Publicado em Deixe um comentário

TST institui nova política de governança de Tecnologia da Informação e Comunicação

Compartilhar:

O novo regulamento revoga o Ato GDGSET.GP nº 291/2019

Imagem de pessoa operando dispositivo digital

Imagem de pessoa operando dispositivo digital

6/4/2021 – A presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Maria Cristina Peduzzi, assinou nesta terça-feira (6) o Ato TST.GP n°64/2021, que institui a nova política de governança de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no TST.

As normas consideram a Resolução nº 370/2021, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que implementa a Estratégia Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação do Poder Judiciário (Entic-JUD) para o sexênio 2021-2026.

As novas determinações visam a uma melhor gestão de recursos, riscos e benefícios, com o intuito de maximizar a entrega de valores às partes interessadas. O acompanhamento e o monitoramento são elementos-chave na consumação de projetos de TIC. 

Definições

De acordo com o Ato, o objetivo central da Governança de TIC é “estabelecer princípios, diretrizes e responsabilidades que orientem o uso atual e futuro da tecnologia da informação no TST”. Além disso, a intenção é que se otimize recursos, ativos e capacidades de TIC no Tribunal.

Para garantir qualidade e segurança nos serviços prestados, o modelo operacional da Tecnologia da Informação e Comunicação do TST é formado por nove componentes essenciais: orçamento, direitos decisórios, desempenho, talentos, fornecedores e parceiros, estrutura organizacional, localidades, ferramentas e formas de trabalho.

Além disso, o sistema possui elementos como software, hardware, equipamentos de telecomunicações e processos de trabalho, que viabilizam a produção dos resultados que atendam às necessidades da instituição.
Instrumentos de direcionamento

O Ato estabelece como instrumentos de direcionamento da TIC no Tribunal, a Estratégia Nacional de TIC do Poder Judiciário (Entic-JUD), o Plano Estratégico do TST, as diretrizes da Presidência, o Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação (PDTIC), as Políticas de Gestão de TIC, bem como outros normativos externos ao TST relativos à TIC.

O PDTIC, em especial, será realizado periodicamente e aprovado pela Presidência do TST, após a avaliação do Comitê de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação (CGTI) do Tribunal. O Ato entra em vigor na data de sua publicação e revoga o normativo anterior, GDGSET.GP nº 291/2019. 

(MG/RT)

 

$(‘#lightbox-cuxb_ .slider-gallery-wrapper img’).hover( function() { const $text=$($($(this).parent()).next()); $text.hasClass(‘inside-description’) && $text.fadeTo( “slow” , 0); }, function() { const $text=$($($(this).parent()).next()); $text.hasClass(‘inside-description’) && $text.fadeTo( “slow” , 1); } ); $(document).ready(function() { var cuxb_autoplaying=false; var cuxb_showingLightbox=false; const cuxb_playPauseControllers=”#slider-cuxb_-playpause, #slider-cuxb_-lightbox-playpause”; $(“#slider-cuxb_”).slick({ slidesToShow: 1, slidesToScroll: 1, autoplay: cuxb_autoplaying, swipeToSlide: false, centerMode: false, autoplaySpeed: 3000, focusOnSelect: true, prevArrow: ‘‘, nextArrow: ‘‘, centerPadding: “60px”, responsive: [ { breakpoint: 767.98, settings: { slidesToShow: 3, adaptiveHeight: true } } ] }); $(“#slider-cuxb_”).slickLightbox({ src: ‘src’, itemSelector: ‘.galery-image .multimidia-wrapper img’, caption:’caption’ }); });


Publicado em Deixe um comentário

Algoritmos: pesquisadores explicam tecnologia que intensifica racismo

Compartilhar:

Uma pessoa negra que é automaticamente reconhecida como gorila em uma plataforma digital para fotos. Em uma mídia social, o recorte automático de uma foto fora do padrão de visualização privilegia rostos de pessoas brancas. Em outra rede, uma mulher negra tem seu alcance de postagens aumentado em 6.000% ao publicar mulheres brancas.

