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Crédito imobiliário da Caixa bate recorde no primeiro trimestre

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A concessão de crédito imobiliário pela Caixa Econômica Federal cresceu 35,5% no primeiro trimestre de 2020 na comparação com o mesmo período do ano passado, divulgou hoje (8) a instituição financeira. Nos três primeiros meses do ano, o banco concedeu R$ 28,9 bilhões em empréstimos imobiliários, assinando 134,8 mil novos contratos.

Entre os segmentos do crédito imobiliário, os empréstimos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que financia a compra da casa própria com recursos da poupança, somaram R$ 16,1 bilhões, com alta de 103,1% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Apenas em março, R$ 7,2 bilhões foram emprestados, volume 146,5% superior ao de março de 2020.

Com o resultado do primeiro trimestre, a carteira de crédito habitacional da Caixa, que mede o estoque de empréstimos, atingiu R$ 514,1 bilhões e alcançou 5,6 milhões de contratos. O banco continua como o maior financiador da casa própria no Brasil, concentrando 68,5% do mercado.

No segmento pessoa jurídica, o banco financiou a construção de 562 empreendimentos de janeiro a março, volume 48% superior ao mesmo trimestre de 2020. São 68,9 mil novas unidades em produção, criando 212,6 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Atualmente, a Caixa financia 7,3 mil empreendimentos e 940 mil unidades em obra.

Desde 1º de março, a Caixa oferece quatro modalidades de financiamento imobiliário com recursos da poupança. No mês passado, a instituição lançou uma linha de crédito imobiliário com juros variáveis conforme o rendimento da Poupança e de acordo com o perfil do cliente.

As taxas efetivas partem de 3,35% ao ano, somados à remuneração adicional da poupança: 70% da taxa Selic (juros básicos da economia), quando esta for igual ou menor a 8,5% ao ano, ou 6,17% ao ano, quando a Selic superar 8,5% ao ano. O saldo devedor do financiamento é atualizado mensalmente pela Taxa Referencial (TR).


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Covid-19: Brasil bate recorde com 4.249 mortes registradas em 24 horas

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O Brasil bateu novo recorde de mortes por covid-19 registradas em 24 horas, com 4.249. O país já havia passado dos quatro mil óbitos em um dia anteontem (6), quando o sistema de informações da pandemia marcou 4.195 vidas perdidas confirmadas.

Com isso, o total de vítimas que não resistiram à covid-19 subiu para 345.025. Ontem, a contabilização marcava 340.776 mortos na pandemia do novo coronavírus.

Ainda há 3.572 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Ministério da Saúde com base em dados fornecidos pelas secretarias estaduais.

Já o total de casos desde o começo da pandemia chegou a 13.279.957. Entre ontem e hoje, foram confirmados 86.652 novos diagnósticos positivos. Ontem, a soma de pessoas infectadas até o momento estava em 13.193.205.

O número de pessoas recuperadas subiu para 11.732.193. Já a quantidade de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.202.639.

Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil (08.04.21). Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil (08.04.21).

Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil (08.04.21). – Divulgação/Ministério da Saúde

Estados

O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (70.742), Rio de Janeiro (38.657), Minas Gerais (26.795), Rio Grande do Sul (21.538) e Paraná (18.492). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.325), Amapá (1.371), Roraima (1.384), Tocantins (2.181) e Sergipe (3.693).

Vacinação

Até o início da noite de hoje, haviam sido distribuídos 45,2 milhões de doses de vacinas. Deste total, foram aplicados 24,8 milhões de doses, sendo 19,2 milhões da primeira dose e 5,5 milhões da segunda dose.


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Safra de grãos será recorde com 273,8 milhões de toneladas, diz Conab

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A produção de grãos no Brasil deve chegar a 273,8 milhões de toneladas na safra 2020/21, de forma a bater, novamente, o recorde com um crescimento de 6,5% em relação à safra anterior, percentual que corresponde a um aumento de 16,8 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados hoje (8), em Brasília, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ao anunciar o 7º Levantamento de Grãos Safra.

Segundo a Conab, o destaque deve-se, sobretudo, à “consolidação do plantio das culturas de segunda safra e início de semeadura das culturas de inverno, com sustentação no aumento geral de 68,5 milhões de hectares e boa performance da soja e do milho”.

