disse que não buscou empréstimo bancário para a sua empresa desde o começo da crise, enquanto 54% dos homens buscaram.


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Bolsonaro participa de inauguração de trecho da Ferrovia Norte-Sul

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O presidente Jair Bolsonaro participou hoje (4) da inauguração do trecho entre São Simão (GO) e Estrela D'Oeste (SP) da Ferrovia Norte-Sul. A solenidade, que aconteceu em São Simão, marcou o início da operação do corredor ferroviário ligando o estado de Goiás ao Porto de Santos, por meio da conexão entre as malhas da Ferrovia Norte-Sul e a Malha Paulista.

“A previsão é, no corrente ano ainda, a Rumo concluir essa obra que vai ligar o Maranhão, Tocantis, nosso Goiás, e vai lá até o Porto de Santos. Uma coisa fantástica. Esse modal rodoviário foi esquecido por décadas e nós sofremos muito com isso. Outras realizações virão com a Rumo e outras empresas. O trabalho que nosso governo faz, em especial via Tarcísio [Freitas, ministro da Infraestrutura] e outros órgãos, é buscar destravar os processos”, disse Bolsonaro. “Nós trabalhamos para ajudar a iniciativa privada”, completou.

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, esse trecho da ferrovia tem 172 quilômetros, corta três estados, e é operado pela empresa Rumo, que investiu R$ 711 milhões, incluindo a construção de uma ponte ferroviária de 530 metros sobre o Rio Paranaíba. A concessionária arrematou, em leilão de março de 2019, os tramos central e sul da ferrovia.

Com duração de 30 anos, o contrato compreende 1.537 quilômetros da concessão Malha Central da ferrovia, entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP), que, segundo o governo, estarão 100% operacionais até o fim de julho. Antes de a Rumo vencer o leilão, se encontrava em operação apenas o tramo norte, entre Açailândia (MA) e Porto Nacional (TO).

Também foi inaugurado nesta quinta-feira o Terminal Rodoferroviário de São Simão, interligado à Ferrovia Norte-Sul. Ele foi construído e será administrado pelas empresas Rumo e Caramuru Alimentos. O local será utilizado para o escoamento da produção de cargas como soja, milho e farelo de soja. A previsão é movimentar mais de 5,5 milhões de toneladas de produtos por ano.

O projeto do governo é aumentar a participação do modal ferroviário de 15% para 35% na matriz nacional de transporte nos próximos anos.

A Ferrovia Norte-Sul, projetada durante o governo José Sarney (1985-1990), foi desenhada para ser a espinha dorsal do sistema ferroviário nacional. Segundo uma projeção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a demanda potencial da Norte-Sul é de movimentar 22,73 milhões de toneladas de cargas até 2055.

“A malha central terá papel estratégico, pois permite o acesso a novos mercados e aumenta a eficiência do atendimento prestado pela concessionária aos clientes, agregando novos terminais de transbordo”, informou o Ministério da Infraestrutura. Três terminais foram projetados para atender a região sudoeste de Goiás, o leste de Mato Grosso e o Triângulo Mineiro, localizados nas cidades de São Simão, Rio Verde (GO) e Iturama (MG). O terminal de São Simão é o primeiro a ficar operacional. Em Rio Verde, a previsão é que a inauguração seja no final deste primeiro semestre, e, em Iturama, no final do primeiro semestre de 2022.

Wi-fi Brasil

Durante o evento, o Ministério das Comunicações também entregou ao distrito de Ipanguaçu, localizado São Simão, o sinal de internet livre do programa Wi-Fi Brasil. A antena, o roteador e os aparelhos necessários para captar o sinal de satélite estão instalados na subprefeitura do distrito.

De acordo com a pasta, o ponto de acesso beneficiará mais de mil pessoas, com internet de alta velocidade e ilimitada. É o primeiro ponto em São Simão. No estado de Goiás há 141 unidades com o Wi-Fi Brasil, a maioria em escolas.

Atualmente, há mais de 13 mil pontos do programa espalhados por mais de 2,9 mil cidades brasileiras. Os equipamentos públicos mais atendidos são as escolas, onde estão instaladas mais de 9,6 mil antenas, especialmente em regiões rurais, além de postos de saúde, com 1,2 mil unidades. O programa atende também aldeias indígenas, quilombos, telecentros e postos de fronteira.


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Raimundinho participa de eventos virtuais do Tribunal Regional Eleitoral e do MPMG

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Raimundinho participa de eventos virtuais do Tribunal Regional Eleitoral e do MPMG