Esses exemplos não são pontuais e vêm sendo alvo de críticas e reflexões de usuários da internet e pesquisadores. Como modelos matemáticos, os chamados algoritmos, poderiam ser racistas? O pesquisador Tarcizio Silva, doutorando em Ciências Humanas e Sociais na Universidade Federal do ABC (UFABC), explica que é necessário se perguntar como esses sistemas são usados de forma a permitir “a manutenção, intensificação e ocultação do racismo estrutural”. Silva desenvolveu uma linha do tempo que demonstra casos, dados e reações.

“A solução não está somente na transparência de códigos, mas sim na apropriação e crítica social da tecnologia”, diz. Como os sistemas são alimentados, quais dados são aceitos, quem cria as tecnologias e quem é incluído ou excluído na multiplicação de dispositivos automatizados são algumas das questões levantadas por Silva. “O racismo algorítmico é uma tecnologização e automatização do racismo estrutural”, avalia.

Idealizadores do blog Tecnocríticas, Renata Gusmão, Gabriela Guerra e Felipe Martins atuam na área de tecnologia da informação (TI) e usam a internet para discutir, entre outros temas, a ausência de neutralidade da tecnologia. “Quem pensa esses algoritmos são pessoas dentro de uma sociedade machista, racista, desigual. Logo a lógica por trás de uma solução carrega esses mesmos valores. Não estão considerando a diversidade dos usuários finais e acabam reforçando desigualdades e discriminações do mundo ‘real’”, apontam em entrevista por e-mail à Agência Brasil

#AlgoritmoRacista

Um dos casos de maior repercussão recentemente ocorreu no Twitter, com o recorte automático de fotos que privilegiavam rostos brancos. Milhares de usuários usaram a hashtag #AlgoritmoRacista, na própria rede, para questionar a automatização que expunha o racismo. Silva explica que essa descoberta mostrou o uso de algoritmos baseados em redes neurais, cuja técnica encontra regiões de interesse sobre a imagem a partir de dados levantados por rastreamento de olhar.

“Um acúmulo de dados e pesquisas enviesadas que privilegiavam a estética branca resultou no sistema que o Twitter usava e não conseguiu sequer explicar corretamente onde estava a origem da questão”, disse o pesquisador. Na época, a plataforma se comprometeu a revisar o mecanismo. “Devíamos ter feito um trabalho melhor ao prever essa possibilidade quando estávamos projetando e construindo este produto”.

“É assim que o racismo algorítmico funciona, através do acúmulo de uso de tecnologias pouco explicáveis e pouco ajustadas que a princípio otimizam algum aspecto técnico, mas na verdade mutilam a experiência dos usuários”, acrescenta o pesquisador.

Reconhecimento facial

Fora das redes sociais, os danos do racismo algorítmico podem ser ainda maiores. Dados levantados pela Rede de Observatórios de Segurança mostram que, de março a outubro de 2019, 151 pessoas foram presas a partir da tecnologia e reconhecimento facial em quatro estados (Bahia, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraíba). Nos registros que havia informações sobre raça e cor, ou quando havia imagens das pessoas abordadas (42 casos), observou-se que 90,5% eram negras. “As principais motivações para as abordagens e prisões foram tráfico de drogas e roubo”, aponta o relatório.

Silva lembra que, em países da Europa e regiões dos Estados Unidos, essa tecnologia tem sido alvo de questionamentos ou banimento. “Os motivos são vários, de imprecisão, a baixo custo-benefício ou a promoção de vigilantismo e violência estatal”, explica. Ele aponta que o sistema é impreciso para identificar faces de minorias. “Mas não importa um futuro onde o reconhecimento facial seja mais preciso: é uma tecnologia necessariamente racista em países onde seletividade penal e encarceramento em massa são o modus operandi do Estado”.