O número apresenta um aumento de 1,5 milhão de toneladas na comparação com a previsão anterior – aumento sustentado principalmente pelo crescimento de 1,1% na área plantada de milho segunda safra. Houve também ganho na produtividade da soja.

Segundo o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen, os números devem ser comemorados, em especial, se for levado em consideração que o período atual é de “crise sem antecedentes, que realça a imprevisibilidade em relação ao futuro”.

“As economias precisam fazer uso de programas sociais que aumentam a demanda por alimentos, sem uma contrapartida de aumento da produção, na maioria dos casos. Os países onde a produção pode aumentar, como é o caso do Brasil, sofrem enormes pressões para que isso ocorra. É diante desse quadro que anunciamos esse levantamento”, disse o diretor.

Soja e milho

Ele observou que, no Brasil, soja e milho continuam respondendo pela grande maioria da produção anual. Esses grãos estão presentes em outros tipos de alimentos que chegam à mesa do brasileiro. “É o caso do leite e da carne. Por isso, é importante acompanhar essas produções”, argumentou.

O 7º Levantamento de Grãos Safra mostra que a área total de plantio teve crescimento de 3,9% na comparação com a safra anterior, com previsão de alcançar 68,5 milhões de hectares. “Esse volume conta com a participação de cerca de 20 milhões de hectares provenientes das lavouras de segunda e terceira safras e as de inverno, que ocuparão a pós-colheita da soja e do milho primeira safra”, informou a Conab.

No caso da soja, o volume estimado é recorde: 135,5 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 8,6% (ou 10,7 milhões de toneladas) na comparação com o que foi produzido na safra 2019/20.

O milho total também deverá registrar produção recorde e chegar a 109 milhões de toneladas – número 6,2% maior do que o obtido na safra passada. A expectativa indica que o país poderá produzir 24,5 milhões na primeira safra; 82,6 milhões na segunda; e 1,8 milhão na terceira safra.

“A maior produção do milho ocorre na segunda safra, em sucessão às lavouras de soja. Apesar do deslocamento considerável, em função do atraso do plantio da soja, as lavouras estão jovens e com bom crescimento e desenvolvimento, apesar de algumas regiões apresentarem estresse hídrico, principalmente, Mato Grosso do Sul”, detalhou o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Maurício Lopes.

Segundo ele, o mapa de chuva referente a março mostrou “bastante chuva na parte superior [norte] da Região Centro-Oeste e chuva na região central de Goiás, onde houve chuvas de alta intensidade e duração, o que trouxe vantagens para a plantação”.

Algodão

No caso do algodão, a produção estimada é de 6,1 milhões de toneladas do produto em caroço, o que corresponde a 2,5 milhões de toneladas de pluma na safra 2020/21.

“É uma cultura que concorre principalmente com a de soja e milho. A safra é bem menor do que as 3 milhões de toneladas produzidas na safra 2019/20. Atualmente, a cultura está 100% plantada em uma área de 1,4 milhão de hectares. Tivemos uma redução considerável de áreas plantadas nessa safra, exatamente por causa da concorrência que fez muitos produtores migrarem  para milho e soja”, explica Lopes.

Arroz e Feijão

Já a produção de arroz deverá apresentar redução de 0,8% na comparação com a safra anterior, totalizando 11,1 milhões de toneladas. “Com relação ao arroz, essa cultura está estável se comparada com a anterior”, disse o gerente da Conab.

Com relação ao feijão, a expectativa da Conab é de um crescimento de 2% na produção, no total obtido nas três safras, resultando em 3,3 milhões de toneladas a serem colhidas. A primeira safra está com a colheita praticamente concluída. A segunda encontra-se em andamento; e a terceira será plantada a partir da segunda quinzena de abril.

Amendoim e trigo

A Conab estima que a produção de amendoim será de 595,8 mil toneladas (crescimento de 6,9%), enquanto o trigo, que tem o início do seu período de plantio previsto para ser intensificado a partir de maio, sinaliza uma produção de 6,4 milhões de toneladas.