Saídas

Para os integrantes do Tecnocríticas, combater essa expressão discriminatória dos algoritmos passa por garantir mais diversidade na área de TI. “Seja garantindo que times responsáveis por pensar essas soluções tenham diversidade racial e de gênero, por exemplo, seja treinando robôs com dados diversos. Uma outra questão, também muito importante, é que a indústria de tecnologia responde às dinâmicas econômicas, então nem sempre essas soluções são as que realmente resolvem os problemas das pessoas, mas sim, as que geram lucro”, avaliam.

Silva acredita que o primeiro passo para a proteção é a “superação de qualquer presunção de neutralidade das tecnologias”. Ele aponta que tecnologias digitais emergentes, como o reconhecimento facial para fins policiais ou criação de escore de risco para planos privados de saúde já “nascem como derrotas humanitárias”. “Se efetivamente nos comprometermos com princípios do valor da vida humana, chegaremos à conclusão de que algumas tecnologias algorítmicas não deveriam sequer existir.”


Publicado em Deixe um comentário

USP desenvolve tecnologia que reduz ruído de aviões em 20%

Compartilhar:

Pesquisadores do Departamento de  Engenharia Aeronáutica (SAA) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram modificações na geometria das asas de avião que fizeram com que o ruído das aeronaves diminuísse em aproximadamente 20%.

Segundo a USP, as soluções são baratas, de fácil aplicação e deixam o nível de ruído externo abaixo dos futuros limites planejados pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). As mudanças, desenvolvidas em parceria com a Embraer, podem ser implementadas tanto em aviões que já estão em operação como em projetos de novas aeronaves. De acordo com a USP, os resultados obtidos no trabalho geraram três  patentes internacionais.

De acordo com os pesquisadores, as modificações foram feitas na parte frontal da asa, nos chamados slates – abas móveis que aumentam a sustentação do avião no ar – e na região traseira, na ponta dos flaps, que também auxiliam na sustentação da aeronave, principalmente nas etapas de decolagem e aterrissagem. 

“Nos ensaios, nós propusemos alterações no modelo da asa original para que, no momento em que o flap é acionado, uma espécie de borda fique exposta, resultando na redução de seis decibéis do ruído gerado. Também foram propostas modificações na geometria dos slates, reduzindo ainda mais o ruído emitido” destacou o professor e coordenador do estudo, Fernando Catalano.

No Brasil, os principais atingidos pelos ruídos dos aviões são os vizinhos do aeroporto de Congonhas, na capital paulista. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o ruído aeronáutico excessivo pode causar efeitos adversos sobre a saúde população. 

Segundo a USP, o ruído intenso é capaz de provocar problemas de saúde, como o aumento dos batimentos cardíacos e pressão sanguínea, desencadeando complicações cardiovasculares. A perturbação do sono também é outro agravante, que pode aumentar as chances do aparecimento de distúrbios de saúde mental, como depressão e ansiedade.


Publicado em Deixe um comentário

Decreto regulamenta plano de tecnologia assistiva

Compartilhar:

O Diário Oficial da União publicou hoje o Decreto nº 10.645/21, que estabelece as diretrizes, os objetivos e os eixos do Plano Nacional de Tecnologia Assistiva, voltado a pessoas com deficiência. O documento foi assinado ontem (11) pelo presidente Jair Bolsonaro, em ato no Palácio do Planalto, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O objetivo dessa política é dar autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social a esse público. Ele regulamenta o Artigo 75 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, de 2015, que prevê o desenvolvimento de um plano específico de medidas para facilitar o acesso a crédito especializado para aquisição de tecnologia assistiva.

Entre essas tecnologias estão incluídos todos os produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que promovam as habilidades funcionais de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

O plano será elaborado e publicado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), sendo submetido à consulta pública antes de sua aprovação pelo Comitê Interministerial de Tecnologia Assistiva. O órgão consultivo, criado em 2019, também tem papel na elaboração do documento, bem como sua execução e acompanhamento. Ele é composto pelo MCTI, que o coordena, e pelos ministérios da Educação; da Cidadania; da Saúde; e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Renovação

O Plano Nacional de Tecnologia Assistiva deverá ser renovado a cada quatro anos e reavaliado, pelo menos, a cada dois anos.