Exportações

Vivendo um cenário positivo no mercado internacional, o algodão em pluma registrou aumento de 18,1% nas exportações acumuladas entre janeiro e março, na comparação com o último ano. No caso do milho, a Conab disse que os embarques do ano continuam lentos, mas a expectativa é de que 35 milhões de toneladas tenham como destino as exportações, valor praticamente igual ao da última safra.

“Para a soja, estima-se a venda para o mercado externo de 85,6 milhões de toneladas (aumento de 3%). Confirmada a previsão, será um recorde da série histórica. O suporte seria dado pela demanda internacional ainda aquecida e pelo alto percentual de comercialização observado para a safra atual”, informou a companhia.

As exportações registradas em março foram 24% maiores do que as do mesmo período do ano passado. “Isso ocorreu em função do atraso da colheita, o que implicou em um ritmo mais lento nas exportações em janeiro e fevereiro, compensado no mês de março”, finalizou a Conab.  


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IBGE prevê safra recorde de 264,9 milhões de toneladas para 2021

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A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2021 alcançou mais um recorde, devendo totalizar 264,9 milhões de toneladas, 4,2% (10,7 milhões de toneladas) acima da obtida em 2020 (254,1 milhões de toneladas).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado hoje (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A previsão para a safra de soja deve atingir mais um marco inédito, com 131,8 milhões de toneladas. Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, a demanda aquecida e o dólar em alta têm favorecido a comercialização da soja e incentivado os produtores a aumentarem o plantio.

Conforme o IBGE, no final de março de 2021, a saca de 60 quilos do produto foi comercializada a R$ 173,3, 3,49% acima do mês anterior. Na região integrada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba), quase todos os estados apresentam aumentos expressivos na produção, como o Piauí (15,6%), a Bahia (7,6%) e o Maranhão (3,8%). A exceção é o Tocantins (-6,3%).

“A colheita da soja está perto de ser concluída na maioria das unidades da federação, mas está com atraso em relação ao ano anterior, que foi causado pelo plantio tardio devido à estiagem no início da primavera. Com o retorno das chuvas, a partir de dezembro, as lavouras se recuperaram e a cultura se desenvolveu de maneira satisfatória”, disse o pesquisador, em nota.

De acordo com ele, embora atualmente o excesso de chuvas venha causando problemas em alguns estados, tanto na colheita quanto no escoamento da safra, restam poucas áreas a serem colhidas e a produção da oleaginosa deverá ficar 8,5% (10,3 milhões de toneladas) acima da de 2020.

Produção de uvas

Além dos grãos, o IBGE também destacou o aumento na produção de uvas. A estimativa da produção em março foi de 1,7 milhão de toneladas, crescendo de 4,9% em relação ao mês anterior e de 18,7% em relação a 2020, o que se deve ao bom rendimento das lavouras.

Em março, a produção do Rio Grande do Sul, responsável por 56,5% da safra nacional de uvas, foi reavaliada com crescimento de 8,5% em relação à estimativa anterior e de 29,2% frente a 2020, alcançando 950,2 mil toneladas.

“As condições de estiagem, combinadas com grande amplitude térmica diária, de dias quentes e noites frias, ocorridas no final da primavera e início do verão, não anteciparam o ciclo e foram muito favoráveis para a quantidade e a qualidade enológica das uvas precoces. O consumo de vinho durante a pandemia de covid-19 cresceu bastante, reduzindo os estoques comercializáveis de uva. Mas as cooperativas do Rio Grande do Sul esperam recompor esses estoques durante o ano, bem como o estoque de passagem até a próxima colheita”, afirmou Barradas.

Segundo o levantamento, outras unidades produtoras também esperam crescimento da produção em relação a 2020, como Pernambuco (15,3%) e Bahia (8,9%), estados em que se localiza o Vale do São Francisco e que, junto com o Rio Grande do Sul, respondem por 82,6% da produção nacional de uva. Enquanto no Sul a maior parte das uvas tem como destino a produção de sucos, no Nordeste, a maior parte vai para o consumo de mesa.

Na informação do levantamento de março em relação à de fevereiro, destacaram-se as variações positivas nas produções de trigo (8,1% ou 541,6 mil toneladas), cevada (7,9% ou 31,3 mil toneladas), feijão de 1ª, 2ª e 3ª safra (0,8%, 5,0% e 1,7%, somando 77 mil toneladas), uva (4,9% ou 78,4 mil toneladas), sorgo (2,4% ou 67,5 mil toneladas), soja (1,1% ou 1,4 milhão de toneladas) e arroz (0,9% ou 100,3 mil toneladas).

São esperadas quedas na produção do milho de 1ª e 2ª safra (-1,5% e -0,1% ou 471,2 mil toneladas) e da aveia (-0,3% ou 2,5 mil toneladas).


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Covid-19: estado do Rio bate novo recorde por fila de leitos

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Pelo sexto dia consecutivo o estado do Rio de Janeiro registrou recorde na fila de espera por leitos de covid-19. O último dado da Secretaria estadual de Saúde indicou que há 710 pessoas aguardando uma vaga. Na véspera eram 678 pacientes e há dez dias, em 18 de março, 278. O pico da fila foi registrado no dia 9 de maio do ano passado, quando 510 pessoas estavam na fila.

Para os leitos de enfermaria, 279 pacientes aguardam uma vaga, enquanto ontem eram 255. Há dez dias 113 pessoas estavam nesta condição. A maior quantidade de pessoas na fila por um leito de enfermaria da doença atingiu 819, no dia 7 de maio do ano passado.

No estado, 11 municípios (Belford Roxo, Bom Jesus do Itabapoana, Itaguaí, Itaperuna, Miguel Pereira, Nova Friburgo, Paraíba do Sul, Rio Bonito, Sapucaia, Teresópolis e Três Rios) estão com 100% de ocupação dos leitos de UTI. Outros cinco (Iguaba Grande, Miracema, Quissamã, Rio das Ostras e Saquarema) estão com mais de 100% de leitos ocupados. Na capital o índice  atinge  95%.

Vacinação

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, prometeu anunciar hoje (29) um calendário unificado de vacinação para todos os municípios do estado. Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou o atendimento nos postos de imunização e partir de hoje, os locais de drive-thru no Sambódromo, na região central do Rio e no Engenhão, no Engenho de Dentro, zona norte, que já vinham funcionando aos sábados, passarão a receber a população também de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, como já acontece no Parque Olímpico, na Barra, zona oeste.

Além desses postos, o drive-thru da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no Maracanã, zona norte, funciona nesta semana até a quinta-feira (1º) aplicando a segunda dose para quem tomou a primeira no local.

Hoje também a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) inaugurou um novo posto de vacinação no Hotel Fairmont Copacabana, na zona sul. Nesta segunda estão sendo vacinadas pessoas com 71 anos, mulheres entre 8h e 13h e os homens das 13h às 17h. O novo ponto de vacinação funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. “Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde tem 250 pontos de vacinação na cidade e nessa semana está ganhando três novos pontos. A parceria com o Hotel Fairmont, ontem no Jóquei Clube e amanhã no Palácio da Justiça em uma parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro”, informou.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que a vacinação atingiu 10% da população carioca e que nessa semana conforme o calendário todas as pessoas com mais de 70 anos na cidade do Rio de Janeiro vão receber o imunizante. “A meta no início deste mês de abril é que a gente consiga vacinar todas as pessoas com mais de 60 anos”, explicou.

Quem se dirigir aos postos para receber a vacina deve levar documento de identidade, número do CPF e, se possível, a caderneta de vacinação. Para a segunda dose, levar também o comprovante de vacinação da primeira dose.

Conforme os dados atualizados pela SMS hoje até as 13h45, na cidade do Rio, 641.269 pessoas receberam a primeira dose, o que corresponde a 9,5% da população do município. Já na segunda dose foram imunizadas 216.066. O total atingiu 857.335 pessoas imunizadas entre primeira e segunda dose.

Segundo as últimas informações atualizadas ontem, o município do Rio tem 223.716 casos confirmados de covid-19, o dado anterior era de 222.709. Do total, 20.109 pessoas perderam a vida, sendo que o número anterior era de 20.092. Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave chegaram a 46.346, na véspera eram 46.296.