As principais diretrizes são a eliminação, redução ou superação de barreiras à inclusão social por meio do acesso e do uso da tecnologia assistiva; o fomento à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação para a criação e implementação de produtos, de dispositivos, de metodologias, de serviços e de práticas de tecnologia assistiva; o fomento ao empreendedorismo, à indústria nacional e às cadeias produtivas na área de tecnologia assistiva; promoção da inserção da tecnologia assistiva no campo do trabalho, da educação, do cuidado e da proteção social; e a priorização de ações voltadas ao desenvolvimento da autonomia e da independência individuais.

A medida ainda tem a finalidade de agilizar, simplificar e priorizar procedimentos de importação de tecnologia assistiva, especialmente em questões relativas a procedimentos alfandegários e sanitários; criar mecanismos de fomento à pesquisa e à produção nacional de tecnologia assistiva, inclusive por meio de concessão de linhas de crédito subsidiado e de parcerias com institutos de pesquisa oficiais, entre outras mudanças.


Publicado em Deixe um comentário

Governo regulamenta Plano Nacional de Tecnologia Assistiva

Compartilhar:

O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje (11) o decreto que traça as diretrizes, os objetivos e os eixos do Plano Nacional de Tecnologia Assistiva, voltado a pessoas com deficiência. O documento, que deve ser publicado na próxima edição do Diário Oficial da União, é resultado de um trabalho conjunto dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

“Esse é um decreto muito importante, que vai permitir, a nível nacional, as políticas para o desenvolvimento de tecnologias para pessoas com deficiência, visando a redução de preço desses equipamentos, dar mais acesso à mobilidade, melhor qualidade de vida para tantas pessoas que nós temos no país”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, em vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação também estão o presidente Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que é defensora das causas das pessoas com deficiência.

Entre as tecnologias assistivas estão incluídos todos os produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que promovam as habilidades funcionais de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. O objetivo é dar autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social a esse público.

O decreto regulamenta o Artigo 75 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, de 2015, que prevê o desenvolvimento de um plano específico de medidas para facilitar o acesso a crédito especializado para aquisição de tecnologia assistiva. O plano deverá ser renovado a cada quatro anos.

“A Exposição de Motivos [do decreto] destaca que a tecnologia assistiva é um assunto de grande relevância para o segmento das pessoas com deficiência e depende de ações articuladas entre os ministérios, o Sistema de Inovação, Pesquisa & Desenvolvimento, o setor produtivo e representantes da sociedade civil”, informou a Secretaria-Geral da Presidência, em nota.

De acordo com a pasta, o plano tem o potencial de beneficiar cerca de 46 milhões de pessoas, de acordo com o censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A norma define os limites de atuação do Comitê Interministerial de Tecnologia Assistiva, criado em 2019, tendo por balizas a Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Lei Brasileira de Inclusão.

As principais diretrizes do plano são a eliminação, redução ou superação de barreiras à inclusão social por meio do acesso e do uso da tecnologia assistiva; o fomento à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação para a criação e implementação de produtos, de dispositivos, de metodologias, de serviços e de práticas de tecnologia assistiva; o fomento ao empreendedorismo, à indústria nacional e às cadeias produtivas na área de tecnologia assistiva; a promoção da inserção da tecnologia assistiva no campo do trabalho, da educação, do cuidado e da proteção social; e a priorização de ações voltadas ao desenvolvimento da autonomia e da independência individuais.

A medida ainda tem o objetivo de agilizar, simplificar e priorizar procedimentos de importação de tecnologia assistiva, especialmente em questões relativas a procedimentos alfandegários e sanitários; criar mecanismos de fomento à pesquisa e à produção nacional de tecnologia assistiva, inclusive por meio de concessão de linhas de crédito subsidiado e de parcerias com institutos de pesquisa oficiais, entre outras mudanças.


Publicado em Deixe um comentário

Fábricas de Cultura investem em tecnologia de inteligência artificial

Compartilhar:

Pessoas com deficiência visual já contam com uma novidade nas Fábricas de Cultura Vila Curuçá, Sapopemba, Itaim Paulista, Parque Belém, Cidade Tiradentes e São Bernardo do Campo, todas na zona Leste de São Paulo e São Bernardo do Campo, o que permite a leitura de livros por meio de uma armação na qual uma câmera instalada faz a leitura por meio de visão artificial e acesso à informação sem a necessidade de conexão à internet.

As bibliotecas das unidades já contam com Linha Braille, Leitor Autônomo, Leitor de Livros Digitais, Ampliador de Caracteres, Teclado Ampliado, Mouse Adaptado, Folheador Eletrônico e Impressora Braille.  Entretanto, com um equipamento chamado OrCam MyEye, ao apontar os óculos para livros, revistas e jornais, além de textos no celular, tablets e computadores, embalagens, letreiros de lojas e placas indicativas, são detectados textos em português, inglês e espanhol.

A velocidade do equipamento pode ser controlada, possibilitando a leitura de 100 a 250 palavras por minuto, além de permitir a escolha entre voz masculina e feminina e  comandos para pausar, adiantar ou retroceder a leitura, tudo offline. Podem utilizar esse equipamento pessoas com baixa visão ou nenhuma.

“Nosso objetivo é oferecer aos alunos ainda mais acessibilidade, por meio de ações e atividades nas Fábricas de Cultura do governo do estado, investindo em equipamentos e infraestrutura de ponta. Em parceria com a Organização Social Catavento Cultural e Educacional, iremos entregar hoje seis unidades dos dispositivos eletrônicos para pessoas com deficiência visual”, afirmou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão.

O aparelho consegue, ainda, identificar cores e tonalidades, reconhecer pessoas e gêneros, rostos, informar a data e hora com um simples gesto de girar o pulso e identificar produtos pelo código de barras. Após o reconhecimento, retransmite a informação discretamente no ouvido do usuário.

 Acessibilidade

Atualmente, as Fábricas de Cultura da Zona Leste dispõem de acessibilidade em toda a sua infraestrutura predial, que favorece o acesso, bem como oferece a inclusão de pessoas com deficiência. 

Para proporcionar a comodidade na utilização, os espaços contam com rampas de acesso,  piso tátil de alerta para indicação de obstáculos, como escadas, rampas e elevadores, sendo que o elevador preferencial fica localizado em espaço visível aos visitantes, banheiros adaptados e banheiros (feminino e masculino), localizados no piso térreo, possuem trocadores e cadeiras de rodas na recepção para atendimento de público que necessite do recurso.

 


Publicado em Deixe um comentário

Tecnologia 5G estará disponível em todas as capitais até julho de 2022

Compartilhar:

A tecnologia do 5G estará disponível em todas capitais brasileiras até julho de 2022. O edital para o leilão do 5G foi aprovado ontem (25) pelo Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que também decidiu pela obrigatoriedade da adoção imediata do padrão em formato standalone, o que demanda a implantação de uma rede independente do atual 4G. O edital agora será encaminhado para análise do Tribunal de Contas da União (TCU).

Essa tecnologia permite o tráfego de dados até 100 vezes mais rápido que o padrão de quarta geração (4G), por utilizar um espectro de rádio mais abrangente, o que permite que mais aparelhos móveis se conectem simultaneamente, com mais estabilidade do que as redes atuais.

Além disso, a tecnologia favorece a uso de ferramentas inteligentes, interconexão de equipamentos e máquinas em tempo real e da chamada chamada Internet das Coisas (IoT).

“A tecnologia do 5G é um catalizador de novas tecnologias como inteligência artificial, realidade aumentada e realidade mista”, disse hoje (26) o presidente da Anatel, Leonardo de Morais, durante entrevista coletiva para falar sobre a aprovação do edital. “É um guarda-chuva que potencializa e envolve varias outras tecnologias”, acrescentou.