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Covid-19: Brasil tem novo recorde com 2.400 mortes diárias

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O Brasil atingiu ontem (26) a marca de 2.400 mortes diárias por covid-19, segundo a média móvel de sete dias divulgada, no Rio de Janeiro, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com isso, foi registrado um novo recorde médio de óbitos.

O número é 36,2% maior do que o de 14 dias antes (1.762 mortes) e 108,1% superior ao de um mês antes (1.153 óbitos). Também está com 1.303 mortes a mais (118,8%) que o patamar mais alto do ano passado (1.097 mortes).

Os casos diários, também segundo a média móvel de sete dias, chegaram a 76.146 ontem, 7,9% a mais que 14 dias antes (70.593 casos) e 42,5% acima de um mês antes (53.422 casos).

A média de móvel de sete dias, divulgada pela Fiocruz, é calculada somando-se os registros do dia com os seis dias anteriores e dividindo o resultado dessa soma por sete. O número é diferente do anunciado pelo Ministério da Saúde, que mostra as ocorrências de um dia específico.

 


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Covid-19: Brasil bate novo recorde e registra 3.650 mortes em 24 horas

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O Brasil bateu seu novo recorde de mortes registradas em 24 horas, com 3.650. Este total supera a maior marca anterior, de 3.250, na terça-feira (23). É mais de 50% acima da média móvel da última semana epidemiológica (14 a 20 de março), que ficou em 2.236 óbitos.

A marca ainda não inclui os dados do Ceará, que vem apresentando problemas técnicos para atualizar seus dados de novas mortes e casos. Com a soma de óbitos desse estado, o número deve aumentar.

O total de vidas perdidas para a pandemia alcançou 307.112. Ontem, a soma estava em 303.462 óbitos. Ainda há 3.538 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

O país também teve 84.245 novos diagnósticos confirmados entre ontem e hojeOntem, o país teve pela primeira vez mais de 100 mil novos casos confirmados em 24 horas. O total de pessoas que pegaram covid-19 desde o início da pandemia alcançou 12.404.414. Ontem, o total de pessoas infectadas até o momento estava em 12.320.169.

Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada na noite desta sexta-feira (26). O balanço é produzido com as informações coletadas pelas autoridades estaduais e locais de saúde.

O número de pessoas recuperadas chegou a 10.824.095. Já a quantidade de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.273.207.

Estados

O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (70.696), Rio de Janeiro (35.758), Minas Gerais (22.887), Rio Grande do Sul (17.349) e Paraná (15.939). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.224), Amapá (1.265), Roraima (1.318), Tocantins (1.912) e Alagoas (3.444).

Vacinação

Até o início da noite de hoje, haviam sido distribuídos 32,2 milhões de doses de vacinas. Deste total, foram aplicados 16,7 milhões de doses, sendo 12,8 milhões da primeira dose e 3,9 milhões da segunda dose.

Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil (26/03/2021). Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil (26/03/2021).

Situação epidemiológica da covid-19 no Brasil (26/03/2021). – Divulgação/Ministério da Saúde


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Fila de espera por leito de UTI bate novo recorde no Rio

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O estado do Rio de Janeiro registrou, pelo segundo dia seguido, recordes na fila de espera por um leito de UTI. Conforme os dados atuais da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES), ontem (24) eram 582 pessoas aguardando uma vaga de terapia intensiva em todo o estado. Na véspera eram 528 pessoas. Há dez dias, em 15 de março, a fila de espera por um leito de UTI tinha 171 pessoas.

Antes dos números elevados desta quarta e terça-feira, foi registrado pico de aumento de casos em 9 de maio do ano passado durante a primeira onda da covid-19. Naquele dia, eram 510 pacientes aguardando uma vaga. Já nos leitos de enfermaria, ontem 276 pessoas esperavam na fila, enquanto no dia anterior eram 217. Para estes leitos, o pico foi em 7 de maio com 819 pessoas, também durante a primeira onda da covid-19. O total de leitos entre UTI e enfermaria alcançou ontem 858. Na véspera eram 745 leitos.

O Painel Coronavírus Covid-19 divulgado na página da SES indica que no número de casos registrados nos sistemas de informação nas últimas 24h, mas que não significa que tenham ocorrido neste período, havia 2892 casos confirmados da doença, 42 óbitos, 1155 recuperados. A taxa de ocupação dos leitos de UTI atingiu 88,7% e nos de enfermaria 77,3%. A mediana do tempo de espera nas últimas 24h das solicitações até a reserva de UTI era de 18h e de enfermarias de 9h.

Também em relação aos dados de ontem, nove municípios (Bom Jesus de Itabapoana, Itaperuna, Maricá, Miguel Pereira, Nova Friburgo, Paraíba do Sul, Seropédica, Sumidouro e Três Rios) estão com 100% de ocupação de leitos de UTI. Duas cidades ultrapassaram esse percentual: Rio das Ostras (109%) e São João de Meriti (137%).

Vacinação

Os dados da SES indicam também que às 9h de hoje havia 932.924 pessoas imunizadas com a primeira dose e 307.449 com a segunda dose da vacina.


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Arrecadação federal bate recorde para meses de fevereiro

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Depois de iniciar o ano em queda, a arrecadação federal reagiu e bateu recorde em fevereiro. No mês passado, o governo arrecadou R$ 127,74 bilhões, alta de 4,3% em relação a fevereiro de 2020, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse é o maior valor registrado para meses de fevereiro ao considerar o IPCA.

O valor veio acima do previsto pelos agentes financeiros. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado projetavam arrecadação de R$ 118,16 bilhões no mês passado.

Com o resultado de fevereiro, a arrecadação federal soma R$ 296,49 bilhões nos dois primeiros meses do ano. Isso representa alta de 0,81% em relação ao primeiro bimestre de 2020, também descontando o IPCA. Em janeiro, a arrecadação federal tinha registrado queda de 1,5% em relação ao mesmo mês de 2020, considerando a inflação oficial.

Fatores

Segundo a Receita Federal, três fatores contribuíram para a melhoria da arrecadação no mês passado. O primeiro foi a recuperação da economia, principalmente da indústria e do comércio eletrônico. O segundo decorreu da arrecadação extraordinária de R$ 5 bilhões de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) em fevereiro, que não ocorreu no mesmo mês de 2020.

O terceiro fator a impulsionar a arrecadação no mês passado foi o aumento das importações, que elevou o pagamento de Imposto de Importação em R$ 2,1 bilhões em relação ao observado em fevereiro do ano passado. Esses três fatores contrabalançaram a elevação de R$ 6,08 bilhões (em valores corrigidos pelo IPCA) nas compensações tributárias entre fevereiro de 2020 e de 2021.

Por meio da compensação tributária, uma empresa que previu lucros maiores do que o realizado e pagou IRPJ e CSLL por estimativa em um exercício pode pedir abatimento nas parcelas seguintes, caso tenha prejuízo ou lucre menos que o esperado. Por causa da pandemia da covid-19, que impactou o resultado das empresas, o volume de compensações aumentou de R$ 6,97 bilhões, em fevereiro de 2020, para R$ 13,42 bilhões, em fevereiro de 2021.

Setores

Na divisão por setores da economia, os tributos que mais contribuíram para o crescimento da arrecadação foram o IRPJ e a CSLL, cuja receita subiu 40,35% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, em valores corrigidos pelo IPCA. Apesar da compensação mais alta, algumas grandes empresas registraram expansão nos lucros e houve o recolhimento extraordinário de R$ 5 bilhões de uma grande empresa, não detalhado pela Receita Federal.

Em seguida, vem o crescimento de 41,83% na arrecadação de Imposto sobre Importação e de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), vinculado às importações. Por causa da alta do dólar, o valor importado sobe em reais, impulsionando a arrecadação. Em terceiro lugar, ficou a alta real (acima da inflação) de 16,16% do IPI sobre mercadorias produzidas no país, refletindo a recuperação da indústria no início de 2021.

O último fator a contribuir para a melhoria da arrecadação em fevereiro foi a receita com o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com expansão de 2,22% acima da inflação. Esses tributos incidem sobre o faturamento e refletem o comportamento das vendas.