A expectativa é que o TCU conclua a análise do edital até o fim do primeiro semestre. O edital aprovado prevê a licitação de radiofrequências nas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Segundo a Anatel, a liberação dessas frequências vai proporcionar maior volume de recursos de espectro para que as prestadoras possam expandir suas redes.

A proposta também estabelece obrigações de cobertura para as operadoras que arrematarem os blocos, entre as quais estão a necessidade de investimentos para oferecer a tecnologia 4G ou superior e também backhaul (redes de acesso) em áreas sem ou com pouca cobertura do serviço.

Em municípios com mais de 500 mil habitantes, o prazo limite para implantar o 5G é julho de 2025, nos que têm mais de 200 mil, julho de 2026 e, naqueles com população acima de 100 mil, em julho de 2027.

A previsão é que 60% dos municípios com menos de 30 mil habitantes estejam atendidos até dezembro de 2027, meta que sobe para 90% até dezembro de 2028 e 100% até dezembro de 2029.

A Anatel também determinou que a faixa de 6 gigahertz (GHz) seja totalmente usada para a melhoria dos equipamentos de internet de banda larga sem fio Wi-Fi no Brasil, o chamado Wi-Fi 6E.

Além disso, as operadoras que arrematarem capacidade na faixa de 3,5 GHz, a chamada faixa de ouro do 5G, também serão responsáveis pela migração da TV aberta via satélite (parabólica), que atualmente ocupa a mesma frequência. Pelo edital, as famílias que fazem parte do Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal terão direito à troca gratuita do equipamento de TV parabólica por outro que não será afetado com interferências no sinal.

O edital também contempla recursos para a implementação de redes de transporte em fibra óptica na Região Norte (Programa Amazônia Integrada e Sustentável – Pais). A previsão é sejam implantados 13 mil quilômetros de cabos de fibra óptica nos leitos dos rios da Região Norte.

Outro ponto definido é a construção de uma rede 5G privativa da administração federal, que vai possibilitar o tráfego seguro de informações. A proposta determina que a rede vai ter duas frentes: uma rede fixa de fibra óptica ligando todos os órgãos da União e uma rede móvel apenas no Distrito Federal para atividades de segurança pública, defesa, serviços de emergência e resposta a desastres.

“Isso está sendo feito em vários países. Os Estados Unidos estão fazendo, a Finlândia está fazendo. Isso está sendo muito comum, e os países estão fazendo essas redes”, afirmou o ministro das Comunicações, Fabio Faria.

 


Publicado em Deixe um comentário

Fiocruz deve assinar transferência de tecnologia do IFA até março

Compartilhar:

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou hoje (21) que deve ser assinado até março o contrato com a farmacêutica AstraZeneca que detalha a transferência de tecnologia para a produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina Oxford no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). A empresa anglo-sueca é desenvolvedora da vacina em parceria com a universidade britânica.

A Fiocruz informou que, inicialmente, havia a previsão de que o contrato fosse assinado ainda em 2020. “No entanto, o grau de detalhamento necessário para esse tipo de documentação exigiu um tempo maior de preparação”, diz a fundação.

A não assinatura do contrato de detalhamento, segundo a Fiocruz, não impactou o cronograma atual de entrega das vacinas, já que, neste momento, as vacinas são produzidas a partir de IFA importado do laboratório WuXi Biologics, na China. Entenda o que é o IFA.

O acordo de encomenda tecnológica entre a Fiocruz e a farmacêutica AstraZeneca prevê que, até julho, 100,4 milhões de doses sejam produzidas a partir de IFA importado.  A partir desse acordo, a Fiocruz já incorporou a tecnologia necessária para formular a vacina utilizando IFA importado e iniciou a produção das doses. 

Esse acordo também prevê parâmetros gerais para a transferência de tecnologia, que precisam ser detalhados no contrato específico que ainda não foi assinado. Apesar disso, a fundação já trabalha na preparação da estrutura necessária para iniciar a produção do IFA nacional, que permitirá a produção de mais 110 milhões de doses no segundo semestre.

“A planta industrial de Bio-Manguinhos/Fiocruz já está sendo adaptada para essa produção e a previsão é de que esteja pronta em abril para a produção nacional do IFA. O início e a conclusão desse processo de transferência para a produção nacional do IFA, bem como as entregas de vacinas integralmente produzidas por Bio-Manguinhos/Fiocruz, previstas para o segundo semestre, estarão detalhadas em cronograma a ser pactuado no contrato de transferência”. 

Procurada pela Agência Brasil, a AstraZeneca também informou que o acordo de transferência de tecnologia para a produção do IFA no Brasil está em negociação, que deve ser concluída em breve. “A AstraZeneca está trabalhando diariamente para viabilizar a transferência de tecnologia para produção do IFA o mais rápido possível”, afirma a nota.

Novos lotes

Fiocruz e AstraZeneca lembram ainda que mais dois lotes de IFA importado chegarão ao Brasil nesta semana, para a produção de mais 12 milhões de doses da vacina contra covid-19. A Fiocruz prevê entregar ao Programa Nacional de Imunizações 15 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca até o fim de março, e aumentar o ritmo de produção a partir de abril. 

Além disso, Fiocruz, AstraZeneca e Instituto Serum, da Índia, acertaram a importação de mais uma remessa com 2 milhões de doses prontas da vacina de Oxford produzidas pelo laboratório indiano. Os imunizantes iniciarão a viagem em direção ao Brasil amanhã, em um voo que vai decolar de Mumbai, e devem chegar a São Paulo na manhã de terça-feira (23). Assim que desembarcarem no Brasil, as doses serão encaminhadas a Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro, onde serão rotuladas antes de serem entregues ao Ministério da Saúde.


Publicado em Deixe um comentário

Iniciativa oferece atividades sobre tecnologia com foco em mulheres

Compartilhar:

A 3ª edição da Technovation Summer School for Girls (TechSchool) vai oferecer, a partir deste sábado (20), atividades sobre tecnologia gratuitas ao vivo, de forma virtual. Serão quatro sábados de eventos, a partir das 14h. Para assistir, basta acessar o canal do Youtube, não é preciso inscrição prévia.

A TechSchool, iniciativa promovida pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é uma escola de verão gratuita e online para meninas aprenderem a criar aplicativos para celular. As inscrições para a escola já estão encerradas, mas o público em geral poderá acompanhar esses quatro eventos online.

O primeiro evento acontecerá amanhã (21), com a participação da professora Maria Cristina Ferreira de Oliveira, diretora do ICMC. A doutoranda Maria Lydia Fioravanti, uma das fundadoras do Grupo de Alunas de Ciências Exatas (Grace), do ICMC, e embaixadora da competição Technovation Girls Brasil disse que, na live deste sábado, haverá explicação sobre o funcionamento da competição e resultados já alcançados por equipes brasileiras serão apresentados.

“Na sequência, as estudantes que não conseguiram uma vaga na TechSchool, mas que desejam participar dessa competição, vão poder preencher um formulário. Dependendo do número de interessadas, vamos tentar localizar mentores que possam ajudá-las no desenvolvimento de aplicativos de forma desvinculada da TechSchool”, explicou a Maria Lydia.

Em 13 de março, será a vez de palestra sobre a importância da primeira imagem de um buraco negro. O tema será abordado pela pós-doutoranda Lia Cordovil Faraco de Medeiros, do Instituto de Estudos Avançados em Princeton, nos Estados Unidos.

No dia 20 de março, o público poderá assistir ao evento com Amanda Dias, atualmente Engenheira de Software na Microsoft, que será um bate-papo em que ela vai relatar sua trajetória na computação como forma de inspiração para quem quer seguir na área. No mesmo dia, a palestra A Potência Feminista.

Encerrando as transmissões ao vivo, em 10 de abril, o público poderá conferir o resultado dos projetos de aplicativos desenvolvidos em grupo pelas 50 participantes da TechSchool. Haverá também depoimentos de mulheres que trabalham na área de tecnologia.