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SP recebe recorde de denúncias de desrespeito à quarentena em março

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O balanço atualizado de fiscalizações realizadas pela Vigilância Sanitária estadual contabilizou, só nos 15 primeiros dias de março, 23.315 denúncias recebidas. De 1º de julho de 2020 a 15 de março de 2021, foram 220.808 inspeções e 4.679 autuações. 

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, responsável pelo órgão, toda abordagem é feita com foco na orientação sobre o uso correto das máscaras, prezando pela educação e bom senso, visando sobretudo a conscientização sobre a importância do uso de máscara para proteção individual e coletiva. Segunda a pasta, é responsabilidade dos estabelecimentos prezar pela segurança dos seus colaboradores e consumidores. 

O descumprimento das regras de funcionamento sujeita os estabelecimentos à autuações com base no Código Sanitário, que prevê multa de até R$ 290 mil. Pela falta do uso de máscara, a multa é de R$ 5.278 por estabelecimento, por cada infrator. Transeuntes em espaços coletivos também podem ser multados em R$ 551,00 pelo não uso da proteção facial.

O cidadão paulista pode denunciar festas clandestinas e funcionamento irregular de serviços não essenciais pelo telefone 0800-771-3541 e também pelo site do Procon-SP ou Centro de Vigilância Sanitária.

As equipes do Centro de Vigilância Sanitária (CVS), em conjunto com a Polícia Militar, têm realizado fiscalizações para verificação do cumprimento da legislação, que prevê o uso obrigatório de máscaras em todo o estado, com aplicações de multas, uma vez que for constatado descumprimento. Podem ser autuados comerciantes ambulantes e transeuntes, além de estabelecimentos que não estiverem respeitando as medidas para prevenção contra o coronavírus definidas por decreto e resolução estadual, como uso de máscara e distanciamento.

Fiscalizações

Na capital paulista, as ações de fiscalização na fase do Plano São Paulo têm seguido com a parceria de secretarias e órgãos municipais e estaduais.

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs/Covisa) realiza fiscalizações em estabelecimentos que promovam aglomerações como festas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, desde 26 de dezembro de 2020 foram disponibilizadas 74 equipes com 156 técnicos para a realização dessas ações preventivas. 

Foram 832 estabelecimentos autuados ou interditados por apresentarem aglomerações; 27.693 munícipes abordados e orientados para a correta utilização das máscaras; 11.852 materiais gráficos educativos distribuídos; e 1.770 kits máscaras distribuídos nas ações nos grandes centros comerciais, nas diferentes regiões de São Paulo e em locais com o maior fluxo de pessoas.

A Companhia de Engenharia de Tráfego colabora com a ação montada pela Polícia Militar na instalação de gradis na região da 25 de Março – maior centro comercial aberto do estado -, com apoio da subprefeitura Sé e Guarda Civil Municipal. Os bloqueios estão localizados nas Ruas Carlos de Souza Nazaré e na Ladeira Porto Geral. A subprefeitura Sé junto à Polícia Militar fiscaliza a situação.

Além da Rua 25 de Março e as transversais (ruas Afonso Kherlakian, Lucrécia Leme e Ladeira da Constituição), também há restrições de acesso veicular na Ladeira Porto Geral com a Rua Boa Vista.

Taxa de isolamento

O Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo registrou, na quarta-feira (17) índice de isolamento de 43% no estado e na capital. O índice de isolamento considerado ideal pelo Centro de Contingência ao Coronavírus em São Paulo é de 55%.

Para conscientizar a população a ficar em casa e aumentar a taxa de isolamento, o governo de São Paulo iniciou uma nova campanha sobre a importância de respeito à quarentena para o enfrentamento da pandemia da covid-19 e contenção das altas taxas de transmissão do vírus. No total, 44 milhões de pessoas residentes no estado de São Paulo receberão mensagens de texto nos aparelhos celulares com o alerta sobre a necessidade de respeito ao isolamento social.

O envio das mensagens de SMS foi iniciado na quarta-feira e deve se estender pelos próximos quatro dias. “Governo de SP alerta! Alto risco de lotação de leitos no estado. Fique em casa. Proteja sua família. Se tiver que sair, use máscara”, é o texto enviado.