A programação completa dos eventos online estão no link icmc.usp.br/e/063c8. Para assisti-los, basta acessar o canal www.youtube.com/c/graceicmcusp


Publicado em Deixe um comentário

Presidente do TJRJ toma posse e quer aprimorar uso da tecnologia

Compartilhar:

Eleito presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para o biênio 2021-2022, o desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira tomou posse hoje (5). Em seu discurso, ele avalia que a pandemia de covid-19 continuará a trazer novos desafios ao longo desse ano e defendeu o uso das ferramenta tecnológicas para preservar a excelência do trabalho.

“Está na hora de pensar, avaliar e decidir sobre a estrutura do Tribunal, tanto no âmbito interno em seus órgãos administrativos, como no externo, relacionado à atividade fim. O trabalho, em boa medida, passou a ser feito de casa e parece distante o retorno ao sistema pretérito”, disse. Figueira citou o uso da robótica e de aplicativos em determinadas funções.

A cerimônia ocorreu no edifício do TJRJ, com transmissão online. Estiveram presentes no local os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, e o governador do Rio de Janeiro em exercício, Cláudio Castro.

Ativismo judicial

Figueira disse ainda que a conciliação e mediação são essenciais para se reduzir o volume de processos. Também comentou sobre o ativismo judicial, o qual se daria, segundo ele, em duas vertentes. A primeira reflete uma ingerência significativa nos demais poderes, especialmente o executivo, com o objetivo de preservar a aplicação de normas.

“Nesse ponto, a atuação do juiz deriva em geral da inércia de entes públicos em cumprir os mandamentos constitucionais e legais, especialmente dos segmentos da saúde e da educação. Evidentemente, a medida judicial nesse caso é temerária, pois resolve um determinado conflito sem análise do largo espectro que apenas o administrador consegue perceber. Mas embora se observe eventuais abusos, tais decisões desnudam a urgente necessidade em aplacar as mazelas enfrentadas pelas pessoas. Jamais se pode perder de vista a formação humanista do juiz”, disse o presidente.

A segunda vertente do ativismo judicial, para ele, é caracterizada pela atuação no sentido de reduzir a desigualdade social. “Estreitar os laços com a sociedade é de primordial importância para que o Judiciário seja visto como instituição humanizada, atento aos problemas do Estado e às demandas das pessoas”, acrescentou.

Também foram empossados na cerimônia os desembargadores Ricardo Rodrigues Cardozo (corregedor-geral da Justiça), José Carlos Maldonado de Carvalho (1º vice-presidente), Marcus Henrique Pinto Basílio (2º vice-presidente), Edson Aguiar de Vasconcelos (3ª vice-presidente), e Cristina Tereza Gaulia (diretora-geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro).

Balanço

Figueira sucederá o desembargador Claudio de Mello Tavares, que exerceu a presidência do TJRJ no biênio 2019-2020. Primeiro a discursar na cerimônia, o ex-presidente do Tribunal apresentou um balanço de sua gestão e citou o desafio da pandemia de covid-19. “Quis o destino que o segundo ano de minha gestão se desse de forma virtual. Possivelmente, é o nosso momento mais sensível desde a Segunda Guerra Mundial”, avaliou.

Segundo Tavares, apesar desse cenário, houve uma redução significativa do volume de processos em andamento que saiu de 10,6 milhões em 2018 para menos de 8 milhões no ano passado. Ele informou ainda que o ano de 2020 registrou o melhor índice de produtividade dos magistrados, chegando à média de 4.418 processos baixados por juiz. “O Poder Judiciário está permanentemente de pé e com as mangas arregaçadas”.

Tavares citou, entre outras medidas de sua gestão, a criação da 1ª Vara Criminal Especializada da Capital e da Vara de Penas e Medidas Alternativas (Vepema), os convênios para dar celeridade a processos de dívida ativa e a digitalização de unidades. Lembrou ainda a implantação inédita de um Tribunal Especial Misto (TEM) para julgar o processo de impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.